sábado, 17 de setembro de 2011

DOS FICANTES AOS NAMORIDOS

Se você é deste século, já sabe que há duas tribos que definem o que é um relacionamento moderno.
Uma é a tribo dos ficantes. O ficante é o cara que te namora por duas horas numa festa, se não tiver se inscrito no campeonato “Quem pega mais numa única noite”, quando então ele será seu ficante por bem menos tempo — dois minutos — e irá à procura de outra para bater o próprio recorde. É natural que garotos e garotas queiram conhecer pessoas, ter uma história, um romance, uma ficada, duas ficadas, três ficadas, quatro ficadas... Esquece, não acho natural coisa nenhuma. Considero um desperdício de energia.
Pegar sete caras. Pegar nove “mina”. A gente está falando de quê, de catadores de lixo? Pegar, pega-se uma caneta, um táxi, uma gripe. Não pessoas. Pegue-e-leve, pegue-e-largue, pegueeuse, pegue-e-chute, pegue-e-conte-para-os-amigos.
Pegar, cá pra nós, é um verbo meio cafajeste. Em vez de pegar, poderíamos adotar algum outro verbo menos frio. Porque, quando duas bocas se unem, nada é assim tão frio, na maioria das vezes esse “não estou nem aí” é jogo de cena. Vão todos para a balada fingindo que deixaram o coração em casa, mas deixaram nada. Deixaram a personalidade em casa, isso sim.
No entanto, quem pode contra o avanço (???) dos costumes e contra a vulgarização do vocabulário? Falando nisso, a segunda tribo a que me referia é a dos namoridos, a palavra mais medonha que já inventaram. Trata-se de um homem híbrido, transgênico.
Em tese, ele vale mais do que um namorado e menos que um marido. Assim que a relação começa, juntam-se os trapos e parte-se para um casamento informal, sem papel passado, sem compromisso de estabilidade, sem planos de uma velhice compartilhada — namoridos não foram escolhidos para serem parceiros de artrite, reumatismo e pressão alta, era só o que faltava.
Pois então. A idéia é boa e prática. Só que o índice de príncipes e princesas virando sapo é alta, não se evita o tédio conjugal (comum a qualquer tipo de acasalamento sob o mesmo teto) e pula-se uma etapa quentíssima, a melhor que há.
Trata-se do namoro, alguns já ouviram falar. É quando cada um mora na sua casa e tem rotinas distintas e poucos horários para se encontrar, e esse pouco ganha a importância de uma celebração.
Namoro é quando não se tem certeza absoluta de nada, a cada dia um segredo é revelado, brotam informações novas de onde menos se espera. De manhã, um silêncio inquietante. À tarde, um mal-entendido. À noite, um torpedo reconciliador e uma declaração de amor.
Namoro é teste, é amostra, é ensaio, e por isso a dedicação é intensa, a sedução é ininterrupta, os minutos são contados, os meses são comemorados, a vontade de surpreender não cessa — e é a única relação que dá o devido espaço para a saudade, que é fermento e afrodisíaco. Depois de passar os dias se vendo só de vez em quando, viajar para um fim de semana juntos vira o céu na Terra: nunca uma sexta-feira nasce tão aguardada, nunca uma segunda-feira é enfrentada com tanta leveza.
Namoro é como o disco “Sgt. Peppers”, dos Beatles: parece antigo e, no entanto, não há nada mais novo e revolucionário. O poeta Carlos Drummond de Andrade também é de outro tempo e é para sempre. É ele quem encerra esta crônica, dando-nos uma ordem para a vida: “Cumpra sua obrigação de namorar, sob pena de viver apenas na aparência. De ser o seu cadáver itinerante".
Martha Medeiros

sábado, 3 de setembro de 2011

APRESENTAÇÃO SEN-SA-CIO-NAL DE PATINS

Aí, quando eu crescer e fizer metade do que essa boyzinha faz com os patins, eu tomo coragem pra descer uma minipolonesa.
De patins.
Sem chorar.
“Ficar sem algumas das coisas que você quer é parte indispensável da felicidade.”
Bertrand Russell

terça-feira, 30 de agosto de 2011

"Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a fazer grandes escolhas na vida. Porque quase tudo - todas as expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar  - essas coisas simplesmente somem diante da face da morte, deixando apenas o que é verdadeiramente importante. Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há nenhuma razão para não seguir seu coração. Continue com fome. Continue tolo."
Steve Jobs em discurso de formatura na Stanford University, junho de 2005.

STEVE JOBS É O CARA!

A frente da Apple ele revolucionou a indústria de microinformática, música, entretenimento, telefonia, computadores portáteis e aplicativos móveis entre outras.
A frente da Pixar, ele revolucionou a indústria do cinema. Steve Jobs comprou a Pixar quando ela era apenas um pequeno estúdio de criação gráfica, e transformou os caras no melhor estúdio de animação gráfica da história do cinema. Alguns anos depois a Disney comprou a Pixar, e o Steve Jobs se transformou no maior acionista individual da Disney Corporation.
Steve Jobs é DONO da Disney! Ele tem mais ações da Disney que os herdeiros do Walt Disney.
Mas voltando a Apple, nenhuma outra empresa transformou tantas indústrias diferentes em tão pouco tempo como a Apple fez.
Em 1997, quando Steve Jobs retornou a Apple, a empresa estava falida. Quebrada. Em apenas 10 anos, ele transformou a Apple em uma empresa de 100 bilhões de dólares de faturamento anual, e colocou 70 bilhões de lucro no caixa da empresa. Hoje a Apple tem mais dinheiro em caixa do que o próprio governo dos EUA.
Steve Jobs é o cara!
"Você pode encarar um erro como uma besteira a ser esquecida, ou como um resultado que aponta uma nova direção".
Steve Jobs

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

FELIZ ANIVERSÁRIO, JIU!

Em cada momento, um ato.
Em cada ato, um pensamento.
Em cada pensamento, uma saudade.
Em cada saudade, uma história.
Em cada história, uma aventura.
Em cada aventura, uma lembrança de você.
Em cada dia, um livro.
Em cada livro, um porquê.
Em cada porque, uma resposta.
Em cada resposta, uma vida.
Em cada vida, um saber.
Em cada saber, uma certeza.
Em cada uma, a certeza de que você é o melhor amigo que eu poderia ter!
PARABÉNS!!!

domingo, 21 de agosto de 2011

“Errar é humano, tropeçar é comum. Ser capaz de rir de si mesmo é maturidade.”
William Arthur Ward

QUANDO O ASSUNTO É BLOG...

Linda homenagem do www.nerdice.com a vários blogs que são uma sucessão de sucessos!

ESSA SABE DAS COISAS

Almoçando com a família, minha prima, de 9 anos, me pede:
- Coloca sobremesa pra mim?
- Qual a palavra mágica?
- CHOCOLATEEEEE!
:-/

domingo, 31 de julho de 2011

VIDEOGAMES X TRÂNSITO

Minha professora da auto-escola diria que eu não sou um motorista defensivo.
Videogames me tornaram inapto para o trânsito. Pelo menos para o trânsito atual.
Alguém bate no carro do outro, ninguém consegue ver o dano, mas é possível ver um descasque leve da tinta, dependendo da posição da luz. Isso já é motivo para sair do carro, parar o trânsito, discutir por horas, entrar em contato com o seguro, periciar o veículo, perder dia de trabalho.
Ah, véi, se baterem no meu carro e arrancarem o porta-mala, eu vou sair, olhar e dizer "Opa, ainda anda".
É assim que videogames funcionam. Você bate o carro e vai batendo até o life acabar. Arranhão não é motivo pra parar, ainda dá pra completar a fase.
Se você joga GTA e o carro da frente não anda, você acelera e vai empurrando o outro carro pra ele sair do caminho. Se o cara sair pra discutir, você atropela.
A vida real é tão superficial. É uma questão de desprendimento: as pessoas não deviam ficar querendo a perfeição nos seus carros. Qualquer coisa é motivo pra escarcéu. Um arranhão, um retrovisor quebrado, um farol estilhaçado, escapamento vazando.
Se tocarem no parachoque do seu carro, sem stress. Passe a chave no carro do cretino e complete a missão.

terça-feira, 26 de julho de 2011

VOLTEI

Tô bem sumida daqui.
Por favor, não me julguem.

A HORA DO CAFÉ

Daí que a novidade no meu trabalho é uma máquina de café hiper ultra power moderna, que usa grãos artesanais e produz café de vários tipos e capuccinos e zzzzzzzzzzzzzzzz. E daí que o lugar onde ela fica - que é do lado da minha mesa, beijos - virou o point da alegria e descontração dos coleguinhas.
Eis que eu estava voltando da lanchonete de uma reunião e dois senhores tomavam seus cafés feitos com grãos artesanais. Simpática que sou, falei "oi" e continuei andando, quando um deles me chama:
- Vem tomar um café com a gente!
- Er... não, obrigada. Não sou muito fã de café.
- Ah, não? E de que você gosta?
- De cerveja... de vodca... vinho... bebidas alcoólicas em geral.
- ...

SEMPRE

‎''Haverá sempre 1 data, 1 palavra, 1 olhar, 1 filme, 1 música, 1 ponto, 1 sorriso, 1 motivo que me fará lembrar de você.''

BOM DIA PRA VOCÊ QUE...

E quando você acorda não se sentindo um ser humano?
Bom dia pra vc.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

FOFINHA ESSA MÚSICA


Manu Gavassi, guarde esse nome.

UMA CARTA DE DESAMOR

Me desculpe por ter tomado a iniciativa. Me desculpe por ter escrito. Me desculpe por ter ligado. Me desculpe por eu ter voz.
Me desculpe por ter dito sim. Me desculpe por ter gemido. Me desculpe por ter gozado. Me desculpe por eu ter voz.
Me desculpe pelos machucados que sua ex deixou em você. Me desculpe por eu ter vindo logo atrás dela. Me desculpe por querer entender seu silêncio. Me desculpe por eu ter voz.
Me desculpe por eu não ter usado máscara. Me desculpe por desejar alguma intensidade. Me desculpe por desejar. Me desculpe por eu ter voz.
Me desculpe pelo que foi ruim. Me desculpe pelo que foi bom. Me desculpe pelo atrevimento de supor que eu merecia o que de bom aconteceu. Me desculpe por eu ter voz.
Me desculpe por eu ter tirado a roupa. Me desculpe por eu ter mostrado meu corpo. Me desculpe por eu ter gostado de mostrar meu corpo. Me desculpe por eu ter voz.
Me desculpe por eu ter escrito coisas lindas para você. Me desculpe por você não ter entendido um terço do que eu escrevi. Me desculpe por você ter me achado ousada demais. Me desculpe por eu ter voz.
Me desculpe por, em algum momento, eu ter te amado. Me desculpe por, em algum momento, eu ter te achado bonito. Me desculpe por, em algum momento, eu ter me achado bonita. Me desculpe por eu ter voz.
Me desculpe pelos seus erros de português. Me desculpe pelos erros de português da sua nova namorada. Me desculpe pela sua nova namorada achar margarida uma flor pobre. Me desculpe por eu ter voz.
Me desculpe por você torcer para o Palmeiras. Me desculpe se uma barata entrar na sua cozinha algum dia. Me desculpe pelos 130 km de congestionamento em São Paulo agora. Me desculpe por eu ter voz.
Mas, sobretudo, me desculpe por pedir essas ridículas, inúteis e dolorosas desculpas. Que, naturalmente, não são para você, afinal, porcos não reconhecem pérolas.
Stella Florence, agora em entrevista na Rádio Transamérica.