terça-feira, 13 de outubro de 2009

MARGE NA PLAYBOY

Em comemoração aos 20 anos do seriado, a Marge Simpson posou para algumas fotos da PBY e deu entrevista. Vejam a capa!


POR QUE TANTOS EXECUTIVOS ESTÃO SE DIVORCIANDO?

Esta semana um tema chamou minha atenção de uma forma especial. Quero de bate pronto adiantar que não tenho nada contra nem a favor, até porque também já fui divorciado em plena carreira trabalhando em grandes organizações. Foi um casamento de 20 anos, uma linda história, com três filhos maravihosos, mas acabou. Agora, completados 12 anos no segundo casamento, com mais uma filha maravilhosa, o barquinho vai navegando em águas tranquilas, não por falta de tempestades, tsunâmis e tornados. Ainda bem que a vida ensina, se aprendermos, nos permitindo desfrutar de várias maneiras esta experiência, agregando ao currículo da vida uma seção muito particular.
Voltando ao tema, esta semana conversei com mais ou menos 90 executivos e executivas, quase 100, e fiquei impressionado com a quantidade de divorciados ou divorciandos que tive o prazer de conhecer e conversar durante os processos, buscas e abordagens, normais no dia a dia de um headhunter.
Ainda ontem um executivo me ligou, pedindo para adiar um processo de Career Transition, pois tinha acabado de tomar a decisão de "dar um tempo" e já estava instalado em um hotel enquanto que duas crianças tinham ficado na casa com a esposa (eles estão morando em outro país). Pelo que entendi foi um acordo maduro, civilizado e inteligente do ponto de vista que as crianças não foram envolvidas na discussão e durante o dia, enquanto durar a "trégua", a ordem é manter o que for possível, no lugar. E longe de usurpar a figura do Mestre, no meu humilde ponto de vista, neste caso a receita vai dar certo, e minha torcida nos próximos 120 dias, prazo negociado, vai ser totalmente a favor da reconciliação.
Não sou especialista no assunto, mas fiquei me perguntando algo que nunca tinha me passado pela cabeça, por que tantos executivos e executivas estão se divorciando?
Será que é o ritmo de trabalho que os afasta da família e ao mesmo tempo os aproxima do "mundo"? Será que mesmo vivendo próximo da família, um vacilo deixa o amor esfriar e a rotina "mata" o relacionamento?
Ou talvez um nível de expectativas muito elevado em relação ao cônjuge têm levado ao desgaste da relação conjugal? Já ouvi jargão de especialista dizendo: "Passam mais tempo com colegas de trabalho e pessoas do convívio profissional do que com o cônjuge...". Daí surge outro questionamento, e os casais que se separaram porque a relação desgastou virando um "verdadeiro inferno" porque trabalhavam juntos?
O ciúme, discussões, dissenssões, disputas, competições e outras coisas mais, em geral, detonam qualquer convivência, mas a entre marido e mulher, acaba em inimizade e às vezes até em divórcio.
Dá um "nó" na reflexão, a idéia de que há casais, inclusive celebridades, onde cada um mora em um endereço diferente sob a alegação de que não ficando muito tempo juntos, haverá meno discussões e com isso, o risco de um rompimento será menor. Será?
Sendo prático e exclusivamente no intuito de contribuir com este tipo de debate, eu penso que um dos maiores motivos pelo qual os executivos e executivas se divorciam é a absoluta falta de um objetivo comum.
Existem outros? Claro, todos nós sabemos que sim. Mas para mim, este é um dos principais. Independente de ser ou não um executivo, ambos devem ter um objetivo pessoal. O marido deve ter e buscar alcançar suas metas, objetivos, sonhos e realizações, tanto no campo pessoal como no profissional. A esposa, igualmente, deve buscar e atingir suas metas, objetivos, sonhos e realizações, tanto no campo pessoal como no profissional. Se pararmos por aqui, "o bicho pega". É necessário completar o tripé, que em tese, havendo amor, respeito, altruísmo, abnegação, longanimidade e cumplicidade, vai sustentar a relação por tempo indeterminado, proporcionando qualidade de vida, alegria e felicidade. Nos momentos de lutas e batalhas, uma união inabalável em torno da busca das soluções para vencer os desafios será a marca registrada do casal. O tripé só se completa havendo um objetivo comum ao casal. Este objetivo comum respeitará os outros dois fundamentos e levará à mesa de discussões e do planejamento familiar e profissional de ambos, um tom de conciliação, ajuda mútua e gratidão. Será portanto, o ponto de equilíbrio da relação.
"Já que tem Copa em 2014 e Olimpíadas em 2016, a gente bem que podia enforcar 2015."
Carioca anônimo

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

CAMISINHA FEMININA COM FARPAS É ARMA CONTRA O ABUSO SEXUAL

O número de estupros na África do Sul é tão alto que a sul-africana Sonette Ehlers desenvolveu um mecanismo de defesa para inibir a ação dos agressores: uma camisinha feminina especial chamada Rape-aXe.
Ehlers trabalha há anos com vítimas de abuso sexual. Certo dia, ouviu de uma dessas mulheres uma frase que não lhe saiu mais da cabeça: "Eu queria ter dentes lá embaixo".
Uma vagina que morde é uma ideia que sempre aterrorizou os homens. Bastou uma apresentação pública da invenção para reduzir a zero o número de estupros numa cidade.
"O diretor de polícia me disse: 'Sonette, depois da sua apresentação, passamos três meses sem registrar um estupro sequer. Os homens ficaram com medo de que você tivesse deixado algumas dessas camisinhas por aqui'", conta ela.
O medo dos homens tem fundamento. A possibilidade de cometer o estupro ainda existe, mas as consequências para o agressor são devastadoras. Na hora em que ele tentar tirar o pênis de dentro da vagina, centenas de farpas perfuram a pele.
Camisinha só pode ser retirada em cirurgia
"Rape-aXe é uma camisinha para mulheres que, depois de um estupro, se transforma numa camisinha para o homem. A camisinha é feita de látex e plástico, e as farpas são colocadas na parte interna de forma que o homem não consiga retirá-la sozinho", explica Ehlers.
"O homem deve procurar um hospital o mais rápido possível e retirá-la com um procedimento cirúrgico. A camisinha fica presa ao pênis, é tudo muito doloroso e ele não pode sequer urinar. Na clínica, o procedimento só pode ser realizado com anestesia local."
Isso não poderia ser considerado agressão física? – é a pergunta que as funcionárias da Terre des Femmes mais ouvem do público nas discussões promovidas na Alemanha.
A resposta da organização de defesa dos direitos da mulher é clara: é o homem quem agride a mulher, e a camisinha com farpas oferece proteção contra essa violência.
A Terre des Femmes apoia o Projeto Rape-aXe por entender que assim as mulheres podem se proteger e, principalmente, porque elas é que decidem quando usar a camisinha, diz Serap Altinisik, que também faz parte da organização.
"Consideramos muito importante que isso seja uma decisão própria. Simplesmente porque, do contrário, dirão: 'As mulheres já podem se proteger e não precisamos mais promover trabalhos de prevenção e esclarecimento'. E uma situação assim não é sustentável", comenta Altinisik.
"A camisinha é quase como uma ferramenta de autodefesa, como spray de pimenta, que se pode carregar. Por isso achamos que ela pode ser usada por mulheres de todos os lugares", diz.
Preocupação com a Copa
A ideia é que a camisinha seja oferecida no mundo todo. O preservativo já está sendo produzido na Malásia. A distribuição será coordenada a partir da Alemanha. A meta é distribuir a Rape-aXe gratuitamente para mulheres em situação social vulnerável.
A administradora de empresas Tatiana Weintraub, da Terres des Femmes, está organizando os canais de distribuição e negocia subvenções com os governos de alguns países.
A demanda é enorme, diz ela. No caso da África do Sul, principalmente em função da Copa do Mundo.
"Nós recebemos diariamente cerca de cem e-mails de maridos e esposas que têm medo de viajarem para esse país por terem ouvido a respeito dos altos índices de estupro. Eles perguntam: 'essa nova camisinha já está à venda? Podemos nos proteger?' Então é prioridade absoluta que, até a Copa, a camisinha já esteja no mercado na África do Sul".

Da série ACORDO ORTOGRÁFICO - PARTE 8


“Quantas coisas jogamos ao solo que, quando outros as recolhem, tornam-se pedras preciosas graças ao trabalho.”
George Meredith

CHEGOU 'A' COMUNIDADE

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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Da série CAMPANHAS MOTIVACIONAIS – parte 6


O RELÓGIO DA MATRIZ

Ontem fez um ano que meu pai morreu. No instante em que ele parou definitivamente de respirar, o relógio da matriz bateu três horas.
Não me lembro, no corredor do hospital, qual dos meus dois irmãos me juntou, num abraço só, a uma de minhas duas irmãs. Nosso primeiro gesto de orfandade.
Não me lembro, depois, quem transportou meu pai para a casa pequena, com quintal grande, onde ele vivera o único ano de sua vida fora de uma fazenda. Único e último, enquanto esperava que sua casa grande, com quintal sem fim, fosse reformada.
Não me lembro do velório começando, se organizando. Algumas cenas, perdidas aqui e ali, mais nada. Uma almofada trazida para que minha mãe descansasse os pés, meu tio Job chegando com algumas orquídeas de seu jardim, um de meus filhos perguntando se eu não ia chorar, o outro brincando na esquina da Prefeitura, amigos chegando, chegando.
Entretanto lembro-me, como se fosse hoje, das três badaladas do relógio da matriz. Um ano depois, ainda posso ouvi-las.
Naquele momento, pensei que meu pai deveria ter ficado um pouco mais. Nem que fosse para ouvir, mais uma vez, aquelas três badaladas. Tão rápido. Uma, duas, três.
Hoje, sei que não. Fascinado por relógios, ele se foi na hora certa, já impossibilitado de ouvi-los. Também não poderia ver o céu azul daquela tarde quente e calma – sexta-feira – em São Tiago.
Quem sabe, ele tenha cuidado de tudo? Que nada faltasse à família. Nem paisagem. Nem calor. Nem mesmo um relógio. Andando, funcionando, batendo. Lembrando que é no compasso e na seqüência das horas que se continua. Uma, duas, três.
Vivina de Assis Viana
"Cada dia que desponta quer novidade."
Friedrich Bodenstedt (1819-1892)

terça-feira, 6 de outubro de 2009

ANTIFURTO

Aonde vamos parar com tanta ignoinsegurança, meu Deeeeus?

COMPREENDER O INDIVÍDUO

Todos nós temos uma conta bancária emocional com outras pessoas, cujo fundo é uma reserva de confiança. Essa reserva – para se manter em alta – necessita de depósitos constantes, como gentileza, cortesia, atenção, respeito, atenção, carinho, e assim por diante.
Tentar compreender realmente a outra pessoa é provavelmente um dos depósitos mais importantes que se pode fazer, além de ser a chave para todos os outros. Isso porque você simplesmente não sabe o que constitui um depósito para a outra pessoa, até entendê-la como indivíduo. Afinal, o que pode ser um depósito para você – sair para dar uma volta e conversar sobre os problemas, ir tomar um sorvete, trabalhar em um projeto comum – pode não ser entendido como tal pelo outro... Ou seja, a missão de uma pessoa pode ser apenas um “detalhe” para a outra...
Nossa tendência é projetar nossa própria experiência de vida naquilo que acreditamos que as pessoas querem ou precisam... Nossa interpretação do que constitui um depósito se baseia em nossas necessidades e desejos... E o que é pior, se os outros não consideram nosso esforço como um depósito, tendemos a tomar essa reação como uma forma de rejeição a nossas boas intenções, e desistir.
A ‘regra de ouro’ diz: “faça aos outros o que deseja que façam a você”. Apesar da objetividade dessa frase, acredito que seu significado essencial seja: entenda os outros em profundidade – como indivíduos – do mesmo modo como você gostaria de ser compreendido, e depois trate-os em função dessa compreensão.
Um pai bem sucedido disse a respeito da educação dos filhos: “trate a todos igualmente, tratando como um de forma diferente”.

Stephen R. Covey no livro "Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes"
"O homem que tem coragem de desperdiçar uma hora de seu tempo não descobriu o valor da vida."
Charles Darwin

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

NÃO SE FUME

Depois da planta que fuma, agora é a vez da velha que fuma ganhar a rede. Com criação da gaúcha Paim, o vídeo é uma produção para a rádio Pop Rock de Porto Alegre.


A REFLEXÃO

Lembro-me da história de um alto executivo que trabalhava na costa Oeste dos EUA. Um dia, recebeu um convite para transferir-se para outra empresa, em Nova Iorque, a cerca de 4.500 de quilômetros de distância. Quem o convidou passou a seguinte instrução: ”Venha para cá conversar. Mas você deve vir de trem. Numa cabine só sua. Sem livros, TV, rádio, revistas ou jornais.
O executivo estranhou a instrução, mas atendeu. Durante horas permaneceu sozinho com seus pensamentos. Nada para distrair a atenção. Apenas refletindo. No trem, teve muito tempo para raciocinar a respeito e entendeu a instrução "absurda" de seu amigo.
Foram aquelas horas de concentração que lhe permitiram avaliar profundamente a proposta, as conseqüências e os riscos.Quando chegou a NY, já tinha tomado a decisão que mudaria sua vida: aceitou a proposta. Este mundo louco no qual vivemos está tirando nossa capacidade de reflexão. Dedicamos pouco ou nenhum tempo a refletir sobre a montanha de dados e informações que recebemos diariamente.
E por isso, tudo que conseguimos é viver como num rebanho. Todos ruminando, resignados, com o rabo do olho no boi ao lado. Quando o outro boi se mexe, a gente se mexem também. Quando a manada estoura, todos correm, sem saber a razão. E depois param, ninguém pergunta nada e voltamos à resignação bovina...
É a esse estado de contemplação vazia que a falta de reflexão nos leva. Dê uma parada aí, meu. Uma paradinha pra refletir sobre você e sua vida. É a única forma de fugir da boiada...

“Enquanto você não souber para que porto quer ir, nenhum vento será o vento certo.”

Sêneca

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

A PLANTA QUE FUMA

NINGUÉM MUDA NINGUÉM

Escreveu?

Agora pendure a folha em um lugar bem visível e leia essa frase ao menos 100 vezes todos os dias, antes de dormir e ao despertar!

Acreditem, é incrível o número de pessoas que ainda desconsideram essa verdade. Entram em relacionamentos e se enganam, fingindo que certas características do parceiro estão lá quase por acaso, mas que com certeza essas coisas mudarão quando a fada boa do amor cantar sua canção de ninar para o casal apaixonado. Quase como se o amor fosse uma espécie de borracha gigante com a qual pudéssemos apagar do outro as imperfeições que tanto nos incomodam. Repito: isso não vai acontecer! Amor não é borracha!

Um dos maiores problemas que vejo nos relacionamentos atualmente está no fato de que as pessoas ficam tão desesperadas para encontrar um parceiro que basta alguém as escolher para que se sintam imediatamente gratas por serem salvas desse horrendo destino: solidão. Com isso, nunca escolhem. Basta que sejam escolhidas. Se um sapo as escolhe, vira príncipe na hora!

E se forem escolhidas por alguém que tenha valores muito diferentes dos seus, por exemplo, as pessoas resolvem essa "pequena dificuldade" negando essas diferenças e dizendo a si mesmas que com o tempo isso irá mudar e, magicamente, os dois se tornarão parecidos, quase iguais. BESTEIRA!

O tempo vai passando e isso não acontece. O outro não muda! E aquelas diferenças começam a incomodar. Em breve, os dois estão desesperadamente tentando mudar um ao outro, como se essa fosse a saída para que a relação pudesse funcionar. Em geral, nesse processo alguém se torna o cobrador e o outro se torna o que é cobrado e sufocado. Ambos vivenciam a frustração e a dor ao se deparar com a dura verdade: o outro simplesmente não vai mudar.

O outro não vai dar mais do que pode só porque você quer.

O outro não vai aceitar menos do que acredita merecer só porque você quer!

Tente perceber... É muito importante que você perceba isso.

Se, lá no começo de tudo, você tiver calma, se der a si mesmo tempo para conhecer melhor a pessoa que chegou à sua vida, se conseguir escapar dessa loucura coletiva que o leva a aceitar a primeira pessoa que aparecer... Se puder fazer isso, talvez possa dar a si mesmo a chance de conhecer o outro melhor antes de fazer uma escolha. E ao fazer isso, talvez possa escolher melhor.

Imagine que você seja uma pessoa doce e carinhosa e decida ter um bichinho de estimação. Você fica tão ansioso para comprar o bichinho que acaba comprando o primeiro que encontrou... Um lindo peixe dourado em um aquário redondo. Você leva o aquário para casa todo feliz e o coloca em um lugar de destaque na sua sala.

Mas aí a noite chega e você começa a se sentir só...

E percebe que sente falta de toque. Pega o peixe dourado e o coloca no colo. Ops! E agora? Peixes não são muito de abraçar. Para falar a verdade eles parecem morrer quando os tiramos de seu mundinho particular. Entenda: não adianta querer colocar no colo um peixinho dourado! Não vai funcionar!

Se era tão importante para você afagar um bichinho, por que comprou logo um peixe? Devia ter comprado um cachorro, um coelho. Talvez um gato (se bem que a maioria dos gatos não são de afagos). Mas, um peixe?

Com isso quero deixar clara a importância da escolha, de uma escolha consciente. Agora, se você já comprou o peixe, NÃO ADIANTA QUERER QUE ELE VIRE CACHORRO, entende? Ele não irá NUNCA latir ou se deitar no seu colo. Ou você aceita o peixe como é ou aceita que fez uma besteira, escolheu errado.

Nesse caso, deixe que o peixe se vá e corra a um pet shop em busca do cachorrinho mais fofo e peludo que encontrar! Loucura, no meu ver, é o que vejo em muitos relacionamentos. Gente brigando anos para transformar peixe em cachorro, tartaruga em águia, elefante em gazela. Gente perdendo um tempo precioso que não volta mais, tentando encontrar culpados onde não há culpa alguma. A culpa não é do outro! Um peixe tem todo o direito de ser peixe, afinal! Nós é que precisamos ter mais clareza do que buscamos, aprender a ter mais calma e consciência em nossas escolhas e parar de agir desesperadamente por medo dessa tal solidão.

Anônimo