segunda-feira, 1 de julho de 2013

RETWEETS: 9 PRÁTICAS QUE FUNCIONAM

Depois de falar sobre UFOs e salto alto, vamos falar sério.

Li recentemente o artigo “How to Get Your Messages Retweeted” de Arvind Malhotra, Cláudia Kubowicz Malhotra e Alan See, que dá dicas bem interessantes sobre como ter suas mensagens retweetadas. E pra quê isso? Porque a maioria das empresas brasileiras ainda não está preocupada com seus retweets como deveria. E empresa quer ser diferente.  

A empresa monitora diariamente o número de seguidores em sua conta no Twitter, elabora um bom direcionador de conteúdo, mas não mensura retweets. Não sabe a média de retweets que tem por dia. Por semana. Sua empresa sabe? E por que deveria?

Porque retweet é boca-a-boca eletrônico. Quando uma mensagem é retweetada, ela atinge mais pessoas, pois atinge os seus seguidores e os seguidores de quem retweetou seu tweet. E, ainda: o retweet segue com o endosso, a garantia daquele seguidor da marca que retweetou. Os seguidores tornam-se ‘advogados da marca’ dentro de sua própria rede de contatos. Eles acabam agindo como influenciadores, seja retweetando cruamente ou acrescentando algum comentário próprio ao tweet da empresa.

Os autores do artigo baseiam-se em uma pesquisa realizada por eles mesmos sobre os tweets de empresas líderes de mercado nos EUA e identificou certas características que produzem um alto número de retweets. Na amostra pesquisada, a número médio de retweets foi de 25. Boas práticas podem aumentar este número em até 70%. E, pelo contrário, práticas fracas podem diminuir este número em até 32%. Vamos a elas:

O que fazer:
Evite empurrar ofertas – na ânsia de procurar mídias diferentes para divulgar suas ofertas, as empresas acabam perdendo seguidores, pois eles acabam se irritando com tanta propaganda e nenhum conteúdo;

Fazer perguntas não ajuda – na teoria parece funcionar, já que provoca uma reação nos seguidores – a reação de responder, mas na prática o estudo apontou que a taxa de retweet destas mensagens é 30% menor do que aquelas que não possuem nenhum componente de interação.

Hashtags também não ajudam – a pesquisa mostra que apenas 18% das mensagens retweetadas possuem hashtags. Mesmo sabendo que elas são amplamente utilizadas, não há nada que prove algum efeito nos retweets.

Links não aumentam tweets – os links facilitam a vida dos seguidores, mas o autor descobriu que ele não tem um impacto estatisticamente significativo sobre a probabilidade de que a mensagem será retweetada. E é preciso ter cuidado com o espaço ocupado pelo link na mensagem – lembrando que o Twitter só suporta até 140 caracteres.

Concursos não agregam valor de retweet – Por que você vai diminuir suas chances de ganhar um sorteio no Twitter retweetando a mensagem para seus seguidores? Não faz sentido. Porém, o autor sugere que se planeje o concurso de forma a incentivar os seguidores a envolver outros de sua rede a participar. 

As 9 práticas que funcionam:

1.    O tamanho importa: Deixe espaço. Os resultados da pesquisa mostraram que o número de caracteres  em tweets de empresas tem uma relação negativa com o número de vezes que a mensagem é retweetada. Tweets mais curtos, de 70 caracteres ou menos, foram reenviadas quase duas vezes mais que os tweets mais longos.

2.    Agarre sua atenção: faça-os ler sua mensagem. As mensagens devem começar com palavras como UAU, OLHA, ou HOJE SÓ, que chamam a atenção. Na pesquisa, tweets com palavras assim foram retweetadas em até 40% mais do que aqueles que não as usaram. Atenção é a moeda mais difícil de encontrar neste meio e em outros meios de comunicação, dado o turbilhão de mensagens enviadas e recebidas todos os dias.

3.    Basta pedir para ser reenviada: Não há nada mais simples. Pode parecer brega, mas pedindo educadamente por um retweet realmente funciona. No estudo, aumentou o número de retweets em 34%, em média.

4.    Humanize a sua marca. As empresas podem fazer a sua marca parecerem ter vida, sinal de que não há mais por trás da marca do que apenas fazer e vender produtos ou serviços. Este conteúdo pode ser na forma de humor, uma visão histórica da marca ou até mesmo uma citação. Conteúdo humanizado é altamente susceptível de ser reenviado. A pesquisa mostra que este tipo de conteúdo tem a maior probabilidade de todas de levar a retweets, chegando a 70%. Estas mensagens oferecem grande impacto etre os seguidores da marca.

5.    Compartilhar: Validar a si mesmo. Compartilhar realizações com os seguidores é bem-vinda e constrói relações entre eles e as marcas. Os consumidores querem ser informados de sucesso e realizações das marcas que eles seguem antes dos outros. Eles querem defender a suas marcas preferidas dos ataques e polêmicas; mensagens assim são retweetadas até 29% a mais do que a média, e ainda atrair novos seguidores.

6.    Seja prático: forneça informações que as pessoas possam usar. Troca de informações é a principal razão para as pessoas usarem o Twitter. Tweets com informação de valor, e não somente ofertas da marca, tem 51% mais chances se serem retweetados. A conclusão inevitável: se os seguidores acham a informação útil, eles provavelmente vão retweetá-la para educar os outros. Eles acabam reforçando sua própria identidade em sua rede fornecendo conhecimento de valor para os outros para seus seguidores.

7.    Poupe o dinheiro das pessoas: divulgue ofertas. todo mundo gosta de economizar dinheiro. Ao contrário dos concursos, onde podem haver apenas alguns vencedores, ofertas são atraentes para retweets na medida em que estão disponíveis para todos que ficam sabendo deles. Como resultado, as mensagens contendo ofertas atraentes para os consumidores são altamente retweetadas. Tweets com ofertas são reenviadas 16% mais do que aqueles sem.

8.    Engajamento é importante: torne-o relevante. No ambiente supertransitório das mídias sociais, é importantíssimo associar mensagens de marca com o que está na cabeça dos seguidores. Tweetando sobre um tema atual, seja um feriado ou evento, é uma forma rápida de construir relacionamento e comunicar a relevância do conteúdo do tweet. Este tipo de conteúdo é reenviado 41% mais frequentemente do que os tweets que não têm conteúdo relevante.

9.    Aja agora: Criar um senso de antecipação. Tweets que criam um senso de antecipação têm 24% mais chances de serem retweetadas, de acordo com a pesquisa.

Nós, profissionais de marketing espertos, podemos brincar com combinações destas estratégias para aumentar o poder das características individuais de cada dica. Se apenas alguns dos seguidores da marca retweetarem, a audiência pode aumentar para milhares. Porque elas são recebidas por alguém familiar, um amigo, um conhecido, uma celebridade. Alguém que não segue a marca no Twitter pode se interessar em segui-la, e aí está o poder de conversão, tornando este alguém em um seguidor direto da sua marca.

Texto publicado no site http://www.blumenews.com.br.

SALTO ALTO É COISA NOSSA

Eu tenho tanto pra falar mas com palavras não sei dizer como é grande o meu amor por saltos altos.
Se mulher por si só já é uma obra de arte, com saltos altos ela vira uma obra de arte divina das mais desejadas no mundo. Salto alto embeleza o rebolado, empina o bumbum, dá graça e uma feminilidade que nem a falta de conforto nos faz pensar duas vezes ao escolher o melhor sapato para... Qualquer coisa. Na vida.  
Eu me acostumei a usar chinelinhos refrescantes em casa, na praia, tênis na academia e salto alto para todo o resto. Até tenho unas duas sapatilhas, mas ainda prefiro um salto alto. Um dos meus maiores orgulhos é ter aprendido sozinha a andar de salto alto sem quebrar o tornozelo. Só algumas torcidinhas, mas nada sério. Se eu não tivesse aprendido, desistiria, porque (coisa feia) mulher quando não sabe andar de salto parece caubói de faroeste.
Salto alto faz mal a saúde? Dizem que sim. À minha faz um bem danado. Mas, vamos as 10 maneiras de falar salto alto: fascite plantar, esporão de calcâneo, hiperlordose lombar, calo, joanete, atrofia de panturrilha, lesão no joelho, tendinite, artrite e desgaste da patela.
Mesmo assim, salto alto é coisa linda de Deus. 

Texto publicado no site http://www.blumenews.com.br.

terça-feira, 11 de junho de 2013

A MENINA E A COLUNA

Há algumas semanas recebi um convite de longe, de Blumenau, para escrever algumas palavras todas as semanas. Na semana passada, publiquei o primeiro artigo. 
Mais de 30 pessoas curtiram = felicidade
A coluna não tem assunto definido - eu não sou uma pessoa definida. Pretendo escrever sobre o que gosto, o que lembro, o que sei, o que não sei e quero saber. Não vou escrever sobre coisas que não gosto, nem tragédias ou coisas horríveis afins porque, bem, existem outras fontes aí pra isso e essa é a graça da liberdade de expressão.
Todos estão convidados a acompanhar a coluna - se não tiverem nada melhor pra fazer. 
Acabei de finalizar o texto desta semana. Dentro de algumas horas ele entra no ar. Posso adiantar que o texto trata de uma paixão mundial. <3

segunda-feira, 8 de abril de 2013

A SEPARAÇÃO como um ato de Amor

É sabida que a dor advém de qualquer separação, ainda mais da separação de duas pessoas que se amaram muito e que acreditaram um dia na eternidade deste sentimento. A dor-de-cotovelo corrói milhares de corações de segunda a domingo — principalmente aos domingos, quando quase nada nos distrai de nós mesmos — e a maioria das lágrimas que escorrem é de saudade e de vontade de rebobinar os dias, viver de novo as alegrias perdidas.

Acostumada com esta visão dramática da ruptura, foi com surpresa e encantamento que li uma descrição de separação que veio ao encontro do que penso sobre o assunto, e que é uma avaliação mais confortante, ao menos para aqueles que não se contentam em reprisar comportamentos padrões. Está no livro “Nas tuas mãos”, da portuguesa Inês Pedrosa.


“Provavelmente só se separam os que levam a infecção do outro até aos limites da autenticidade, os que têm coragem de se olhar nos olhos e descobrir que o amor de ontem merece mais do que o conforto dos hábitos e o conformismo da complementaridade.”
Ela continua:
“A separação pode ser o ato de absoluta e radical união, a ligação para a eternidade de dois seres que um dia se amaram demasiado para poderem amar-se de outra maneira, pequena e mansa, quase vegetal.”
Calou fundo em mim esta declaração, porque sempre considerei que a separação de duas pessoas precisa acontecer antes do esfacelamento do amor, antes de se iniciarem as brigas, antes da falta de respeito assumir o comando. É tão difícil a decisão de separar que vamos protelando, protelando, e nesta passagem de tempo se perdem as recordações mais belas e intensas. A mágoa vai ganhando espaço, uma mágoa que nem é pelo outro, mas por si mesmo, a mágoa de se reconhecer covarde. E então as discussões se intensificam e quando a separação vem, não há mais onde se segurar, o casal não tem mais vontade de se ver, de conversar, quer distância absoluta, e aí se configura o desastre: a sensação de que nada valeu. Esquece-se o que houve de bom entre os dois.
Se o que foi bom ainda está fresquinho na memória afetiva, é mais fácil transformar o casamento numa outra relação de amor, numa relação de afastamento parcial, não total. Se os dois percebem que estão caminhando para o fim, mas ainda não chegaram no momento crítico — o de se tornarem insuportavelmente amargos — talvez seja uma boa alternativa terminar antes de um confronto agressivo. Ganha-se tempo para reestruturar a vida e ainda se preserva a amizade e o carinho daquele que foi tão importante. Foi, não. Ainda é.
“Só nós dois sabemos que não se trata de sucesso ou fracasso. Só nós dois sabemos que o que se sente não se trata — e é em nome deste intratável que um dia nos fez estremecer que agora nos separamos. Para lá da dilaceração dos dias, dos livros, discos e filmes que nos coloriram a vida, encontramo-nos agora juntos na violência do sofrimento, na ausência um do outro como já não nos lembrávamos de ter estado em presença. É uma forma de amor inviável, que, por isso mesmo, não tem fim.”
É um livro lindo que fala sobre o amor eterno em suas mais variadas formas. Um alento para aqueles — poucos — que respeitam muito mais os sentimentos do que as convenções.
Martha Medeiros

sexta-feira, 8 de março de 2013

É NÓIS HOJE!! MAS, POR QUE MESMO?!

Tô lendo por aí "pq dar os parabéns neste dia?", tals... E eu me pergunto tb: pq temos um dia especial? Pq PRECISAMOS ter um dia especial? Aí, na hora vc pensa nas questões dos direitos humanos e, como eu não vivo isso, dou os parabéns pq todo mundo dá. Até me lembrar daquela afegã que teve as orelhas e nariz arrancados pelo marido - e pela família dele - num brutal espancamento que acabou matando tb o filho deles de 15 dias, que estava nos braços dela lá na hora. Lá, geralmente este tipo de crime é tratado como "crime de honra". Ela foi capa da revista Time.
Hj ela passa por reconstruções faciais, acabou de receber um nariz novo e vive 'adotada' por uma família nos EUA. Esta - e infelizmente outras histórias - responde minha pergunta?! Aham. Agora posso encher a boca pra desejar a todas as amigas e minha família um FELIZ DIA INTERNACIONAL DA MULHER! 

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

REVISTA CARÍCIA - Quem nunca?

Lembrei de uma publicação das antigas que me ajudou profundamente a me tornar a mulher que sou hoje:

Não que isso signifique grandes coisas. 
Aquelas dúvidas cabeludas que aquela tia muito louca que eu nunca tive seria capaz de ter me esclarecido eram  tiradas nestas revistinhas. Mas o que eu AMAAAAAAAAAVA mesmo eram os rostinhos lindos e frescos das meninas da capa! Palmaspalmas!!
Agora, vê só: eu, magra, pequena, branca, com oclinhos e sem um pingo de sensualidade malemolente, hj entendo porque nem mesmo as DICAS INFALÍVEIS funcionavam comigo.
Don't talk to me now. :(

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

MESTRADO: LÁ VOU EU!

O mundo não acabou e FUI APROVADA NO MESTRADO!! 
UhuObaEbaIupiiiii 
\o/ 
Tem coisa melhor?! Título de doutor é muito chato! Os melhores, os tampas mesmo, são todos MESTRES, Mestre Splinter, Mestre dos Magos, Mestre Yoda, Mestre Vitalino...
Vai ser PUNKROCKHARDCORE mas vai valer demaaaaais!!

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

‎"Uma vela não perde força por passar chama para outra vela". Quem foi meu aluno já escutou isso - acredito ser esta a força primordial no coração de todos os professores de nossas vidas - todos dispostos a ensinar algo a alguém. E para aqueles que acham que vão perder alguma coisa por dividir suas experiências com os outros, sinto muito.
Feliz Dia dos Professores, pessoALL!

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

AMIGOS

Amigos... Ah, os amigos... Quem vive sem eles? Ter amigos é uma arte. Ter bons amigos é acima de tudo um exercício de compreensão e generosidade... Compreender que ninguém é perfeito, que todo mundo, em algum momento é chato...Que todo mundo vive fases, e elas nem sempre são tranquilas. Que alguns acordam de mau humor, mas nem por isso deixam de ser lindos e queridos. Que as vezes alguns lhe dão "bailes" para seu bem (Embora nem sempre da melhor maneira, mas com boas intenções)...Que se um dia, aquela pessoa sempre tão simpática não lhe der um sorriso, pode ser que ela seja "bipolar", mas existem grandes chances dela também estar, naquele dia, com algum problema sério... Que as vezes as pessoas se equivocam, e devem ser chamadas a realidade. 

Nada existe de melhor que um bom diálogo, que a sinceridade de perguntar: "Algum problema?" e a sinceridade de responder: "Sim. Não achei bacana isso ou aquilo". E ouvir. E trocar. E mais uma vez dizer, a si mesmo: "Ninguém é perfeito. Nem eu mesmo". 

Meus amigos queridos... Amo vocês, do fundo de meu coração!!! E lembrem-se: não sou perfeito, assim como vocês. E amo vocês, com toda sua humanidade. E com toda a minha humanidade. Viva a sinceridade e o carinho e amor verdadeiros!!! 

*Claro que existem os malas... Mas, para esses, os chamados falsos, que você nem sempre detecta rápido, entreguemos a LUZ. Luz para os falsos! Para que eles um dia deixem de sê-los. Pra quem não gosta de mim, desejo luz. Muita luz. Que sejam muito felizes e me esqueçam!!!!!! Deixo vocês com Rita Lee e a sua "Reza", para o dia começar com muito bom humor. (Ouvi uma amiga muito querida cantar ontem essa música e decidi compartilhar. A Rita Lee sempre arrasa, né?).



Tadeu Gondim é empresário/produtor na empresa Coletivo Angu de Teatro / Grupo instrumental SaGRAMA e amigão meu das antigas do Teatro. 

terça-feira, 7 de agosto de 2012

UMA NOITE 'PURA' DE VIOLÊNCIA 'PURA' NO RECIFE

Estava eu tapiando navegando no Feice hoje e li uma denúncia que me deixou em estado de choque (minha velha inocência...). É sobre um pessoal que apanhou dos seguranças no último sábado no bar/boate/seiláoque Dona Carolina, um lugar bacanudo do Recife, onde já estive milhares de vezes em noites de muita bebida boa e som nem sempre essas coisas mas, com amigos, quem nunca, né? 
Sabe porque gasto meu tempo com isso? Porque não quero ser a próxima e se o critério é pagar a conta e apanhar, pode ser qualquer um de nós aqui. 
O relato é de Hugo Neves, segue abaixo. Mas antes, meu desabafo: 
"É LÓGICO que vou compartilhar! Sabe porque? Porque as pessoas não sabem o que é civilidade. "Civilidade é o respeito pelas normas de convívio entre os membros de uma sociedade". E sabe porque mais? Porque as empresas esquecem de uma coisa superimportante ao administrar seus negócios. Investem em infraestrutura, bons produtos... E o atendimento fica esse lixo aí. O gerente do lugar devia estar tirando um cochilo nos fundos. O dono devia estar tomando uma champagne bem longe dali. Enquanto o cliente QUE PAGOU apanhava. Enquanto isso, eu não piso mais lá até uma retratação formal do Dona Carolina. E vc?"

"Apesar de todo o sentimento de constrangimento e vergonha gostaria de compartilhar com vocês sobre a noite de terror e sofrimento que ocorreu no último sábado no aniversário da casa noturna Dona Carolina. Para quem conhece a casa sabe que é um ótimo local, com boa estrutura e com um ambiente que tenta espelhar "segurança e organização". Contudo, infelizmente, no último sábado não foi isso o que aconteceu: após o belo show da banda Fundo de Quintal, eu, minha namorada, minha cunhada e seu esposo aguardamos a fila de pagamentos da consumação diminuir para podermos pagarmos e irmos embora. Após um tempo, pagamos e nos dirigimos para validação do cartão e liberação da saída. Até ai tudo bem... Quando chegamos ao saguão vimos uma confusão enorme, pois muitos dos cartões que foram pagos não foram validados nos caixas. Voltei 2 vezes para validar os cartões no caixa e quando chegava no saguão, nada de validação, daí por diante muitos clientes passaram pela mesma situação. Irritado com a situação de não poder sair da casa, o esposo da minha cunhada se dirigiu ao segurança pedindo explicações por não poder sair mesmo com as contas pagas, o mesmo mostrou o comprovante do pagamento no cartão. O segurança não quis saber de dar explicações e revidou com agressões dando uma chave de braço... Para proteger o meu cunhado tentei puxar o segurança e por causa disso mais dois seguranças vieram em minha direção e, covardemente, começaram a me agredir dentro e fora da casa. Na verdade 2 seguranças e mais um indivíduo que trabalha no Dona Carolina - não estava vestido de paletó como os demais seguranças e sim com uma aparência jovial e vestido com uma camisa vermelha - me jogaram no chão e bateram até eu perder parte da minha consciência... Bateram bastante apesar da minha namorada e minha cunhada implorarem para ele parar. Enfim, além do constrangimento, pois dezenas de pessoas presenciaram, fomos impedidos de sair do recinto mesmo tendo pago o que consumamos. Passamos o resto da madrugada e a manhã inteira indo em delegacia, IML e Hospitais. O resultado disso tudo: nariz quebrado, hematomas em várias partes do corpo, escoriações nos braços e joelho. O esposo da minha cunhada também teve alguns hematomas pelo corpo por conta dessas agressões. Isso foi o que aconteceu dentro e fora de uma das casas noturnas mais badaladas do Recife, como havia falado antes, uma casa “segura e organizada”. Hoje ainda tenho sangramentos no nariz e dores no corpo também não sei ao certo se irei realizar cirurgia para corrigir a fratura. Não poderia de deixar de comentar e compartilhar com vocês, pois como cidadão e consumidor fui humilhado e tratado como saco de pancadas por indivíduos que deveriam estar cuidando de nossa vida e de nossa segurança".



Espero que queimem no fogo do Inferno. 

segunda-feira, 30 de julho de 2012

ÁLCOOL E SEUS RASTROS DIGITAIS

As minhas fases de soltidão são regadas a histórias bem sem graça. Por quê?

(  ) Desconheço as melhores baladas.
(  ) Meus amigos não sabem se divertir.
( X ) Não bebo.

Tudo porque não bebo. Minhas histórias de bebedeiras homéricas não renderiam nem uma nota neste blog. Solteirice sem álcool é muito chata, mas não precisa ser a minha.

A sobriedade é tão rica nos momentos de pileque! Tenho um talento natural para decifrar as mensagens enviadas nessas circunstâncias, sem nunca ter feito curso de hieróglifos egípcios nesta vida. Em um fim de noite de domingo em badalada casa noturna pernambucana recebi o seguinte SMS:

- "Ti baneuro vo da tenpi aqui".

Percebeu, né? A autora-amiga-minha havia desaparecido com um aceninho de mão bem Miss Brasil no meio do povo e depois, dá satisfação via SMS. Suspendi a Ice (Eu disse que não bebia? Bem: tudo porque não bebo MUITO).
Voltando, interrompi a Ice, comecei a unir os códigos e entendi alguma coisa:

- "Tô banheiro vou dar tempo aqui".

Outra boa: blogueira serelepe das ruas da Lapa não costuma, mas dia desses postou “sabe-se lá o que” bêbada depois de uma noitada em famosa pista carioca:

“Os bons tempos voltaram, porra!
Porra, caralho, vai tomar no cu. 
Sabe de onde eu to chegando, bebada r aarlho carlhlo?
da  amtraiz porra1e eu tava com guilherme avvalene@ps bn tmspote vltram porra. 
vai se defer ccalhoraofjjjjjjjjjjvai om ano cusvai chuapr caaljhoto bebada poraeu e tio guigo1e issao ai11111111111”

O teclado dela não estava com problemas. E até hoje ela não sabe o que queria dizer.

Para embelezar este post, vai essa: eu fico um pouco debochada quando bebo. Recentemente encontrei um amigo das antigas, turma boa aquela. Ele acabou de se separar e devo ter dito alguma coisa que fez o rapaz ir buscar uma bebida, não voltar mais e ainda me bloquear no MSN. Ok. Não tem nem graça. Eu só testemunho, divido com o povo e rezo bastante para nunca blogar bêbada. Só isso.  

P.S. Deixo claro que este texto foi escrito há mais de 1 ano, viu @tiandrade?! Agora sou moça séria. 

terça-feira, 5 de junho de 2012

quinta-feira, 5 de abril de 2012

EU VOU E VOCÊ?

Amanhã embarco com meu amor e mais uma reca pra assistir dois shows: Foo Fighters no sábado e Arctic Monkeys no domingo. 
Foram sessões e mais sessões exclusivas no meu carro com essas bandas, pra chegar afiada. 
Depois desses dois shows, na boa, posso ir embora feliz. 
E pr'aqueles que dizem que vou para o "LulaMolusco" (você mesma, Dona Karina) só digo 2 coisas: vai per-der. Rá! 

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Taí: "Esnobar é exigir café fervendo e deixar esfriar". 
Millôr Fernandes

UNHAS FORTES, POR FAVOR?

Na semana passada aconteceram duas tragédias na minha vida. Quebrei duas unhas, uma delas na METADE da unha. 
Doeubagarái e sangrou, né? Dias depois foi a vez da outra quebrar, tb do dedo indicador. Porra.
E isso pode ser tanta coisa que canso só de pensar. Se vc tem uma receitinha milagrosa para ter "asas de águia" (gostei!), me ajuda! 

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

AI SE EU TE PEGO

Um amigo leitor, o Alberto, me escreve: “Continuo aqui em Istambul e ontem fui fazer uma visita a um amigo. Para minha surpresa, na televisão estava passando aquela música de um cantor brasileiro chamado Michel..."assim você me mata..". Bem, será que não temos coisa melhor pra exportar?”

Pô, até na Turquia?

Anos atrás Rita Lee afirmou numa entrevista que se quisesse compor e gravar um sucesso musical, tinha um jeito de dividir a letra, de criar um refrão, um esquema estético que serviria como base para que a canção se transformasse num sucesso. Existiria assim um método, uma fórmula que explica esses sucessos grudentos. Mas um fenômeno como o “Ai se eu te pego” vai mais longe.

O biólogo inglês Richard Dawkins, lançou em 1976 no livro chamado O GENE EGOÍSTA um termo novo: “meme”, uma brincadeira com o termo “gene”, que vem do grego mimeme e quer dizer “alguma coisa imitada”. Um meme seria “uma idéia, comportamento ou estilo que se espalha de pessoa para pessoa dentro de uma cultura” através da escrita, da fala, de gestos e rituais. Músicas inclusive...

Os redatores de propaganda e de humor já sabem disso há muito tempo. Quem é que não se lembra de “Né não, Pedro Bó?”, “Só abro a boca quando tenho certeza”, “O macaco tá certo”, “ E o salário, ó...”. Memes, memes e mais memes. No âmbito da internet, onde se discute o conceito da distribuição de informação de forma “viral”, quando uma pessoa “contamina” a outra com um vídeo, um poema, um texto ou uma imagem, o conceito do meme vem a calhar. Temos um exemplo atual na propaganda do banco Itaú com o bebê gargalhando conforme uma folha de papel é rasgada. Irresistível! Aquilo é um vídeo famoso do Youtube, com mais de 30 milhões de visualizações, um meme, um fragmento de informação irresistível, que quem vê (é contaminado), repassa imediatamente (contamina) para seus conhecidos.

No início de 2012 "Luiza que está no Canadá" transformou-se no meme das redes sociais...

A Macarena é um meme. O refrão “pocotó, pocotó, pocotó, minha eguinha pocotó” é um meme. E “delícia, delícia, assim você me mata. Ai,se eu te pego, ai, ai, se eu te pego” também é um meme que, aliado aos gestos da dancinha, gruda no cérebro da gente. Some-se a exposição pública com Neymar e Cristiano Ronaldo e você tem a bomba atômica Michel Teló, que daqui a pouco vai passar, substituída por outro meme. Mas enquanto não passa, você pode não gostar, mas garanto que anda dizendo:

- Pô, não consigo tirar essa música da cabeça!

Pois é... Dizem que os memes fazem cócegas em nosso cérebro, e a única forma de combater as cócegas é coçando. E para coçar o cérebro, só repetindo o meme. É assim que a coisa funciona. Bem, agora você já sabe. Quando se pegar cantando, mesmo que mentalmente, “Ai se eu te pego”, é coceira no cérebro. Mas não se desespere. Com o tempo, passa...

Ô Alberto, quando você tiver a letra em turco, manda pra gente!

Luciano Pires