segunda-feira, 17 de agosto de 2009

O AMOR

Não falo do amor romântico,

Aquelas paixões meladas de tristeza e sofrimento.

Relações de dependência e submissão, paixões tristes.

Algumas pessoas confundem isso com amor.

Chamam de amor esse querer escravo,

E pensam que o amor é alguma coisa

Que pode ser definida, explicada, entendida, julgada.

Pensam que o amor já estava pronto, formatado, inteiro,

Antes de ser experimentado.

Mas é exatamente o oposto, para mim, que o amor manifesta.

A virtude do amor é sua capacidade potencial de ser construído, inventado e modificado.

O amor está em movimento eterno, em velocidade infinita.

O amor é um móbile.

Como fotografá-lo?

Como percebê-lo?

Como se deixar sê-lo?

E como impedir que a imagem sedentária e cansada do amor não nos domine?

Minha resposta? O amor é o desconhecido.

Mesmo depois de uma vida inteira de amores,

O amor será sempre o desconhecido,

A força luminosa que ao mesmo tempo cega e nos dá uma nova visão.

A imagem que eu tenho do amor é a de um ser em mutação.

O amor quer ser interferido, quer ser violado,

Quer ser transformado a cada instante.

A vida do amor depende dessa interferência.

A morte do amor é quando, diante do seu labirinto,

Decidimos caminhar pela estrada reta.

Ele nos oferece seus oceanos de mares revoltos e profundos,

E nós preferimos o leito de um rio, com início, meio e fim.

Não, não podemos subestimar o amor e não podemos castrá-lo.

O amor não é orgânico.

Não é meu coração que sente o amor.

É a minha alma que o saboreia.

Não é no meu sangue que ele ferve.

O amor faz sua fogueira dionisíaca no meu espírito.

Sua força se mistura com a minha

E nossas pequenas fagulhas ecoam pelo céu

Como se fossem novas estrelas recém-nascidas.

O amor brilha.

Como uma aurora colorida e misteriosa,

Como um crepúsculo inundado de beleza e despedida,

O amor grita seu silêncio e nos dá sua música.

Nós dançamos sua felicidade em delírio

Porque somos o alimento preferido do amor,

Se estivermos também a devorá-lo.

O amor, eu não conheço.

E é exatamente por isso que o desejo e me jogo do seu abismo,

Me aventurando ao seu encontro.

A vida só existe quando o amor a navega.

Morrer de amor é a substância de que a vida é feita.

Ou melhor, só se vive no amor.

E a língua do amor é a língua que eu falo e escuto.

Paulinho Moska

"Não há nada que envelheça tão depressa do que um benefício."
Aristóteles

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

SUA MENSAGEM NO GELO

Clique AQUI, escreva sua mensagem e aguarde um pouquinho, paciência porque é bem legal!

PORQUE AMO TANTO CHOCOLATE

Circula na internet uma piadinha muito sem graça sobre o porquê das mulheres preferirem um chocolate ao sexo. Bom, tenho três manias na minha vida: sorvete, cigarro e chocolate. O cigarro está indo embora, o sorvete não posso por estar em fase de emagrecimento, mas o chocolate....hum...ahhh... Será que os filmes antigos não seria mais charmoso se, após noitada de sexo, ops, não pode falar assim, então...após fazer amor, o casal fosse degustar juntos uma grande e saborosa barra de chocolate branco ao invés de acender um cigarro, hein? Fica registrada aqui a sugestão para os futuros roteiristas.

Sobre os boatos dos benefícios do chocolate para o corpo humano, os estudiosos divergem. Em busca pela rede virtual de informações, alguns artigos dizem que os antioxidantes presentes no chocolate amargo combatem os radicais livres, retardando, assim, o envelhecimento, e ajudam a diminuir os níveis de LDL (o mau colesterol) no sangue. O meio amargao, aff, aquele que apenas fã agüenta, contém vitaminas e sais minerais, como o ferro e o fósforo. As iguarias brancas e pretas não são nada recomendáveis.

Para quem não quer se render aos delírios do prazer de degustar uma iguaria tão antiga, vale tudo: dá espinha, engorda, deixa a pele gordurosa. Mas ele satisfaz? Lendo a coluna de Léo Palmeira, da Gazeta de Alagoas, uma pesquisa disse que as mulheres estão preferindo o chocolate a homem. E pode? Tem doido para tudo nesse mundo. Diz a lenda, tem homem que curte mais uma boneca inflável com um buraquinho no meio das perninhas para brincar. É, tem gosto pra tudo meeessmmmo.

Antes de encerrar, vou desvendar alguns mitos, segundo matéria publicada na Folha de São Paulo no dia 13 de abril de 2006. Se alguém deixar de comer o ano inteiro a iguaria para descontar na Páscoa, vai ter diarréia, mas só isso, nada de intoxicação(só se o doce estiver estragado). Os chocolates europeus são sim melhor que os brasileiros. Países europeus, como Bélgica e Suíça, não plantam o cacau que utilizam. Sua fama de fazer bons chocolates decorre dos grãos utilizados, da tecnologia empregada e da tradição --os suíços foram os primeiros a fabricar chocolates ao leite, e os belgas lideram o mercado de produtos voltados a profissionais. Na Venezuela, o grão de cacau é superior ao brasileiro, considerado ácido por alguns.

Agora a piadinha...

25 RAZÕES PARA VOCÊ ACHAR CHOCOLATE MELHOR QUE SEXO

01. O chocolate satisfaz mesmo quando amolece.

02. Você pode comer chocolate no carro, sem ser interrompido pelo guarda.

03. Você pode comer chocolate na frente da sua mãe.

04. Se você morder com força, o chocolate não grita e não reclama.

05. Duas pessoas, do mesmo sexo podem comer chocolate sem serem chamadas por nomes feios.

06. Chocolate não reclama que você o comeu muito rápido.

07. Você pode pedir chocolate a alguém sem levar um tapa na cara.

08. Chocolate lambuza, mas não lhe deixa com nojo.

09. Você não precisa mentir para o chocolate.

10. O chocolate não liga se você é virgem ou não.

11. Você pode comer chocolate quando está menstruada.

12. Você pode comer chocolate em qualquer dia da semana.

13. Um bom chocolate é fácil de se encontrar.

14. Você nunca é muito jovem ou muito velho para comer chocolate.

15. Quando você come chocolate, os vizinhos não ouvem.

16. O tamanho do chocolate não importa, apenas o prazer que ele proporciona.

17. O chocolate cheira bem.

18. Nao é difícil comer chocolate pela primeira vez.

19. Você pode levar o chocolate na bolsa.

20. Você pode comer chocolate a vontade, que nunca vai engravidar.

21. Chocolate não transmite AIDS.

22. Você não precisa usar camisinha para comer chocolate.

23. Se o seu filho lhe vir comendo chocolate, não vai ficar fazendo perguntas constrangedoras.

24. Ninguém termina um casamento por falta de chocolate.

25. Você não precisa esperar quase uma hora para comer outro.

Anônima

"Não alimentes a esperança do que não pode ser esperado".

Pitágoras

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

NASA DIVULGA FOTO INÉDITA


RELACIONAMENTO FAMILIAR

O maior problema no relacionamento familiar é que cada um acredita que a razão lhe pertence.

A esposa reclama porque o marido acredita que é doutor em tudo. Está sempre certo. Não admite que ninguém lhe diga que está errado. O marido, por sua vez, fala que a mulher é muito impertinente. Gosta de confusão. Faz tempestade em copo d’água. O filho reclama que os pais estão totalmente por fora do mundo e querem governar a sua vida.

Talvez falte um pouco de amor para iluminar o relacionamento afetivo e inspirar maneiras de conviver com menos egoísmo. Conta o escritor Tom Anderson que certa vez ouviu alguém afirmar que o amor deve ser exercitado como um ato da vontade. Uma pessoa pode demonstrar amor através de gestos simples. Impressionou-se com o que ouviu. Reconheceu-se egoísta e que havia se tornado insensível ao amor familiar. Ficou imaginando que poderia melhorar o relacionamento afetivo se deixasse de criticar tanto a esposa e os filhos. Se não ligasse a televisão somente no canal de seu interesse. Se deixasse de se concentrar na leitura do jornal e desse um pouco de atenção aos familiares.

Durante as férias de duas semanas, em que estavam juntos na praia, decidiu ser um marido e pai carinhoso. No primeiro dia, beijou a esposa e falou como ela estava bem, vestindo aquele suéter amarelo.

Você reparou! - falou admirada.

Logo que chegaram à praia, Tom pensou em descansar. Mas a esposa o convidou para dar um passeio, junto ao mar. Ia recusar, mas lembrou da promessa que fizera a si mesmo, por isso foi com ela. No outro dia, a esposa o convidou para visitar um museu de conchas. Ele detestava museus, mas foi. Numa das noites, não reclamou quando a ela demorou demais para se arrumar e eles chegaram atrasados a um jantar.

E assim se passaram doze dias.

As férias estavam por terminar. Entretanto, Tom fizera a promessa de continuar com aquela disposição de expressar amor. Foi então que ele surpreendeu a esposa muito triste. Perguntou-lhe o motivo, ela lhe indagou: você sabe de alguma coisa que eu não sei?

Por que pergunta? Disse o marido.

Bem, é que eu fiz aqueles exames rotineiros há algumas semanas. Segundo me disse o médico, estava tudo bem. Mas, por acaso ele disse alguma coisa diferente para você?

Não, afirmou Tom. Claro que não. Por que deveria?

É que você está sendo tão bom para mim que imaginei estar com uma doença grave, que iria morrer.

Não, querida, tornou a falar Tom, sorrindo, você não está morrendo. Eu é que estou começando a viver.

***

Ao admitir que não somos infalíveis, nos habilitamos a iniciativas maravilhosas que põem fim aos desentendimentos.

Existem expressões mágicas em favor da harmonia doméstica, como, por exemplo, dizer:

Cometi um erro.

Você tem razão.

Peço perdão.

Fui indelicado.

Prometo mudar.

Que tal começar hoje mesmo a tentar utilizar uma destas expressões a favor da paz no lar?

Momento Espírita

“As grandes obras são executadas não pela força, mas pela perseverança.”

J.Jahnson

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

O QUE VOCÊ É

Já escondi um amor com medo de perdê-lo,

Já perdi um amor com medo de escondê-lo,

Já segurei nas mãos de alguém por estar com medo,

Já tive tanto medo, ao ponto de não sentir minhas mãos.

Já expulsei pessoas que amava de minha vida,

Já me arrependi por isso...

Já passei noites chorando até pegar no sono,

Já fui dormir tão feliz,

Ao ponto de nem conseguir fechar os olhos...

Já acreditei em amores perfeitos,

Já descobri que eles não existem...

Já amei pessoas que me decepcionaram,

Já decepcionei pessoas que me amaram...

Já passei horas na frente do espelho

Tentando descobrir quem sou,

Já tive tanta certeza de mim,

Ao ponto de querer sumir...

Já menti e me arrependi depois,

Já falei a verdade

E também me arrependi...

Já fingi não dar importância às pessoas que amava,

Para mais tarde chorar quieto em meu canto...

Já sorri chorando lágrimas de tristeza,

Já chorei de tanto rir...

Já acreditei em pessoas que não valiam à pena,

Já deixei de acreditar nas que realmente valiam...

Já tive crises de riso quando não podia...

Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns,

Outras vezes falei o que não pensava para magoar outros...

Já fingi ser o que não sou para agradar uns,

Já fingi ser o que não sou para desagradar outros...

Já senti muita falta de alguém,

Mas nunca lhe disse...

Já gritei quando deveria calar,

Já calei quando deveria gritar...

Já contei piadas e mais piadas sem graça,

Apenas para ver um amigo mais feliz...

Já inventei histórias de final feliz

Para dar esperança a quem precisava...

Já sonhei demais,

Ao ponto de confundir com a realidade...

Já tive medo de escuro,

Hoje no escuro 'me acho, me agacho, fico ali'...

Já caí inúmeras vezes

Achando que não iria me reerguer,

Já me reergui inúmeras vezes

Achando que não cairia mais...

Já liguei para quem não queria

Apenas para não ligar para quem realmente queria...

Já corri atrás de um carro,

Por ele levar alguém que eu amava embora.

Já chamei pela mãe no meio da noite

Fugindo de um pesadelo,

Mas ela não apareceu

E foi um pesadelo maior ainda...

Já chamei pessoas próximas de 'amigo'

E descobri que não eram.

Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada

E sempre foram e serão especiais para mim...

Não me dêem fórmulas certas

Porque eu não espero acertar sempre...

Não me mostre o que esperam de mim,

Porque vou seguir meu coração!...

Não me façam ser o que não sou,

Não me convidem a ser igual,

Porque necessariamente sou diferente!...

Não sei amar pela metade,

Não sei viver de mentiras,

Não sei voar com os pés nos chão...

Sou sempre eu mesmo,

Mas com certeza não serei o mesmo para sempre.

Anônimo

"A gente pode ser mais astuto que um outro, mas não do que todos os outros."

La Rochefoucauld

terça-feira, 11 de agosto de 2009

GAROTINHO DANÇANDO

Esse aí daaaaaaaaaança!!!

VOCÊ TEM UM PLANO "B"?

Muitas pessoas ainda vivem movidas por reações. Reações ao que acontece diariamente, ao que já aconteceu ou a qualquer coisa imprevista. Não desenvolveram seu projeto de vida, seu planejamento pessoal ou determinaram o que realmente querem, aonde pretendem chegar e como desejam chegar.

Há aqueles que já realizaram seu planejamento pessoal e profissional. Definiram em qual atividade desejariam trabalhar, que cargo gostariam de ocupar, qual salário seria o ideal, com quantos anos pretendem se casar, enquanto tempo irão comprar uma casa. No entanto, quando um desses projetos foge do previsto, não possuem um "plano de contingência", um "plano B". Uma forma alternativa de ajustar a realização do sonho ou desejo. Simplesmente abrem mão daquilo que não ocorreu como previram e passam a focar "outro" projeto. Se novamente o "outro" projeto não seguir de acordo com o previsto, deixam-no de lado e passam à próxima meta, e assim sucessivamente.

Estamos sujeitos a imprevistos constantes. Fatores externos são grandes influenciadores de nossas estratégias. Você pode investir em ações que estão em alta e em determinado momento poderão despencar, justamente porque oscilam de acordo com o mercado. Sabendo que a tecnologia movimenta o mundo e somente os que tiverem grande afinidade com ela terão sucesso, você pode se especializar em tudo que se refere a esse assunto, mas se perder o contato e relacionamento com as pessoas também estará sujeito a ficar limitado a uma determinada área, setor ou profissão.

Pode comprar um imóvel pequeno para atingir o sonho da casa própria, mas acaba tendo filhos trigêmeos e a casa torna-se pequena e insuficiente para manter o conforto da nova grande família.

Enfim, você pode e deve realizar seus projetos de vida para que possa atingi-los, mas tenha cautela e defina um Plano B, uma alternativa. Vamos imaginar que você se programou para freqüentar o curso superior e em até dois anos após a conclusão, desejaria ser promovido, obter um aumento salarial de 25% em relação ao que recebe atualmente, com isso iria finalmente se casar e formar sua sonhada família.

Você conseguiu ser promovido, mas seu aumento salarial foi de apenas 15% e não 25% como desejado. O que fazer? Adiar o casamento ou terminar o noivado?Nem uma das opções.

Primeiro você deve verificar porque não obteve o aumento desejado. Foi porque imaginou um salário acima do mercado? Ou a empresa não quer investir e ter um bom profissional por um custo menor? Qual outra razão pode existir?Você tentou negociar com a empresa? Fez seu marketing pessoal?

Digamos que tenha analisado todas as hipóteses e não há jeito, não terá maiores aumentos no momento, só daqui a um mínimo de seis meses. Agora você deve adiar seu casamento?

Verifique todas suas despesas antes, durante e após o casamento. Levante suas receitas e de seu futuro cônjuge. Será suficiente para levarem uma vida modesta, sem luxo, mas segura e confortável durante um bom período? Caso positivo, e em acordo com a pessoa amada vocês podem arriscar se casarem,controlar as despesas e após o novo aumento ou promoção, desfrutar de uma vida melhor. Mas, se chegarem à conclusão que é muito arriscado para o perfil de vocês, não há nada errado em adiar o casamento mais um pouco. O que não se deve fazer, é se habituar a justificar uma coisa com outra, sem antes verificar se realmente não há possibilidade de seguir adiante seus sonhos e projetos de vida.

Wagner Campos

Especialista em Marketing, Consultor e Palestrante

"Integridade sem conhecimento é fraca e inútil, mas conhecimento sem integridade é perigoso e horrível".

Samuel Johnson

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

LIMITES

Somos as primeiras gerações de pais decididos a não repetir com os filhos, os erros de nossos progenitores.

E com o esforço de abolirmos os abusos do passado, somos os pais mais dedicados e compreensivos mas, por outro lado... Os mais bobos e inseguros que já houve na história.

O grave é que estamos lidando com crianças mais “espertas” do que nós, ousadas, e mais “poderosas” que nunca!

Parece que, em nossa tentativa de sermos os pais que queríamos ser, passamos de um extremo ao outro. Assim, somos a última geração de filhos que obedeceram a seus pais. E a primeira geração de pais que obedecem a seus filhos. Os últimos que tivemos medo dos pais, e os primeiros que tememos os filhos. Os últimos que cresceram sob o mando dos pais, e os primeiros que vivem sob o jugo dos filhos. E, o que é pior... Os últimos que respeitamos nossos pais... (às vezes sem escolhas) e os primeiros que aceitamos que nossos filhos nos faltem com o respeito.

À medida que o permissível substituiu o autoritarismo, os termos das relações familiares mudou de forma radical, para o bem e para o mal.Com efeito, antes se considerava um bom pai, aquele cujos filhos se comportavam bem, obedeciam a suas ordens, e os tratavam com o devido respeito.

E bons filhos, as crianças que eram formais, e veneravam seus pais, mas à medida em que as fronteiras hierárquicas entre nós e nossos filhos foram se desvanecendo...

E bons filhos, as crianças que eram formais, e veneravam seus pais, mas à medida em que as fronteiras hierárquicas entre nós e nossos filhos foram se desvanecendo.

Hoje, os bons pais são aqueles que conseguem que seus filhos os amem, ainda que pouco o respeitem.

E são os filhos, quem agora, esperam respeito de seus pais, pretendendo de tal maneira que respeitem suas idéias, seus gostos, suas preferências e sua forma de agir e viver.

E além disso, que patrocinem no que necessitarem para tal fim.

Quer dizer; os papéis se inverteram. Agora são os pais que têm que agradar a seus filhos para “ganhá-los” e não o inverso como no passado.

Isto explica o esforço que fazem tantos pais e mães para serem os melhores amigos e “darem tudo” a seus filhos.

Dizem que os extremos se atraem. Se o autoritarismo do passado encheu os filhos de medo de seus pais, a debilidade do presente os preenche de medo e menosprezo aos nos verem tão débeis e perdidos como eles.

Os filhos precisam perceber que durante a infância, estamos à frente de suas vidas, como líderes capazes de sujeitá-los quando não os podemos conter, e de guiá-los, enquanto não sabem para onde vão...

É assim que evitaremos que as novas gerações se afoguem no descontrole e tédio no qual está afundando uma sociedade que parece ir à deriva, sem parâmetros nem destino.

Se o autoritarismo suplanta, o permissível sufoca. Apenas uma atitude firme, respeitosa, lhes permitirá confiar em nossa idoneidade para governar suas vidas enquanto forem menores, porque vamos à frente liderando-os, e não atrás, carregando- os e rendidos às suas vontades.

Os limites abrigam o indivíduo.

Com amor ilimitado e profundo respeito.

Anônimo

"Em política não há desilusões por uma razão simplíssima: a política não ilude."

Euclides da Cunha

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Da série CAMPANHAS MOTIVACIONAIS – parte 2




SARNEY

"Até hoje não usei esta tribuna para rebater as inverdades contra mim disseminadas aqui e na mídia", afirmou Sarney, da tribuna do Senado, num discurso feito ontem intitulado "Uma Defesa". "Não tenho senão que resistir, foi a alternativa que me deram". Na sequência, o presidente do Conselho de Ética, Paulo Duque, anunciou o arquivamento sumário de quatro das dez acusações contra Sarney.
Migalhas nº 2.199
"Imposto, se fosse coisa boa, não seria imposto."
Sra. Desobrigalina, vetusta faxineira de Migalhas

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

"Se o fumante fizesse as contas de quanto gasta em cigarros e charutos, ficaria horrorizado, mas, talvez não deixasse de fumar. O mais provável é que passasse a pedir cigarros aos amigos."
Barão de Itararé

ESTADÃO

No último fim de semana, soube-se que o desembargador Dácio Vieira, do TJ/DF, proibiu o Estadão de publicar reportagens que contenham informações de uma operação da PF que envolvia o patronímico Sarney. A questão é tormentosa e merece mais atenção da mídia.

A decisão proíbe que as informações não sejam divulgadas, por serem sigilosas. Informações sigilosas, como é bem de ver, não podem mesmo ser publicadas, e isso por lei, não por decisão judicial. Migalhas sempre se posicionou no sentido de que se a mídia sabe que a matéria é fruto de processo sob sigilo, ela é responsável também pela conduta ilegal. A propósito, acerca deste mesmo caso, em 22 de julho (Migalhas 2.188), deixamos isso claro na nota não sem motivo intitulada "Estado Democrático de Direito".

O que está errado nesta história, é a justiça querer dizer o que pode ou não pode ser publicado, a priopri. Ou seja, sem nem saber se o que vai ser veiculado é sigiloso ou não. A imprensa publica o que quer, e arca com as consequencias de sua eventual ilicitude, a posteriori. Aí, dirá o cidadão do povo, o estrago já está feito. Sim, de fato isso pode se dar. E, nesse caso, quanto maior o estrago, maior será a punição, até mesmo em dinheiro, ao órgão responsável pela publicação.

Nesse jogo de erros e acertos, a imprensa quer sempre acertar, pois é aí que mora a credibilidade. A cada ação judicial que se perde, perde-se também, além do patrimônio pecuniário, a credibilidade, que é o maior bem de um veículo de imprensa. Afora isso tudo, as regras deste jogo são ditadas pela democracia, e não pela mont blanc de um magistrado.

Ainda falando dessa censura prévia, a brilhante juíza Kenarik Boujikian Felippe afirma em artigo na Folha de S.Paulo que "o papel do Judiciário é o de fortalecer e enriquecer a democracia, e não ceifá-la. Inaceitável pensar em voltar ao tempo de abrir jornais e ler receitas ou versos de Camões."

Por falar em abrir os jornais com versos, é exatamente isso que deveria ter feito o Estadão, diante da liminar. Se não versos, receitas de bolo, página em branco, em preto, ou algo que o valha. Chocante. O que parece estranho é esse silêncio obsequioso que tomou conta do matutino. Aliás, cadê o conteúdo da liminar que o jornal não trouxe?

Para não dizer que não falou nada sobre o assunto, hoje, o jornal O Estado de S. Paulo informa que "o corregedor nacional de Justiça, ministro Gilson Dipp, vai determinar" que o desembargador prolator da liminar "se manifeste sobre a representação encaminhada ao CNJ pelo líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio, que aponta a amizade do magistrado com o presidente do Senado, José Sarney, e com o ex-diretor da Casa Agaciel Maia", o que seria motivo de suspeição. A informação do matutino, como se vê, é torta. Afinal, o que dá para dizer é se corregedor nacional de Justiça determinou, ou não. Afirmar que ele "irá determinar" é ilação, já que ele pode indeferir, ou não, liminarmente a dita representação.
Migalhas nº 2.198

terça-feira, 4 de agosto de 2009

MODO DE USAR-SE

"Coitada, foi usada por aquele cafajeste". Ouvi essa frase na beira da praia, num papo que rolava no guarda-sol ao lado. Pelo visto a coitada em questão financiou algum malandro, ou serviu de degrau para um alpinista social, sei lá, só sei que ela havia sido usada no pior sentido, deu pra perceber pelo tom do comentário. Mas não fiquei com pena da coitada, seja ela quem for.

Não costumo ir atrás desta história de "foi usada". No que se refere a adultos, todo mundo sabe mais ou menos onde está se metendo, ninguém é totalmente inocente. Se nos usam, algum consentimento a gente deu, mesmo sem ter assinado procuração. E se estamos assim tão desfrutáveis para o uso alheio, seguramente é porque estamos nos usando pouco.

Se for este o caso, seguem sugestões para usar a si mesmo: comer, beber, dormir e transar, nossas quatro necessidades básicas, sempre com segurança, mas também sem esquecer que estamos aqui para nos divertir. Usar-se nada mais é do que reconhecer a si próprio como uma fonte de prazer.

Dançar sem medo de pagar mico, dizer o que pensa mesmo que isso contrarie as verdades estabelecidas, rir sem inibição – dane-se se aparecer a gengiva. Mas cuide da sua gengiva, cuide dos dentes, não se negligencie. Use seu médico, seu dentista, sua saúde.

Use-se para progredir na vida. Alguma coisa você já deve ter aprendido até aqui. Encoste-se na sua própria experiência e intuição, honre sua história de vida, seu currículo, e se ele não for tão atraente, incremente-o. Use sua voz: marque entrevistas.

Use sua simpatia: convença os outros. Use seus neurônios: pra todo o resto.

E este coração acomodado aí no peito? Use-o, ora bolas. Não fique protegendo-se de frustrações só porque seu grande amor da adolescência não deu certo. Ou porque seu casamento até-que-a-morte-os-separe durou "apenas" 13 anos. Não enviuve de si mesmo, ninguém morreu.

Use-se para conseguir uma passagem para a Patagônia, use-se para fazer amigos, use-se para evoluir. Use seus olhos para ler, chorar, reter cenas vistas e vividas – a memória e a emoção vêm muito do olho. Use os ouvidos para escutar boa música, estímulos e o silêncio mais completo. Use as pernas para pedalar, escalar, levantar da cama, ir aonde quiser. Seus dedos para pedir carona, escrever poemas, apontar distâncias. Sua boca pra sorrir, sua barriga para gerar filhos, seus seios para amamentar, seus braços para trabalhar, sua alma para preencher-se, seu cérebro para não morrer em vida.

Use-se. Se você não fizer, algum engraçadinho o fará. E você virará assunto de beira de praia.

Martha Medeiros

OLHE

Quando estiver em dificuldades

E pensar em desistir,

Lembre-se dos obstáculos que já superou.

OLHE PARA TRÁS.

Se tropeçar e cair, levante,

Não fique prostrado,

Esqueça o passado.

OLHE PARA FRENTE.

Ao sentir-se orgulhoso,

Por alguma realização pessoal,

Sonde suas motivações.,

OLHE PARA DENTRO.

Antes que o egoísmo o domine,

Enquanto seu coração é sensível,

Socorra aos que o cercam.

OLHE PARA OS LADOS.

Na escalada rumo às altas posições,

No afã de concretizar seus sonhos,

Observe se não está pisando EM ALGUÉM

OLHE PARA BAIXO.

Em todos os momentos da vida,

Seja qual for sua atividade,

Busque a aprovação de Deus,

OLHE PARA CIMA.

Anônimo

“Basta um minuto para fazer um herói; mas é necessária uma vida inteira para fazer um homem de bem”.

Paul Brulat

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

A SÍNDROME DOS VINTE E TANTOS

Chamam de 'crise do quarto de vida'.

Você começa a se dar conta de que seu círculo de amigos é menor do que há alguns anos. Se dá conta de que é cada vez mais difícil vê-los e organizar horários por diferentes questões: trabalho, estudo, namorado(a) etc..

E cada vez desfruta mais dessa cervejinha que serve como desculpa para conversar um pouco. As multidões já não são 'tão divertidas'… E as vezes até lhe incomodam. E você estranha o bem-bom da escola, dos grupos, de socializar com as mesmas pessoas de forma constante.

Mas começa a se dar conta de que enquanto alguns eram verdadeiros amigos, outros não eram tão especiais depois de tudo. Você começa a perceber que algumas pessoas são egoístas e que, talvez, esses amigos que você acreditava serem próximos não são exatamente as melhores pessoas que conheceu e que o pessoal com quem perdeu contato são os amigos mais importantes para você. Ri com mais vontade, mas chora com menos lágrimas e mais dor.

Partem seu coração e você se pergunta como essa pessoa que amou tanto pôde lhe fazer tanto mal. Ou, talvez, a noite você se lembre e se pergunte por que não pode conhecer alguém o suficiente interessante para querer conhecê-lo melhor. Parece que todos que você conhece já estão namorando há anos e alguns começam a se casar. Talvez você também, realmente, ame alguém, mas, simplesmente, não tem certeza se está preparado (a) para se comprometer pelo resto da vida.

Os rolês e encontros de uma noite começam a parecer baratos e ficar bêbado(a) e agir como um(a) idiota começa a parecer, realmente, estúpido.

Sair três vezes por final de semana lhe deixa esgotado(a) e significa muito dinheiro para seu pequeno salário. Olha para o seu trabalho e, talvez, não esteja nem perto do que pensava que estaria fazendo. Ou, talvez, esteja procurando algum trabalho e pensa que tem que começar de baixo e isso lhe dá um pouco de medo.

Dia a dia, você trata de começar a se entender, sobre o que quer e o que não quer. Suas opiniões se tornam mais fortes.

Vê o que os outros estão fazendo e se encontra julgando um pouco mais do que o normal, porque, de repente, você tem certos laços em sua vida e adiciona coisas a sua lista do que é aceitável e do que não é. Às vezes, você se sente genial e invencível, outras… Apenas com medo e confuso (a). De repente, você trata de se obstinar ao passado, mas se dá conta de que o passado se distancia mais e que não há outra opção a não ser continuar avançando.

Você se preocupa com o futuro, empréstimos, dinheiro… E com construir uma vida para você. E enquanto ganhar a carreira seria grandioso, você não queria estar competindo nela. O que, talvez, você não se dê conta, é que todos que estamos lendo esse textos nos identificamos com ele. Todos nós que temos 'vinte e tantos' e gostaríamos de voltar aos 15-16 algumas vezes. Parece ser um lugar instável, um caminho de passagem, uma bagunça na cabeça… Mas TODOS dizem que é a melhor época de nossas vidas e não temos que deixar de aproveitá-la por causa dos nossos medos… Dizem que esses tempos são o cimento do nosso futuro.

Parece que foi ontem que tínhamos 16…

Então, amanha teremos 30?!?! Assim tão rápido?!?!

Anônimo

"Se Deus criou as pessoas para amar e as coisas para cuidar, por que amamos as coisas e usamos as pessoas?"
Bob Marley