terça-feira, 18 de abril de 2017

“Se não agora, quando?”
Hillel

A MALDIÇÃO DOS ACÚSTICOS MTV

A maioria das bandas que se arriscam a gravar esses acústicos da MTV acabam se dando mal depois. Alguns exemplos:


- O Charlie Brown Jr também foi vitima. Foi durante a turnê do acústico que os problemas se agravaram entre Chorão e o resto da banda. O resultado todo mundo sabe.
- Paralamas do Sucesso lançaram um acústico em 2000, se não me engano. Logo depois, aconteceu o acidente com o Herbert. A esposa dele morreu e ele ficou paralítico.
- Ira! lançou um acústico em 2004 e voltou a ser sucesso. Ano passado, do nada, a banda acabou.
- Kid Abelha idem. Lançaram acústico de sucesso. Agora, a Paula Toller está em carreira solo.
- Cidade Negra também. Depois do acústico em 2002, não lançaram nenhum cd de sucesso e depois o Toni Garrido saiu da banda.
- Engenheiros do Hawaii lançaram dois acústicos e agora… a banda acabou também.
- Titãs voltou a ser sucesso com acústico, mas depois o Marcelo Fromer morreu e o Nando Reis saiu do grupo. Agora, pouco se sabe da banda.
- Cássia Eller morreu alguns meses após o lançamento do acústico que foi seu maior sucesso.
- Sandy e Júnior acabaram após lançarem um acústico também.
- Papas da Língua fez muito sucesso com seu acústico, mas agora nem se ouve falar mais na banda.
- Ainda tem o Nirvana, não preciso nem dar detalhes não é?


Mistééério!

Anderssauro
"O que desonra é o crime, não a pena."
José de Alencar

DECEPTION

O QUE AS PESSOAS REALMENTE QUEREM DIZER COM OS E-MAILS DE DESPEDIDA

Colegas
Escravos,

Chegou a minha vez de me despedir de todos vocês. Os últimos anos foram magníficos no desenvolvimento da minha carreira, mas é hora de partir em busca de novos desafios profissionais.
Estou caindo fora desta merda. Após anos de exploração sem sentido, baixo salário e horas-extras não remuneradas, finalmente consegui arrumar um emprego melhor que este (o que não quer dizer grande coisa).

Gostaria de deixar meus agradecimentos a todas as pessoas que de alguma forma me ajudaram durante todos estes anos. Sei que posso acabar esquecendo alguém, mas algumas delas merecem uma saudação a parte:
Abaixo segue a lista das pessoas que transformaram a minha vida num inferno durante todos estes anos. Existem muitos outros fdps, mas não consigo lembrar o nome de todos:

1) Em especial fica um forte abraço para o Teixeira, meu chefe ao longo desta jornada, pelo aprendizado, dicas e também broncas;
1) Filho da puta do Teibicha, maldito corno, jamais cumpriu sequer uma das promessas que me fez. Sempre de mau humor, consegue a todo o momento desmotivar a equipe com sua incompetência e métodos pré-históricos de trabalho.

2) Para toda a equipe da Área de Pessoas, em especial para a Luciana, pela simpatia, disposição em resolver meus problemas e também por ter me selecionado (hehe);
2) A vaca do RH, pelo mau humor cotidiano e clara insatisfação em ajudar quem quer que seja.

3) A toda equipe de TI, que prontamente solucionou inúmeros problemas em nosso sistema;
3) As incompetentes da área de sistema, que demoram uma eternidade pra resolver qualquer problema em nossas máquinas, e normalmente o fazem com cara feia e má vontade.

4) A equipe do nosso escritório regional do Rio de Janeiro, pela ajuda com nossos eventos;
4) Aos sanguessugas do escritório regional, incapazes de resolver qualquer problema por conta própria, fizeram eu perder inúmeros finais de semana para ajudar em situações que eles criaram.

Fica aqui o meu grande abraço para todos vocês, pelas risadas, happy hours, problemas resolvidos e desafios enfrentados. Tenho orgulho de ter feito parte desta família maravilhosa.
Adeus para todos. Chega de fofoca, baixo nível, picuinha e palhaçada.

Sei que conversaremos em breve.
Nunca mais quero ver nenhum de vocês.

Abraços
Vão todos tomar no cu

http://www.insoonia.com/o-que-as-pessoas-realmente-querem-dizer-com-os-e-mails-de-despedida/

terça-feira, 3 de junho de 2014

POR SE METER MAIS NAS COISAS DOS OUTROS

Chegando no trabalho hoje, dei uma ré no carro para não impedir uma rampa de acesso para cadeirantes. Daí que tarra lá toda feliz por ter contribuído com a humanidade quando chega um carro escroto e estaciona na minha frente, bloqueando a rampa.

Vamos pensar que a motorista não viu a rampa. Que, do ângulo de visão que ela tinha, do sentido em que ela vinha, do alto do carro, não dava pra ver a rampa.

Como lidar? 

- “Ô, moça! Não pode estacionar aqui não porque aqui é rampa”.
- “Ah, é?”
- “É! Estaciona atrás do meu.”

E tirou mesmo.

Segui meu caminho com aquela sensação chata de perceber quantas vezes antes eu havia me importado. Poderiam ser mais. Já deixei muita rampa passar, preocupada em levar fora ou por preguiça. Porque, né, minhas preocupações são sempre muito relevantes.

Há uma mudança grande acontecendo aqui. A cada ano ligo mais o “foda-se” e relaxo. Dá até medo. Vou virar uma velha encrenqueira pácaralho, porém, justa.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

SEGURANÇA DE CARRO FORTE: UM SER FANTÁSTICO

O Grupo Preserve Liserve é uma das várias empresas de segurança que atuam na cidade do Recife. Mas não 'preserva' outro importante conceito para a vida em sociedade: a cidadania. 
Passava das 12h30 de hoje, 21/1/2014, quando um carro-forte da empresa, de número 0713, estacionou na frente da Lotérica do Edf. Bosque de Versalhes, na Avenida Visconde de Suassuna, no Recife. Parou na rua, ligou o alerta. Desceu um segurança com uma conta na mão e se dirigiu a Lotérica. Lá, ele encontrou uma fila de mais de 10 pessoas, deu a volta na fila e foi direto ao caixa. O segurança do Grupo Preserve Liserve tinha uma urgência absurda de pagar a conta. Maior do que a de qualquer um ali na fila. Furou a fila bonito. Sem satisfações. 
Uma senhora, do alto de seus 60 anos (desculpa, senhora, pelamordeDeus, se não for essa sua idade, mas pareceu), tinha uns trocentos boletos na mão. Mas, ela podia esperar. Um motoboy todo zoado também parecia que ia demorar horas no guichê. Mas, ele podia esperar. E o segurança não? Porra.
(Moral da história do He-man) Hoje aprendi que seguranças são realmente seres bem diferentes dos humanos. Enquanto o carro-forte contribuía para piorar o trânsito numa das vias mais movimentadas da cidade, o segurança do Grupo Preserve Liserve contribuía para destruir o pouco que ainda me resta de crença na humanidade.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

DESTRUA. EVOLUA.

No fim de 2011 publiquei este artigo que achei na net, do Guilherme Velho, e mais atual do que nunca. Por isso, lá vai ele mais uma vez. Bora desapegar neste fim de ano? No mínimo, vamos ajudar alguém. E certamente a nós mesmos. 

"Neste Natal, só me dei um presente: uma trituradora de papéis. Ela é excelente. Tritura até 7 folhas por vez e ainda cartões de crédito, CD’s etc. Ainda tem “função reversa”. Nos últimos 5 dias, já destruí mais papelada do que nos últimos 5 anos somados. E posso dizer, é uma experiência absolutamente libertadora.

“Shiva é o terceiro deus da Trindade Hinduísta. Conta-se que Brahma criou o Universo; Vishnu o sustentou por um dia de Brahma (4 trilhões de anos terrestres) e no seu término Shiva o destruiu para que pudesse ser novamente criado (a ideia de renovação cíclica da vida).”

Temos o conceito fortemente estabelecido de que perder alguma coisa é ruim. Para falar a verdade, sempre achei graça dos gregos quebrando pratos ou dos tibetanos destruindo aquelas mandalas de areia que demoram meses sendo desenhadas. Mas o quão sábio não é isso? Há um forte teor de desapego nisso tudo. Como li em um desses e-mails que as tias mandam pr’a gente, “é preciso jogar coisas velhas fora, abrindo espaço para que as novas apareçam“. Lembra do lindo filme ‘Up‘ da Pixar? E daquela história do peso da mochila, de ‘Up in the Air‘?

Por isso, hoje temos toda uma filosofia do minimalismo ganhando força. Blogs como o Zen Habits, o Becoming Minimalist ou o mnmlist falam muito bem sobre o assunto. Nós não somos as coisas que temos. Nós não precisamos de tanta coisa assim. No Discovery Home&Health, há um programa chamado “Acumuladores“. Um programa mais triste do que curioso. O pior é que, em certo teor, estamos todos contraindo esse distúrbio do acúmulo compulsivo. Somando, querendo, juntando.

Minha proposta para você, nessa última semana vazia e fantasmagórica do ano: desfaça-se. Separe toda aquela papelada que você nunca mais usará e destrua. Separe as roupas que não lhe servem mais e doe para a comunidade carente mais próxima ou para uma instituição necessitada. Doe essa pilha de livros que só faz pegar poeira. “Zere” seus pendrives, apague mensagens desnecessárias, delete sem dó aqueles e-mails marcados com estrelinhas que você nunca responderá. Desista do “produto abacaxi”. Quebre o porquinho e invista em algo útil. Livre-se. Descubra o que realmente é necessário e fique com pouco.

A chuva de papel picado do último dia útil, cada vez mais em desuso, nunca fez tanto sentido. Tenha uma ótima destruição você também. E uma reconstrução mais inspirada ainda."

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

POR UMA VIDA MAIS OFF-LINE

Defini que, entre 2013 a 2015, eu só vou ler textos longos referentes ao tema da minha dissertação. Porém, terei que abrir deliciosas exceções.  Como essa abaixo e sugiro: LEIAM. Vai explodir sua cabeça. Para o bem.
Li este texto através de um compartilhamento que namorado meu lindo fez numa rede social via blog Don’t touch my moleskine. O referido post apresenta David Baker. Por anos ele foi editor-chefe da versão inglesa da revista Wired, a bíblia da tecnologia, e hoje é professor na The School of Life, a escola criada por Alain de Botton e Roman Kznaric (“Escola da vida” criada em Londres planeja versão brasileira + Como encontrar o trabalho da sua vida).
Nos anos 1980, Baker deixou o emprego em um escritório de relações públicas e teve que aprender duas coisas: como ganhar dinheiro sendo seu próprio empregador e como lidar com o tempo para tirar o melhor proveito dele. Em uma época em que o lema era “work hard, play hard”, Baker decidiu não ser um yuppie. “Tomei uma decisão de trabalhar menos, ganhar menos e gastar menos. Vivo confortavelmente, não sou um milionário. Entre os meus amigos, provavelmente, sou o que ganha menos, mas sou o que tem mais tempo. E pra mim essa troca foi bonita.”
Marco abaixo os trechos que mais pirei. Você pode ler tudo na íntegra aqui
“O que nós precisamos é reconfigurar nossa relação com a tecnologia. Em vez de usá-la para viver nossas vidas, nós temos que viver as nossas vidas e usá-la como ferramentas extras para isso”.
Isso me lembrou uma recente discussão no Facebook sobre usar ou não Whatsapp, que não levou a lugar nenhum. Certamente chegaríamos a algum lugar se esse lugar fosse mais, digamos, analógico.
“Pessoas que não podem deixar seus telefones de lado têm um problema psicológico”.  
De uns tempos pra cá tenho achado cada vez mais libertador ficar longe do meu.
“Eu checo emails duas vezes por dia, geralmente. E minha vida é ok, não é um desastre. No resto do tempo eu espero encontrar prazer em outros lugares”.
Estou avaliando profundamente uma forma de entrar nessa também sem levar bronca do chefe.
“Quanto mais conectados, mais nos sentimos sozinhos. O que acontece é a Fomo (fear of missing out), o medo de perder as coisas é um sentimento muito profundo, principalmente para quem vive em grandes cidades. O que acontece é que na internet vivemos em “megalópolis”.
Se eu já tive Fomo, já passou.
“Ficar sozinho não precisa ser uma coisa ruim. Porque a internet é baseada em conexão, quanto menos você tem parece que é pior. Mas esses momentos quando estamos sozinhos de uma maneira boa são momentos de pensamentos profundos que podem nos levar a descobertas maravilhosas sobre o que somos capazes de fazer”.
Só me faltam os ‘pensamentos profundos’ e as ‘descobertas maravilhosas’, solidão pra mim é tranquilo. Momentos. Curtos. 
“Informação hoje na internet tem que gritar para ser ouvida. Acho que a quantidade de dados que trafega na internet em um mês é de 40 exabyte. O interessante é que 5 exabytes é o número total de palavras ditas pelos seres humanos em toda a história”.
WHAAAAT?
E o resto, dá pra notar, é sensacional.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

PÉ CHATO E OUTROS DESALINHOS

Existe um momento perfeito para pensar na vida. Tem a hora do banho, na cama antes de dormir, no trânsito. Na esteira da academia. Concordam que qualquer caminhada ou corrida vira um bom momento para pensar? Dia desses, na esteira da academia, ao invés de pensar na vida, pensei no pé. No meu. Nos meus. E fiquei remoendo a historinha daqueles pés tamanho 36, brancos e cheios de frescura. 
Eles nasceram chatos. Tocavam, quase por inteiro, o chão. Eu não me lembro de sentir dores por causa disso, mas logo tive que usar botas ortopédicas. Era chato usar botas porque meus pés eram chatos e isso era muito chato e elas ainda eram marrons, acho que da Ortopé, não lembro bem. Naqueles tempos, tudo que era sapato era Ortopé. Vai ver nem era. Bom, usei. Também não lembro exatamente de quando as deixei, mas percebi, ali na esteira que, olhando pra eles, pisando tão direitinho, é que o tratamento que eu fiz, que papai e mamãe fizeram, deu tão certo que passou da conta.    
Seguinte: quando toca o chão, o pé chato se apóia pelo lado mais interno, contorcionando-se pra dentro e usando o dedão para dar impulso ao andar. O contrário existe e se chama pé cavo, quando o arco é muito acentuado. Neste caso, ao caminhar, o pé toca o chão do lado externo do calcanhar e continua o movimento usando o seu lado mais experto, ganhando impulso com o dedo mindinho. O que eu quero dizer é que, caminhando ali na esteira, constatei que meu pé, que era chato, virou cavo! 
Isso explica as dores que sinto quando fico muito tempo em pé. Dores que, para ‘nossa’ alegria, nunca tiveram a ver com idade ou salto alto. Pelo contrário, sinto dores na lombar quando ando durante muito tempo sem salto. Falando em salto, constatei outra coisa: é indescritível a sensação de colocar um tênis confortável e pisar, pisar bem, sentindo o pé fazendo o movimento completo da caminhada, depois de um dia inteiro de trabalho em cima dos saltos. E chegar em casa e, no banho, ensaboar e massagear bem os pés? E, antes de deitar, encher os pés com um creminho com aquelas coisas ardidinhas deliciosas? Eu faço isso to-dos os dias. Hoje uso um da Avon que tem umas bolinhas vermelhas que esfoliam e soltam um cheirinho delicioso. Deve ser de romã. Esse é pra dormir feliz. E quando não tem nada, uso hidratante mesmo. Mas quase nunca passa batido. Meus pés não são normais. Não são mesmo.  
Dez bons creminhos:
  1. Creme de Massagem Nutritivo Açai para os pés 75g – O Boticário
  2. Creme Hidratante para os pés Algodão 50 ml – Natura
  3. Creme de pés Lavanda – L´Occitane
  4. Loção Energizante para os pés Mint Bliss – Mary Kay
  5. Creme Desodorante para os Pés Principles 50 g – Racco
  6. Foot Works Creme de Hidratação profunda para pés Extra Secos 90 g – Avon
  7. Hidratante para Pés Ressecado Nowergian Formula – Neutrogena
  8. Creme para Pés Private SPA Sensatios 120 g – Mahogany
  9. Creme para os Pés Time for Feet – Sparkkli
  10. Creme para os Pés Lipikar Podologics – La - Roche Posay

domingo, 6 de outubro de 2013

NUM FIM DE DOMINGO QUALQUER, UMA CONSTATAÇÃO.

No mestrado é assim: depois que você recolhe mais de 200 fontes de conteúdo sobre o tema da sua dissertação, você descansa? Não, VOCÊ LÊ. 

Depois que você lê mais de 200 fontes de conteúdo sobre o tema da sua dissertação, você descansa? Não, VOCÊ CATEGORIZA. 
Depois que você categoriza mais de 200 fontes de conteúdo sobre o tema da sua dissertação, você descansa? Não, VOCÊ COMEÇA SEU PROJETO. 
Depois que você termina seu projeto, você descansa? Não, seu burro, dá zero pra ele. O nome é pro-je-to. VOCÊ AJUSTA E COMEÇA A DISSERTAÇÃO. 
Depois que você ajusta e começa a dissertação, você descansa? Não, VOCÊ PRENDE A RESPIRAÇÃO ATÉ APRESENTAR A DISSERTAÇÃO. 
A parte boa deste último ponto é que, mesmo com alguns neurônios a menos até aí, você já pode assinar como mestranda. 
Mas ainda não é mestre. 
O que não muda em nada na prática para mim até 2015.
Né?

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

DEZ TATUAGENS E UM SEGREDO

Nicholas já não aguentava mais contar com as anotações de Maya para estudar quando faltava as aulas. Era a ela que ele recorria, mas Maya tinha a mania de fazer marcações de trechos estranhos dos textos em cores coloridas no tablet e isso deixava Nicholas louco. Era a demonstração da inteligência fora do comum de Maya, mas Nicholas era prático: isso atrapalhava mais do que ajudava. Se Sofia também não tivesse faltado aquela aula... Ela tem faltado muito desde que resolveu trabalhar na empresa da mãe. “É só uma experiência, não quero trabalhar com isso”, ela vive repetindo, mas todo mundo sabe que é mentira.
Sofia, Maya e Nicholas. se conhecem desde pequenos e, para eles, é estranho estudar na mesma faculdade dos pais. “Minha mãe não estudou lá”, vive repetindo Sofia, também – ela repete muitas coisas, e isso não é um bom sinal para quem quer seguir os passos da mãe, baseado na objetividade e imediatismo do Jornalismo. A única coisa que ninguém a vê repetir é sobre o amor platônico que ela sente por Heitor. Ela esconde porque é claro que ele está mais preocupado com seus planos de passar oito meses viajando pelo mundo depois da faculdade do que com amor, até mesmo com as aulas, que estão prestes a acabar. Para ele, que decidiu ser jornalista como os pais, esta viagem é imprescindível para completar sua formação profissional. Na verdade, todos eles são filhos de jornalistas, mas não concordam inteiramente com Heitor sobre carreira. Maya parece ser a única a concordar com ele, mas ela prefere acreditar que fará muito dinheiro visitando pequenas marcas de roupas e sapatos mundo afora e fechar parcerias para trazer para o Recife peças exclusivas, enquanto o foco de Nicholas é o mundo digital. Todo ele. O cara é fera.
Rapaz franzino, esse Nicholas. Com uma pele cor de doce-de-leite e uma tremenda dor de cabeça. Sua mãe contou há algumas semanas que a tatuagem que ela tem no pulso é igual a dos amigos de faculdade. Foi feita anos depois de formatura – na verdade, muitos anos depois – por todos, juntos, no mesmo dia e no mesmo lugar, numa raríssima chance que tiveram de se ver. Diz a lenda que, no dia em que, todas as tatuagens se juntarem novamente, vai chover chocolate. Nicholas precisa disso. Ele acredita em um mundo melhor. E convenceu os amigos a ajudá-lo a encontrar os amigos da mãe e convencê-los a se encontrar em algum lugar, qualquer lugar, para que a profecia se realize. Bem que podia ser em Londres. Bem que podia ter cupcakes de Romeu e Julieta. O lugar não importa: o que importa é o benefício mundial de todos estarem juntos novamente. E os cupcakes, claro. 
Para André, Nina, Dani, Carla, Deza, Tê, Ju, Cris e Rex, que nunca ficarão tão longe assim de mim. 

terça-feira, 27 de agosto de 2013

BEBIDA FAVORITA - VOCÊ AINDA VAI TER UMA

Cada um precisa descobrir, em algum momento da vida, qual é a sua bebida favorita. Aquela que, mesmo que não seja o símbolo da elegância, faz o mundo todolembrar você. Aquela combinação feliz de ingredientes que faz os olhos brilhar e esquenta a alma. Talvez por isso a gente tenha aqueles dias em que “hoje preciso tomar uma” e aquela sensação de felicidade plena e relax total depois do primeiro gole.

Se você ainda não tem sua bebida favorita, fui atrás do que algumas celebridades pedem (ou pediam) numa mesa de bar, para te inspirar: 
  • Frank Sinatra – Jack Daniel’s
  • Marilyn Monroe – Champagne Dom Pérignon 1953
  • George Lucas – OldFashioned (com Spielberg para ‘ativar a memória’)
  • Winston Churchill – Johnnie Walker Black Label
  • Zeca Pagodinho – Cerveja (em quantidade descomunal)
  • Queen Elizabeth – ChartreuseJaune (amarillo)
  • Ozzy Osborne – Champagne Cristal
  • Danny DeVito - Limoncello
  • John Fitzgerald Kennedy - Mojito
  • Ernest Hemingway – Daiquiri Doble
  • Paris Hilton – Tequila
  • Lindsay Lohan - Vodka
  • George Clooney – Vermouth Martini
  • Britney Spears – Dom Perignon, Grey Goose com soda, Margarita (u-hu!)
  • Príncipe Harry – Champagne eCrackbabyCocktail
  • John Wayne - Tequila SauzaConmemorativo
  • Lula da Silva – Cachaça
  • Madonna - Martini de romã (com vodca StoliBlueberi)
  • Kiefer Sutherland - Jade Mistress (coquetel com vodka com infusão de pimenta, maçã e folhas de manjericão)
  • Charlize Theron - PomegranateBlossom (vodka limão, suco de romã, açúcar, limão)
  • Eva Mendes - Pink Elephant(vodka, gengibre, frutas vermelhas, conhaque, suco de abacaxi, suco de cranberry, açúcar)
  • Amy Winehouse – de tudo um pouco
  • Eu – Margarita
Olha elas aí - as margaritas. :9
Um dia experimentei e me apaixonei. É aquele tipo de bebida para quem gosta de ficar alta, mas sem perder o controle. Uma misturinha doce e azeda (sweet’n’sour!) que não tem como não amar. Meus momentos 'ela' são curtinhos, porém especiais; deixo tudo arranjado: dos compromissos para o dia seguinte (que não vou fazer, lógico) ao acerto com meu namorado de que ele vai ser o amigo da vez.

No Recife conheço apenas dois lugares que oferecem Margaritas perfeitas: os bares Guadalupe Cocina Mexicana (com uma parede imensa lindamente ilustrada pelo querido Pedro Melo) e o Boratcho, ambos no bairro de Boa Viagem. Além de boa bebida, ambos oferecem comidinhas deliciosas e um ambiente um pouco barulhento, mas ótimo para ir com os amigos. Se alguém conhecer outro, por favor, me avisa que vou conhecer feliz.

Dá pra viver sem uma bebida favorita? Dá, mas posso afirmar que o ‘bora tomar uma’ nunca mais será o mesmo quando você tiver a ‘sua’ bebida favorita. Imagina cada amigo pedindo uma bebida quando saírem e você tendo a chance de experimentar cada uma. Um belo dia você diz “Eureka!” e você encontra sua bebida predileta. Ou ela te encontra.Porque as bebidas são assim, democráticas: nos cercam e nos mesclam, nos cruzam e nos reencontram e, às vezes, nos amontoam e nos confundem. 

Texto publicado no site Blumenews // www.blumenews.com.br

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

OBRIGAÇÕES

Às vezes dá nessas... Meu Dia dos Pais não foi tão triste desta vez – estava num estado emocional tão bom. Muita gente em casa – o que foi bom, mas também ruim porque me atrasei ainda mais com os afazeres de domingo.

Depois do almoço em família fui descansar a mente assistindo um filme que meu namorado me emprestou, “Os sete psicopatas” – e não prestou. Ai um saco. Daí que ele – meu amor - conseguiu vencer minha falta de vontade de fazer exercícios e fomos correr – ele, porque eu só dei uma caminhada rabugenta.

À noite, fiquei lá assistindo ao Fantástico e lendo revista enquanto deveria:

1. Adiantar minhas aulas do semestre – faltam apenas algumas;
2. Procurar coisinhas fofas e diferentes na net para meu afilhado;
3. Dormir.

Mas me faltou vontade, me faltou coragem, me faltou tudo ontem.

Só me sobrou sono, multiplicado por 4. 

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

SATISFAÇÕES

Mudei de emprego, as aulas começaram, as manifestações continuam, só posto aqui os artigos que 'preciso' escrever para a coluna no Blumenews, mas, adivinha quem tá viva?

TOQUES RÁPIDOS PARA SUA CARREIRA - PARTE 1: AGIR OU FAZER NADA?

Lendo livros e artigos sobre carreira, sempre me chamaram a atenção expressões do tipo “tomar a iniciativa”, “ousar”, “ter atitude”. São características importantíssimas no mercado de trabalho, para não dizer imprescindíveis. Daí você se prepara, investe em seu lado ‘ousado’ – principalmente se você, como eu, tiver um lado negociador mais apurado e certa dificuldade em ousar devido a isso – lê mil artigos, acessa centenas de sites, assiste dezenas de palestras, faz cursos e pipocam ideias para seu negócio. Elas ficam lá, na sua cabeça, borbulhando, prontas para serem ditas pra alguém, pra equipe e, quem sabe, aplicadas. É isso! Esse é o perfil! Agir! É o que as empresas querem!

Porém, a minha experiência profissional me mostra que, apesar de as empresas não terem dúvidas de que querem profissionais proativos, elas não estão preparadas para eles. O profissional se vê em uma situação em que ele pode tomar a iniciativa e fazer a diferença ou tomar a iniciativa e tomar no ser mal interpretado. Criticar uma decisão, depois de tomada, e por quem não a tomou, é bem fácil. E nem sempre feita com dignidade. Por exemplo: o chefe que condena aquele funcionário que tomou a iniciativa de devolver o garrafão de água mineral porque a água estava turva (é, já vi disso.). Outro exemplo: o diretor que não acredita na palavra do gerente quando este afirma que sua equipe tem total condição de dar conta do evento (e pra que mesmo o gerente foi contratado?) e acaba contratando uma pessoa para ajudar sem necessidade, com o custo saindo do budget já apertado da área.

Se for pra ser assim, então é melhor ficar calado? Deixar que pessoas ‘mais preparadas’ opinem, critiquem, façam. Ou mais corajosas? Assim, o ‘colaborador’ deixa de ganhar, no mínimo, uma baita dor de cabeça. É um alívio, o colaborador segue fazendo o que foi pago para fazer, bate o ponto às 18h e segue feliz. Por outro lado, ele se desmotiva aos poucos porque percebe que não pode contribuir com idéias, opiniões. E crescer. O mercado não dá mais espaço para gente assim. Chega a ser revoltante em algum momento: que trabalho ruim é esse onde você vê o que está errado e não pode falar nada? Tem que fingir que está tudo bem, quando na verdade você entrou na empresa para levar um pouco de você para ela, contribuir, construir, crescer junto, e é claro que há muita coisa para se melhorar ali. Tem que aceitar as coisas na empresa como elas são.

Eu já fui de agir. Minha natureza é essa. Mas, confesso que todas estas experiências me ensinaram a meter menos o nariz onde não sou chamada. A não ser que a empresa deixe bem claro que ela entende realmente este processo de participação, não faça nada. Fique na sua. Lute por outras causas para compensar esse desgosto. E, um pouco antes de chegar ao fundo do poço, procure um emprego novo.

Texto publicado no site Blumenews // www.blumenews.com.br

ENTRE O CÉU E O INFERNO DA SALA DE AULA

Quando comecei a dar aulas, há alguns anos, ainda inexperiente, uma das primeiras coisas que pensei foi: será que vão acreditar em mim? Eu não aparento a idade que tenho e isso poderia me causar problemas. E causou, mas aí eu já era uma veterana em sala de aula. Voltando às minhas primeiras turmas, todas foram extraordinárias, mas, como o primeiro sutiã, jamais esquecerei as duas primeiras, que peguei simultaneamente no segundo semestre de 2009. Uma delas tinha 80% de mulheres, a outra 90% de homens, mas ambas extremamente carinhosas e ansiosas para terminar o curso (estavam no último período e por muitos anos meu desafio foi chamar a atenção deles para as minhas disciplinas em meio ao TCC).

Reprovei um monte de gente, confesso. Mas, cara, eles, meus alunos, sabiam que eu tinha feito tudo o que eu podia para ajudar aqueles que mereciam. E qual era o requisito? A formulazinha mágica de qualquer professor: participação + assiduidade + interesse. Viram que eu não citei “inteligência”? Professor não passa aluno por inteligência; estes passam sozinhos. Ser inteligente e não ter interesse não é suficiente. Ser inteligente e não ter dúvidas não existe. A joia rara que nunca assistiu a uma aula minha e tira nota 9,0 na prova, foi mais por trambique do que por inteligência.

No quesito participação, alguns alunos me emocionaram. Uma, manicure, não tinha intimidade com computadores. E estamos falando da disciplina de Marketing Digital. Ao final do primeiro dia de aula, ela me procurou e me contou que não tinha computador e (já) estava preocupada com disciplina. Sugeri a ela treinar em uma lan house perto de casa ou pedir emprestado o notebook de algum parente. Ela pegou um emprestado da irmã e treinou. Treinou. Treinou. Fez todos os trabalhos, as provas. E passou. Por média. E eu tive a oportunidade de lhe dar meus parabéns. Muitos dos meus alunos assíduos nas redes sociais não chegaram aonde ela chegou.

Outro caso que deixou meu coração apertado foi num dia de prova final numa turma de último período. Tinham uns seis alunos em sala e uma delas, assim que terminou a prova, me pediu para ajudar um rapazinho pequeno e franzino sentado lá na frente. Contou que a história de vida dele era de muita luta, que ele vivia no Recife sozinho, só via a família a cada 15 dias. Não tinha casa; dormia no estoque da loja onde trabalhava. Eu já tinha juntado as peças. Ele não era participativo em sala de aula, mas sempre estava lá, sentado na frente, prestando atenção, muitas vezes sendo o último a sair. Esperei os demais terminarem as provas e fui até ele. Apoiei-me numa cadeira ao lado e comecei a incentivá-lo a raciocinar sobre cada questão, fazendo-o relembrar o que viu em sala – tomando o cuidado de fazê-lo ‘construir’ a resposta por ele mesmo, ‘dar’ a resposta seria fácil demais, pra mim e pra ele. Ele estava sempre lá, em sala de aula, iria se lembrar de tudo. Ele não se lembrou de tudo exatamente, mas o suficiente para passar.  E eu tive a oportunidade de lhe dar meus parabéns.

Em 2013, pela primeira vez, tive oportunidade de dar aulas para uma turma de primeiro período. Uma turma pequena, atenta, e muito divertida. Eles me permitiram dar aulas leves e falar coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar – coisas que só uma turma excelente consegue tirar de um professor. Eu os olhava e via o brilho nos olhos daquele povo que começa com todo gás, cheios de sonhos, de energia, e já preocupados com o TCC, tadinhos. Alguns não passaram por média e nos encontramos no dia da prova final. Eu estava mais confiante neles do que eles na prova. Eles precisavam de poucos pontos para passar, mas estavam bem nervosos. Faltava apenas uma aluna chegar para iniciarmos a aplicação da prova, mas soubemos que ela estava doente e não poderia ir. “Sem problemas”, pensei. Iniciei a prova com eles na certeza de que ela viria outro dia quando estivesse melhor para fazer sua prova final somente comigo. Semanas se passaram e nada de contato. Ontem recebi a notícia de que ela faleceu, depois de longas semanas internada. Eu não a conhecia a fundo, mas lembro do que ela me disse no primeiro dia de aula: quero me formar para ter uma vida melhor. Ela teve, tenho certeza, apesar de tudo, apesar do pouco tempo. E eu não tive a oportunidade de lhe dar meus parabéns. Querida Lucimone, onde quer que esteja, parabéns. Pelas decisões honrosas que tomou, pela coragem, pela alegria, pela qualidade dos amigos, do amor pela família, dos sonhos. Eles não acabaram, foram apenas adiados por um plano maior que alguém que te ama demais preparou para você.

*Este texto é uma homenagem à aluna Lucimone Melo, falecida no dia 13 de julho de 2013.

Texto publicado no site Blumenews // www.blumenews.com.br

segunda-feira, 1 de julho de 2013

RETWEETS: 9 PRÁTICAS QUE FUNCIONAM

Depois de falar sobre UFOs e salto alto, vamos falar sério.

Li recentemente o artigo “How to Get Your Messages Retweeted” de Arvind Malhotra, Cláudia Kubowicz Malhotra e Alan See, que dá dicas bem interessantes sobre como ter suas mensagens retweetadas. E pra quê isso? Porque a maioria das empresas brasileiras ainda não está preocupada com seus retweets como deveria. E empresa quer ser diferente.  

A empresa monitora diariamente o número de seguidores em sua conta no Twitter, elabora um bom direcionador de conteúdo, mas não mensura retweets. Não sabe a média de retweets que tem por dia. Por semana. Sua empresa sabe? E por que deveria?

Porque retweet é boca-a-boca eletrônico. Quando uma mensagem é retweetada, ela atinge mais pessoas, pois atinge os seus seguidores e os seguidores de quem retweetou seu tweet. E, ainda: o retweet segue com o endosso, a garantia daquele seguidor da marca que retweetou. Os seguidores tornam-se ‘advogados da marca’ dentro de sua própria rede de contatos. Eles acabam agindo como influenciadores, seja retweetando cruamente ou acrescentando algum comentário próprio ao tweet da empresa.

Os autores do artigo baseiam-se em uma pesquisa realizada por eles mesmos sobre os tweets de empresas líderes de mercado nos EUA e identificou certas características que produzem um alto número de retweets. Na amostra pesquisada, a número médio de retweets foi de 25. Boas práticas podem aumentar este número em até 70%. E, pelo contrário, práticas fracas podem diminuir este número em até 32%. Vamos a elas:

O que fazer:
Evite empurrar ofertas – na ânsia de procurar mídias diferentes para divulgar suas ofertas, as empresas acabam perdendo seguidores, pois eles acabam se irritando com tanta propaganda e nenhum conteúdo;

Fazer perguntas não ajuda – na teoria parece funcionar, já que provoca uma reação nos seguidores – a reação de responder, mas na prática o estudo apontou que a taxa de retweet destas mensagens é 30% menor do que aquelas que não possuem nenhum componente de interação.

Hashtags também não ajudam – a pesquisa mostra que apenas 18% das mensagens retweetadas possuem hashtags. Mesmo sabendo que elas são amplamente utilizadas, não há nada que prove algum efeito nos retweets.

Links não aumentam tweets – os links facilitam a vida dos seguidores, mas o autor descobriu que ele não tem um impacto estatisticamente significativo sobre a probabilidade de que a mensagem será retweetada. E é preciso ter cuidado com o espaço ocupado pelo link na mensagem – lembrando que o Twitter só suporta até 140 caracteres.

Concursos não agregam valor de retweet – Por que você vai diminuir suas chances de ganhar um sorteio no Twitter retweetando a mensagem para seus seguidores? Não faz sentido. Porém, o autor sugere que se planeje o concurso de forma a incentivar os seguidores a envolver outros de sua rede a participar. 

As 9 práticas que funcionam:

1.    O tamanho importa: Deixe espaço. Os resultados da pesquisa mostraram que o número de caracteres  em tweets de empresas tem uma relação negativa com o número de vezes que a mensagem é retweetada. Tweets mais curtos, de 70 caracteres ou menos, foram reenviadas quase duas vezes mais que os tweets mais longos.

2.    Agarre sua atenção: faça-os ler sua mensagem. As mensagens devem começar com palavras como UAU, OLHA, ou HOJE SÓ, que chamam a atenção. Na pesquisa, tweets com palavras assim foram retweetadas em até 40% mais do que aqueles que não as usaram. Atenção é a moeda mais difícil de encontrar neste meio e em outros meios de comunicação, dado o turbilhão de mensagens enviadas e recebidas todos os dias.

3.    Basta pedir para ser reenviada: Não há nada mais simples. Pode parecer brega, mas pedindo educadamente por um retweet realmente funciona. No estudo, aumentou o número de retweets em 34%, em média.

4.    Humanize a sua marca. As empresas podem fazer a sua marca parecerem ter vida, sinal de que não há mais por trás da marca do que apenas fazer e vender produtos ou serviços. Este conteúdo pode ser na forma de humor, uma visão histórica da marca ou até mesmo uma citação. Conteúdo humanizado é altamente susceptível de ser reenviado. A pesquisa mostra que este tipo de conteúdo tem a maior probabilidade de todas de levar a retweets, chegando a 70%. Estas mensagens oferecem grande impacto etre os seguidores da marca.

5.    Compartilhar: Validar a si mesmo. Compartilhar realizações com os seguidores é bem-vinda e constrói relações entre eles e as marcas. Os consumidores querem ser informados de sucesso e realizações das marcas que eles seguem antes dos outros. Eles querem defender a suas marcas preferidas dos ataques e polêmicas; mensagens assim são retweetadas até 29% a mais do que a média, e ainda atrair novos seguidores.

6.    Seja prático: forneça informações que as pessoas possam usar. Troca de informações é a principal razão para as pessoas usarem o Twitter. Tweets com informação de valor, e não somente ofertas da marca, tem 51% mais chances se serem retweetados. A conclusão inevitável: se os seguidores acham a informação útil, eles provavelmente vão retweetá-la para educar os outros. Eles acabam reforçando sua própria identidade em sua rede fornecendo conhecimento de valor para os outros para seus seguidores.

7.    Poupe o dinheiro das pessoas: divulgue ofertas. todo mundo gosta de economizar dinheiro. Ao contrário dos concursos, onde podem haver apenas alguns vencedores, ofertas são atraentes para retweets na medida em que estão disponíveis para todos que ficam sabendo deles. Como resultado, as mensagens contendo ofertas atraentes para os consumidores são altamente retweetadas. Tweets com ofertas são reenviadas 16% mais do que aqueles sem.

8.    Engajamento é importante: torne-o relevante. No ambiente supertransitório das mídias sociais, é importantíssimo associar mensagens de marca com o que está na cabeça dos seguidores. Tweetando sobre um tema atual, seja um feriado ou evento, é uma forma rápida de construir relacionamento e comunicar a relevância do conteúdo do tweet. Este tipo de conteúdo é reenviado 41% mais frequentemente do que os tweets que não têm conteúdo relevante.

9.    Aja agora: Criar um senso de antecipação. Tweets que criam um senso de antecipação têm 24% mais chances de serem retweetadas, de acordo com a pesquisa.

Nós, profissionais de marketing espertos, podemos brincar com combinações destas estratégias para aumentar o poder das características individuais de cada dica. Se apenas alguns dos seguidores da marca retweetarem, a audiência pode aumentar para milhares. Porque elas são recebidas por alguém familiar, um amigo, um conhecido, uma celebridade. Alguém que não segue a marca no Twitter pode se interessar em segui-la, e aí está o poder de conversão, tornando este alguém em um seguidor direto da sua marca.

Texto publicado no site http://www.blumenews.com.br.

SALTO ALTO É COISA NOSSA

Eu tenho tanto pra falar mas com palavras não sei dizer como é grande o meu amor por saltos altos.
Se mulher por si só já é uma obra de arte, com saltos altos ela vira uma obra de arte divina das mais desejadas no mundo. Salto alto embeleza o rebolado, empina o bumbum, dá graça e uma feminilidade que nem a falta de conforto nos faz pensar duas vezes ao escolher o melhor sapato para... Qualquer coisa. Na vida.  
Eu me acostumei a usar chinelinhos refrescantes em casa, na praia, tênis na academia e salto alto para todo o resto. Até tenho unas duas sapatilhas, mas ainda prefiro um salto alto. Um dos meus maiores orgulhos é ter aprendido sozinha a andar de salto alto sem quebrar o tornozelo. Só algumas torcidinhas, mas nada sério. Se eu não tivesse aprendido, desistiria, porque (coisa feia) mulher quando não sabe andar de salto parece caubói de faroeste.
Salto alto faz mal a saúde? Dizem que sim. À minha faz um bem danado. Mas, vamos as 10 maneiras de falar salto alto: fascite plantar, esporão de calcâneo, hiperlordose lombar, calo, joanete, atrofia de panturrilha, lesão no joelho, tendinite, artrite e desgaste da patela.
Mesmo assim, salto alto é coisa linda de Deus. 

Texto publicado no site http://www.blumenews.com.br.

terça-feira, 11 de junho de 2013

A MENINA E A COLUNA

Há algumas semanas recebi um convite de longe, de Blumenau, para escrever algumas palavras todas as semanas. Na semana passada, publiquei o primeiro artigo. 
Mais de 30 pessoas curtiram = felicidade
A coluna não tem assunto definido - eu não sou uma pessoa definida. Pretendo escrever sobre o que gosto, o que lembro, o que sei, o que não sei e quero saber. Não vou escrever sobre coisas que não gosto, nem tragédias ou coisas horríveis afins porque, bem, existem outras fontes aí pra isso e essa é a graça da liberdade de expressão.
Todos estão convidados a acompanhar a coluna - se não tiverem nada melhor pra fazer. 
Acabei de finalizar o texto desta semana. Dentro de algumas horas ele entra no ar. Posso adiantar que o texto trata de uma paixão mundial. <3