domingo, 21 de março de 2010

VISITE O RECIFE ANTES QUE DESAPAREÇA

Foi um choque. Numa das principais praças de Copenhague, no centro de uma exposição dedicada a 100 lugares par a serem visitados antes que desapareçam, um painel com o Recife e uma foto da praia de Boa viagem! 
Na praça, agora coberta de neve, as pessoas fazem fila e tiram foto dessa exposição realizada por uma ong dinamarquesa com base nos relatos do IPCC, o painel técnico da ONU sobre mudanças climáticas, que conta com mais de 2.500 cientistas.
Pergunto a um dos organizadores o porquê da escolha do Recife como um dos 100 lugares no mundo a se visitar antes que desapareça, fruto das mudanças climáticas. Ele me responde singelamente que a escolha deriva de dois fatos. Os relatórios técnicos do IPCC sobre os riscos para cidades costeiras, e a situação particularmente crítica do Recife. E, em segundo lugar, a importância, história e população da nossa capital.
Converso mais um pouco com ele, compro o álbum de fotos para mostrar ai no Recife quando chegar e saio da tenda armada no meio da praça de volta à neve e ao frio intenso.
Incrédulo, volto ao painel no meio da neve e o fotografo. Acho um absurdo, mas está lá. Somos o número 18 entre 100 localidades que, dizem eles, devem desaparecer. Releio o texto em inglês abaixo da grande foto de Boa Viagem. Ele fala um pouco das nossas origens, história, cultura. E destaca que tivemos a primeira sinagoga das américas, durante o período nassoviano.
Sinceramente, não creio que iremos desaparecer. Me recuso a crer, acreditar. Mas, que aquilo ali no meio da praça é um sinal, um alerta, sem sombra de dúvida que sim. independentemente de qualquer coisa mais. Nós estamos na mira. Enquanto o mundo começa a nos encarar como uma espécie de Jurassic Park, não vemos o mundo. Melhor, nós estamos cegos para o mundo, para as mudanças que virão, que já não são uma possibilidade, mas uma realidade presente.
Raul Jungmann é Deputado Federal - (PPS-PE)
“O segredo da felicidade está na liberdade e o segredo da liberdade está na coragem.”
Tucídides

sábado, 20 de março de 2010

MEU FLASHMOB FAVORITO

PENSAR É TRANSGREDIR

Não lembro em que momento percebi que viver deveria ser uma permanente reinvenção de nós mesmos — para não morrermos soterrados na poeira da banalidade embora pareça que ainda estamos vivos.
Mas compreendi, num lampejo: então é isso, então é assim. Apesar dos medos, convém não ser demais fútil nem demais acomodada. Algumas vezes é preciso pegar o touro pelos chifres, mergulhar para depois ver o que acontece: porque a vida não tem de ser sorvida como uma taça que se esvazia, mas como o jarro que se renova a cada gole bebido.
Para reinventar-se é preciso pensar: isso aprendi muito cedo.
Apalpar, no nevoeiro de quem somos, algo que pareça uma essência: isso, mais ou menos, sou eu. Isso é o que eu queria ser, acredito ser, quero me tornar ou já fui. Muita inquietação por baixo das águas do cotidiano. Mais cômodo seria ficar com o travesseiro sobre a cabeça e adotar o lema reconfortante: "Parar pra pensar, nem pensar!"
O problema é que quando menos se espera ele chega, o sorrateiro pensamento que nos faz parar. Pode ser no meio do shopping, no trânsito, na frente da tevê ou do computador. Simplesmente escovando os dentes. Ou na hora da droga, do sexo sem afeto, do desafeto, do rancor, da lamúria, da hesitação e da resignação.
Sem ter programado, a gente pára pra pensar.
Pode ser um susto: como espiar de um berçário confortável para um corredor com mil possibilidades. Cada porta, uma escolha. Muitas vão se abrir para um nada ou para algum absurdo. Outras, para um jardim de promessas. Alguma, para a noite além da cerca. Hora de tirar os disfarces, aposentar as máscaras e reavaliar: reavaliar-se.
Pensar pede audácia, pois refletir é transgredir a ordem do superficial que nos pressiona tanto.
Somos demasiado frívolos: buscamos o atordoamento das mil distrações, corremos de um lado a outro achando que somos grandes cumpridores de tarefas. Quando o primeiro dever seria de vez em quando parar e analisar: quem a gente é, o que fazemos com a nossa vida, o tempo, os amores. E com as obrigações também, é claro, pois não temos sempre cinco anos de idade, quando a prioridade absoluta é dormir abraçado no urso de pelúcia e prosseguir, no sono, o sonho que afinal nessa idade ainda é a vida.
Mas pensar não é apenas a ameaça de enfrentar a alma no espelho: é sair para as varandas de si mesmo e olhar em torno, e quem sabe finalmente respirar.
Compreender: somos inquilinos de algo bem maior do que o nosso pequeno segredo individual. É o poderoso ciclo da existência. Nele todos os desastres e toda a beleza têm significado como fases de um processo.
Se nos escondermos num canto escuro abafando nossos questionamentos, não escutaremos o rumor do vento nas árvores do mundo. Nem compreenderemos que o prato das inevitáveis perdas pode pesar menos do que o dos possíveis ganhos.
Os ganhos ou os danos dependem da perspectiva e possibilidades de quem vai tecendo a sua história. O mundo em si não tem sentido sem o nosso olhar que lhe atribui identidade, sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem.
Viver, como talvez morrer, é recriar-se: a vida não está aí apenas para ser suportada nem vivida, mas elaborada. Eventualmente reprogramada. Conscientemente executada. Muitas vezes, ousada.
Parece fácil: "escrever a respeito das coisas é fácil", já me disseram. Eu sei. Mas não é preciso realizar nada de espetacular, nem desejar nada excepcional. Não é preciso nem mesmo ser brilhante, importante, admirado.
Para viver de verdade, pensando e repensando a existência, para que ela valha a pena, é preciso ser amado; e amar; e amar-se. Ter esperança; qualquer esperança.
Questionar o que nos é imposto, sem rebeldias insensatas mas sem demasiada sensatez. Saborear o bom, mas aqui e ali enfrentar o ruim. Suportar sem se submeter, aceitar sem se humilhar, entregar-se sem renunciar a si mesmo e à possível dignidade.
Sonhar, porque se desistimos disso apaga-se a última claridade e nada mais valerá a pena. Escapar, na liberdade do pensamento, desse espírito de manada que trabalha obstinadamente para nos enquadrar, seja lá no que for.
E que o mínimo que a gente faça seja, a cada momento, o melhor que afinal se conseguiu fazer.
Lya Luft
“Quem não sente a ânsia de ser mais não chegará a ser nada.”
Miguel de Unamuno

quinta-feira, 18 de março de 2010

EPICTETO REFLETE SOBRE O ENCONTRO

Epicteto, que viveu entre 55 e 135, nasceu escravo e se tornou um dos grandes filósofos de Roma. Foi expulso da cidade no ano 94, junto com os outros filósofos, e no exílio criou uma maneira de ensinar a seus discípulos. A seguir, um trecho de sua Arte de viver:
Duas coisas podem acontecer quando nos encontramos com alguém: ou nos tornamos amigos, ou tentamos convencer essa pessoa a aceitar nossas convicções. O mesmo acontece quando a brasa encontra um outro pedaço de carvão: ou compartilha seu fogo com ele, ou é sufocada por seu tamanho e termina se extinguindo.
Como, em geral, ficamos inseguros num primeiro contato, tentamos a indiferença, a arrogância, ou a excessiva humildade. O resultado é que deixamos de ser quem somos, e as coisas passam a se dirigir para um estranho mundo que não nos pertence.
Para evitar que isso aconteça, permita que seus bons sentimentos sejam logo notados. A arrogância muitas vezes é uma máscara banal da covardia, mas termina impedindo que coisas importantes floresçam em sua vida.
Paulo Coelho no livro "Histórias para pais, filhos e netos"

A MULHER PERFEITA

Certa tarde, conta uma antiga história sufi, Nasrudin tomava chá e conversava com um amigo sobre a vida e o amor.
“Por que você nunca se casou, Nasrudin?”, perguntou o amigo.
“Bem”, respondeu, Nasrudin, “para dizer a verdade, passei toda a minha juventude a procurar a mulher perfeita. No Cairo conheci uma moça linda e inteligente, com olhos que pareciam olivas pretas, mas ela não era muito cortês. Depois, em Bagdá, conheci uma mulher de alma generosa e amiga, mas não tínhamos muitos interesses em comum. Muitas mulheres passaram pela minha vida, mas em cada uma delas faltava alguma coisa, ou alguma coisa estava demais.
Então, um dia, eu a conheci. Era linda, inteligente, generosa e bem-educada. Tínhamos tudo em comum. Na verdade, ela era perfeita”.
“E então”, replicou o amigo de Nasrudin, “o que aconteceu? Por que você não se casou com ela?”
Pensativo, Nasrudin sorveu mais um gole de chá e concluiu: “Infelizmente, parece que ela estava a procura do homem perfeito.”
Autor desconhecido
“Tudo o que aumenta a liberdade aumenta a responsabilidade.”
Victor Hugo

domingo, 14 de março de 2010

MUNDO MARICAS

PARA JIU

Vôa minha ave
Vôa sem parar
Viaja prá longe
Te encontrarei
Em algum lugar...

Permaneço em ti
Como sempre foi
Mais perfeito e mais fiel
Mesmo sozinho sei
Que estás perto de mim
Quando triste olho pro céu...

Quando eu te vi
O sonho aconteceu
Quando eu te vi
Meu mundo amanheceu...

Mas você partiu sem mim
E sei que estás
Em algum jardim
Entre as flores...

Anjo!
Meu tão amado anjo
Bem sei que estás
E eu do brando sono
Hei de acordar
Para os teus olhos
Ver uma vez mais...

Mais
O verdadeiro amor espera
Uma vez mais


Ivo Pessoa - Uma vez mais
"Mas é preciso ter manha, é preciso ter graça, é preciso ter sonho sempre...".
Milton Nascimento / Fernando Brant

sexta-feira, 12 de março de 2010

VENTINHO ARTILHEIRO

Ninguém contava com o artilheiro Ventania, o 12º jogador do time laranja.



Bobagento

EM MEMÓRIA DE JOSÉ MINDLIN

Ainda não vi o filme Preciosa, que concorre ao Oscar, mas li o livro e só não o hiperfestejo porque implico um pouco com textos escritos propositadamente errados – narrado na primeira pessoa, a personagem é analfabeta e é “nóis fumo” e “tô lavando os prato” da primeira à última página, mas entendo que sem esse naturalismo o relato soaria inverossímil e a reação à leitura não teria o mesmo impacto. Preciosa dói. E, quando o livro acaba, a gente mais uma vez se conscientiza de que não precisaria doer.
Educação segue sendo a melhor terapia para a saúde mental de uma pessoa. A personagem do livro engravidou do próprio pai aos 12 anos, é abusada também pela mãe e aos 16 está grávida de novo, do pai de novo. Só o que conhece da vida é isso: abuso e violência. Nunca ouviu uma única palavra doce em sua brutal adolescência. É feia, gorda, pobre, negra e sem estudo. Um personagem como os que existem às pencas no Brasil, ainda que Clareece Precious Jones, a Preciosa, seja americana – o que não torna sua desgraça menor.
Pra cada um de nós foi designado um anjo. Cabe a nós reconhecê-lo e permitir que ele nos ajude. O anjo de muitos brasileiros foi José Mindlin, um devoto dos livros e incentivador da cultura que faleceu domingo passado aos 95 anos. O anjo de Precious foi uma professora sem medo de desafios. O livro não acaba com Precious ganhando o prêmio Nobel de Literatura, mas mostra a porta, a única porta, pela qual todos devem passar caso queiram ser alguém.
O tocante da história é ver uma menina começar a ter acesso a algo absolutamente mágico: a união de duas letras, três letras, quatro letras, e isso se transformar numa palavra, e essa palavra dar sentido ao que ela não sabia até então como identificar. E então perceber os direitos que lhe roubaram na infância e desejar voltar no tempo pra experimentar a vida como ela deveria ter sido. Só que ninguém pode voltar para onde nunca esteve. Ela terá que carregar para sempre o massacre que sofreu por ter dois brutamontes ignorantes como pais e tentar transformar essa chance de crescer, que está recebendo, em um futuro minimamente decente. É possível?
Se através da autovalorização não for possível, então de nenhum outro jeito será.
Imagino o desespero de alguém que deseja retornar ao ponto de partida, recriar suas experiências, vivenciar o que lhe foi sonegado, mas que não pode. Porém, um dia a gente acorda, os livros nos acordam, um anjo nos acorda, e somos avisados: não adianta mais olhar para trás. É ir em frente ou nada.
Tem um monte de gente preciosa por aí que a gente não enxerga, que não recebe de nós um incentivo. O prólogo do livro traz uma frase que diz: Toda folha de grama tem seu anjo que se curva sobre ela e sussurra: “Cresce, cresce”. Tivemos a sorte de nascer em famílias que nos ofereceram uma certa estrutura, que nos possibilitaram estudar e crescer – já nascemos arbustos. Poderíamos retribuir sendo, para as folhas de grama, o anjo que sussurra.
Martha Medeiros, publicado no Zero Hora/RS em 03/03/2010
"Não alimente esperança do que não poderá ser esperado."
Pitágoras

quinta-feira, 11 de março de 2010

PARA SE ROUBAR UM CORAÇÃO

Para se roubar um coração, é preciso que seja com muita habilidade, tem que ser vagarosamente, disfarçadamente, não se chega com ímpeto, não se alcança o coração de alguém com pressa.
Tem que se aproximar com meias palavras, suavemente, apoderar-se dele aos poucos, com cuidado.
Não se pode deixar que percebam que ele será roubado, na verdade, teremos que furtá-lo, docemente.
Conquistar um coração de verdade dá trabalho, requer paciência, é como se fosse tecer uma colcha de retalhos, aplicar uma renda em um vestido, tratar de um jardim, cuidar de uma criança.
É necessário que seja com destreza, com vontade, com encanto, carinho e sinceridade.
Para se conquistar um coração definitivamente tem que ter garra e esperteza, mas não falo dessa esperteza que todos conhecem, falo da esperteza de sentimentos, daquela que existe guardada na alma em todos os momentos.
Quando se deseja realmente conquistar um coração, é preciso que antes já tenhamos conseguido conquistar o nosso, é preciso que ele já tenha sido explorado nos mínimos detalhes, que já se tenha conseguido conhecer cada cantinho, entender cada espaço preenchido e aceitar cada espaço vago.
...E então, quando finalmente esse coração for conquistado, quando tivermos nos apoderado dele, vai existir uma parte de alguém que seguirá conosco.
Uma metade de alguém que será guiada por nós e o nosso coração passará a bater por conta desse outro coração.
Eles sofrerão altos e baixos sim, mas com certeza haverá instantes, milhares de instantes de alegria.
Baterá descompassado muitas vezes e sabe por quê?
Faltará a metade dele que ainda não está junto de nós.
Até que um dia, cansado de estar dividido ao meio, esse coração chamará a sua outra parte e alguém por vontade própria, sem que precisemos roubá-la ou furtá-la nos entregará a metade que faltava.
... E é assim que se rouba um coração. Fácil, não?
Pois é, nós só precisaremos roubar uma metade, a outra virá na nossa mão e ficará detectado um roubo então!
E é só por isso que encontramos tantas pessoas pela vida a fora que dizem que nunca mais conseguiram amar alguém... É simples... É porque elas não possuem mais coração, eles foram roubados, arrancados do seu peito, e somente com um grande amor ela terá um novo coração, afinal de contas, corações são para serem divididos, e com certeza, esse grande amor repartirá o dele com você.
Luis Fernando Veríssimo

SILÊNCIO

O silêncio é a semente de todos os poderes. Quando você está livre de pensamentos negativos e inúteis, sua mente fica em silêncio e entra em contato com as qualidades mais puras da alma. No silêncio você se aproxima de Deus e é capaz de ouvi-lo. No silêncio você entra em harmonia com você mesmo, com os outros e com a matéria. Lembre-se que o poder do silêncio facilita decisões e ajuda a ultrapassar todos os problemas, facilmente.
Brahma Kumaris
“Enquanto adiamos as coisas, a vida passa.”
Sêneca

terça-feira, 9 de março de 2010

O RISCO DA BEBEDEIRA

GRANDES SEGREDOS DA HUMANIDADE

A boneca Barbie foi inspirada numa personagem erótica.
Os museus do mundo estão cheios de falsificações.
A CIA comete cerca de 100 mil crimes por ano.
Guimbas de cigarro são o lixo mais comum do mundo.
Testes de DNA não são infalíveis.
Descendentes de Hitler estão vivos em Nova York.
Os fetos se masturbam.
A heroína foi criada por uma indústria de remédios.
Gandhi impediu a cura da mulher dele.
Zumbi pode ter tido escravos.
Os EUA quase destruiram Inglaterra com bombas atômicas.
Cientistas estão recriando o vírus mais mortal da história (o vírus da gripe e por coincidência era para combater uma gripe semelhante à do porco).
Os políticos brasileiros são os mais caros do mundo.
Freud não curou nenhum paciente.
O código para ativar mísseis era 00000000.
Carros elétricos já existiam no século 19.
Já foram feitos transplantes de cabeças em macacos.
Já nasceram humanos modificados geneticamente.
A terceira guerra mundial quase começou em 1995.
Café com leite não é uma mistura nutritiva.
Aristóteles atrasou a ciência em quase 2 mil anos.
Os Estados Unidos incentivaram o cultivo de cannabis sativa durante a segunda guerra.
O trabalho mata mais gente do que as guerras.
Existem pelo menos duas bombas atômicas perdidas no mundo.
Agora se é verdade ou não, só eles sabem.
Super Wallace
"Amanhã será um lindo dia, da mais louca alegria que se possa imaginar. Amanhã, redobrada a força pra cima, que não cessa, há de vingar".
Guilherme Arantes

sábado, 6 de março de 2010

sexta-feira, 5 de março de 2010

DEUS NÃO VAI PERGUNTAR...

Deus não vai perguntar que tipo de carro você costumava dirigir, mas vai perguntar quantas pessoas que necessitavam de ajuda você transportou.
Deus não vai perguntar qual o tamanho da sua casa, mas vai perguntar quantas pessoas você abrigou nela.
Deus não vai fazer perguntas sobre as roupas do seu armário, mas vai perguntar quantas pessoas você ajudou a vestir.
Deus não vai perguntar o montante de seus bens materiais, mas vai perguntar em que medida eles ditaram sua vida.
Deus não vai perguntar qual foi o seu maior salário, mas vai perguntar se você comprometeu o seu caráter para obtê-lo.
Deus não vai perguntar quantas promoções você recebeu, mas vai perguntar de que forma você promoveu outros.
Deus não vai perguntar qual foi o título do cargo que você ocupava, mas vai perguntar se você desempenhou o seu trabalho com o melhor de suas habilidades.
Deus não vai perguntar quantos amigos você teve, mas vai perguntar para quantas pessoas você foi amigo.
Deus não vai perguntar o que você fez para proteger seus direitos, mas vai perguntar o que você fez para garantir os direitos dos outros.
Deus não vai perguntar em que bairro você morou, mas vai perguntar como você tratou seus vizinhos.
E eu me pergunto: que tipo de respostas terei para dar?
Você quer ser feliz por um instante? Vingue-se.
Você quer ser feliz para sempre? Perdoe!
Anônimo
“Viver é como andar de bicicleta: É preciso estar em constante movimento para manter o equilíbrio”.
Albert Einstein

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

TRAJE A RIGOR


Kibeloco

MUDANÇAS

Estamos sempre mudando, nada é exatamente
igual ao que foi a um segundo atrás.
Estamos sempre partindo
e sempre chegando em algum lugar.

Nossa vida é uma estrada,
que pode ser longa ou curta
não sabemos onde tem curvas
e nem tão pouco onde vamos chegar.

Olhar atrás, ver o que ficou
às vezes nos custa uma lágrima,
um aperto no coração, da mesma forma
que olhamos pra frente e sabemos
que temos que seguir sem saber
o que vamos encontrar.

Nossa jornada não tem fim
e quando pensamos que terminou
ela apenas parou para tomarmos fôlego
e continuar aqui ou em outra dimensão.
Estamos sempre lutando por novas conquistas,
sempre conhecendo pessoas
que são muito diferentes umas das outras.

As pessoas que entram em nossas vidas,
não entram por simples coincidência.
Muitas nada acrescentam,
outras nos magoam e nos fazem sofrer,
mas tem aquelas que nunca queremos esquecer.

É como o sol em dias de chuva
que nem precisa aparecer,
pois sabemos que ele existe
e onde podemos encontrá-lo.
Assim são os verdadeiros amigos,
sabemos que com eles sempre poderemos contar.

Desejamos sempre tê-los ao nosso lado,
nos trazem felicidades e alegrias.
Mas acredite, essas pessoas que não nos agradam
também tem seu devido valor,
pois são elas que nos impulsionam
para que possamos buscar novos horizontes
e quando partimos aí somos reconhecidos,
e sentem nossa falta.

O importante em nossa vida, é nunca esquecer
de todas as pessoas que por nós passaram,
porque por um motivo ou por outro
fizeram parte de nossos dias...

Edson L. Nascimento
"Vou sair pra ver o céu, vou me perder entre as estrelas, ver da onde nasce o sol, como se guiam os cometas pelo espaço e os meus passos nunca mais serão iguais".
Herbert Vianna

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

RETRATO COM CHEETOS

Um artista de uma escola especializada em fazer arte usando matérias-primas incomuns apresentou um retrato feito inteiramente com salgadinhos de queijo. Mais de 50 pacotes, ou 2 mil salgadinhos, foram usados para criar o rosto do comediante americano Conan O’Brien. Te cuida, Vik Muniz. O vídeo com a proeza teve 80 mil acessos.


PARA JIU

"Quero que você me dê o que tiver de bom pra dar, ficar junto de você é como ouvir o som do mar. Se você não vem me amar é maré cheia, amor. Ter você é ver o sol deitado na areia...".
Vander Lee

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

QUEDA DO MURO DE BERLIM

Na tarde do dia 9 de novembro de 1989 houve uma conferência de imprensa transmitida ao vivo na Alemanha Oriental onde um membro do Politburo(órgão executivo do Partido Comunista), Gunther Schabowksi, anunciava a decisão do Conselho de Ministros de abolir as restrições de viagens ao lado ocidental. Os cidadãos da Alemanha Oriental consideraram isso como uma ordem para atravessar ao lado ocidental, e foram em massa ao muro, a conseqüência foi a derrubada do muro, e a data entrou para a história mundial como o dia que o Muro de Berlim foi derrubado. Há 20 anos.
Para saber o que foi o Muro de Berlim, vamos a alguns números sobre ele:
- O 1º obstáculo era um muro de 3m;
- A 2ª barreira era uma grade de 2 m de altura com alarme;
- Ainda tinha um tapete de pregos de 14 cm de comprimento cada;
- Aí sim se chegava aos 43,7 km de muro com 4,2m de altura e 110 km de cerca isolando a parte oriental (comunista) da ocidental (capitalista);
- Para atravessar o Muro tinha que passar por uma faixa de segurança, chamada de Zona da Morte, com comprimento de 100m, vigiada em 186 torres de controle por 11.500 guardas e 992 cães de guarda.
O Muro de Berlim representava a separação mundial existente na época da Guerra Fria, na disputa entre Comunismo, comandada pela União Soviética (extinta em1991) e o Capitalismo, comandado pelos Estados Unidos. Era o mesmo povo (alemão), no mesmo país (Alemanha) e dividido em duas diferentes correntes econômicas, a comunista e a capitalista. Cada lado mostrava os números favoráveis ao seu sucesso, e como não havia controle sobre as informações que eram divulgadas, não se poderiam saber quem dos dois estava com a razão, se o lado comunista ou o capitalista.
O jornalista alemão Armin Fuhrer reuniu os principais mitos sobre o que era divulgado na época da Guerra Fria sobre Berlim Oriental. Um deles estava na igualdade existente entre homens e mulheres, e a realidade era que a taxa de natalidade no período caiu 35%, já que as mulheres eram obrigadas, por lei, a conciliar trabalho e as tarefas domésticas, e os melhores empregos ficavam com os homens, por exemplo: apenas 5% dos professores universitários eram mulheres. Outro mito bastante divulgado era sobre a qualidade e o acesso de todos ao ensino, mas apenas 10% dos filhos de operários freqüentavam a faculdade, esse índice era de 20% entre os filhos dos operários de Berlim Ocidental.
Agora, 20 anos depois, quem foi o vencedor da Guerra Fria travada no Muro de Berlim?
O que aconteceu naquele 9 de novembro de 1989 com a Queda do Muro: mais de 20 mil alemães orientais foram para o lado ocidental, sinal que o lado ocidental era melhor. Só por este detalhe já poderíamos concluir que Berlim Ocidental teve mais sucesso que Berlim Oriental.
A liberdade foi o segredo do sucesso de Berlim Ocidental capitalista.
O controle de tudo e de todos pelo Politburo foi o responsável pelo fracasso de Berlim Oriental comunista.
A liberdade individual e o respeito a ela são fundamentais para o desenvolvimento humano, não importa a ideologia.

MIKE DO MOSQUEIRO



Bobagento
“Os loucos abrem caminhos que logo são seguidos pelos sábios”
Carlo Dossi

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

O EXORCISTA 2010

VELHO LOUCO ME ALERTA SOBRE OS PERIGOS DA VIDA

Eu estava muito bem nesse dia. Era um dia bonito, alguns diriam, pois tinha um sol bem forte e o céu estava limpo. Realmente era um ótimo dia para ficar no ar condicionado. Porém eu não tenho muita sorte na vida e nesse dia eu saí para tentar ajeitar a minha.
Pois bem, tentativa de ajeitar a vida foi arruinada e eu estava voltando para casa depois de uma longa caminhada debaixo daquele sol daquele lindo dia - eu já estava muito suado, fique sabendo. Pego o ônibus e chego no terminal onde eu teria de ficar esperando o outro ônibus para casa.
Como eu estava bastante cansado, procurei um canto naqueles velhos, enferrujados e grudentos bancos do terminal. É usual que o lugar logo ao lado do lixeiro estivesse vazio e também é usual eu sentar ali. Equipado com meu novo equipamento de mp3 eu fui lá e sentei ao lado do lixeiro repleto de abelhas à minha direita e, no meu lado esquerdo, um velho de camiseta de marinheiro e bigode torto.
Se não me engano eu estava ouvindo Los Hermanos. Não que isso tenha alguma importância crítica para o entendimento da história, só queria dizer.
Não sou do tipo que ouve música no último volume, pois eu gosto de poder ouvir alguém me chamando se for o caso. E por causa dessa característica eu percebi que o velho louco e de bigode branco e torto do meu lado estava gesticulando, falando e olhando pra mim. Fiz o que todo bom cidadão faria: fingi que não vi nada.
Por cerca de meia música essa atitude deu resultado. Porém o velho tinha uma meta naquela manhã e essa meta era conversar comigo. Ele me cutucou na coxa.
- Oi, que foi? - eu perguntei depois de tirar o fone esquerdo da orelha.
- Tá vendo isso aqui? - ele ma fala virando o cotovelo direito pro meu campo de visão. Nesse cotovelo tinha um pequeno corte já com o sangue coagulado para o qual ele apontava de maneira frenética. Obviamente era isso que ele queria mostrar. Provavelmente ele gostaria de iniciar uma daquelas épicas conversas sobre machucados. - Olha, pingou sangue na minha bermuda!
- Hm... que coisa... né? - botei meu fone no ouvido e dessa vez fiquei olhando na direção contrário de onde o velho estava sentado.
Consegui ouvir mais uma música até que...
- Moço - o velho me cutuca outra vez na coxa. Dessa vez eu nem tiro o fone.
- Oi, diga.
- Tá ouvindo o rádio? - dei boas risadas por dentro com essa pergunta.
- Sim. Rádio. - e novamente desviei meu olhar para longe do velho.
Não muitos segundos depois, outra cutucada. Dessa vez eu tirei o fone.
- Que?
- Moço, eu... Olha, eu vi na TV uma vez... É que isso aí, essas coisas aí na orelha... Isso não faz bem pra memória.
- Hm - foi aí que me "interessei" pela conversa.
- É... Dizem que isso aí suga a sua memória.
- É mesmo? Mas eu gosto mesmo assim.
Depois de alguns segundos de silêncio entre eu e ele olhando olho no olho, o velho retoma a conversa:
- Tem uns que gostam de fumar, você gosta do rádio. Eu sei, já fui jovem... Mas isso aí não faz nada bem pra memória. Fumar tudo bem... não vejo problemas.
Ok, se você quiser fumar, vá em frente, coloque a fumaça pra dentro e inicie seu câncer, seu mau hálito e seus dentes amarelos agora mesmo. Mas, meu amigo, NÃO COLOQUE ESSES FONES NO OUVIDO SE VOCÊ QUISER SE LEMBRAR O QUE COMEU NO ALMOÇO!
Botei o fone, troquei de música e aumentei o volume. Não foi o suficiente. De novo alguém cutucava minha coxa e, sim, era o velho.
- Oi, que foi?
- Moço, o terminal lá do centro é mais comprido que esse aqui, né?
“A maior de todas as maravilhas não é conquistar o mundo, mas dominar a si mesmo.”
Arthur Schopenhauer

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

A CULPA É DO DOCE

Um estudo da Universidade de Cardiff, na Grã-Bretanha, concluiu que o consumo diário de açúcar na infância pode levar à violência na vida adulta.
A pesquisa, publicada na edição de outubro do British Journal of Psychiatry, estudou 17.500 pessoas e descobriu que 69% dos pesquisados violentos aos 34 anos de idade consumiam doces quase todos os dias quando tinham 10 anos de idade, já entre os não violentos esse índice caía para 42%.
Outra matéria da revista Veja, sendo inclusive capa da revista semanal, discorre sobre os malefícios do açúcar ao organismo humano. O principal vilão nesse caso é o refrigerante, responsável pelo consumo líquido de açúcar pelo organismo e pelas altas calorias existentes. A comparação a seguir foi publicada nesta reportagem da Veja.
A culpa do comportamento violento de algumas pessoas não pode ser atribuída exclusivamente ao consumo de doces, nem culpar o refrigerante como responsável por diversas doenças causadas pelo excesso de açúcar.
O que temos que analisar sobre esses números é que tudo que é consumido em excesso pode fazer mal, o equilíbrio é a melhor medida. Vamos no dito popular: consuma com moderação.
“Tente não ser um homem de sucesso, e sim um homem de valores.”
Albert Einstein

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

formspring.me

Se você pudesse ter um papel principal em um filme, qual seria?

A de uma filhotinha em busca do pai.

Ask me anything

ASSIM DISSE ALMADINEJAD

O JOGO DA SEDUÇÃO, O QUANTO DEVE SER MOSTRADO


Cientistas da Universidade de Leeds, na Inglaterra, descobriram o número certo sobre o quanto a mulher deve mostrar do seu corpo para seduzir o público masculino.
As 4 cientistas responsáveis pelo estudo foram a uma das maiores boates da cidade e registraram o que as mulheres estavam usando e as vezes que eram abordadas.
O númeromágico é 40%. As mulheres que mostraram 40% de seu corpo foram 2 vezes mais abordadas que aquelas que estavam totalmente vestidas, e foram mais vezes abordadas até mesmo por que aquelas que deixaram mais partes do corpo à mostra.
Humm, e como é deixar 40% do corpo à mostra?
O estudo considerou que cada braço representa 10%, cada perna 15% e o torso 50% do corpo feminino.
40% significa deixar 2 pernas e 1 braço a mostra, ou ainda os 2 braços e as 2 pernas com meia soquete até o joelho.
E no Brasil, qual seria o número mágico?
A Inglaterra é um país com clima mais frio que o nosso, por isso é comum as pessoas, homens e mulheres, usarem mais roupas do que no Brasil, que tem o clima mais quente. Se a mesma pesquisa fosse feita por aqui acredito que o número ideal da sedução seria diferente. O que vocês acham?
"Tudo obedece ao dinheiro."
Horácio

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

25 MÚSICAS EM UMA

Mashup do DJ Earwom, que se especializou e notabilizou como o DJ Mashupper do You Tube. Ele juntou as 25 músicas mais ouvidas pelo ranking da revista Billboard numa única música!


GUERRA DAS SÉRIES

Quando o SBT passou a exibir Sobrenatural em horário nobre, e a ter respeitáveis resultados de audiência com a série, logo sugiram dois palpites: um morno, de que, contente com os números, Silvio Santos (famoso pela forma esquizofrênica com a qual trata a grade do SBT) consolidaria o horário para séries e, a mais animada, que outros canais não tardariam a seguir o exemplo, algo difícil, levando em conta como as televisões abertas vinham tratando os seriados nos últimos tempos.
(com destaque negativo para a Globo, e sua gafe dos spoilers da 5ª temporada de Lost, mesmo com Lost, 24 Horas e Prison Breake conseguindo uma audiência bem melhor que a do Jô).
Sinais de que a profecia se cumpriria apareceram com o anúncio da Band de que comprara o direito de exibição de séries de peso como Bones, Família Soprano, Band of Brothers e a badalada Modern Family. Enquanto isto, SBT sucede Sobrenatural com Gossip Girl.
A última, e essa uma bomba, vem da Record. Com a péssima audiência da sua Bela, a Feia (que não é tão engraçadamente tosca quanto sua original latina, nem tão divertida quanto a americana Ugly Betty) e os números não tão animadores de A Fazenda 2 (filho com problemas mentais da Casa dos Artistas com BBB), a rede busca reforços em CSI (Las Vegas, a primeira da franquia), a partir de seu primeiro episódio, já em 25 de janeiro de 2008.
Com a péssima qualidade, e audiência, da atual novela das sete, bem que a Globo podia apostar nesta idéia, não? Infelizmente, isto é impossível. Mesmo os poucos ótimos programas que a emissora produz são relegados à alta noite, ou madrugada. Às séries, não é relegado tratamento diferente.
Não é a primeira vez que as televisões abertas dão mais destaque aos enlatados americanos, mas, desta vez, há um fôlego há muito não visto. A Guerra das Séries só está começando, e, desta vez, quando as emissoras se digladiam pela preferência do telespectador, este sairá ganhando.
“O maior de todos os projetos é tomar uma decisão.”

Marquês de Vauvernagues

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

PRIMEIRA CAMPANHA PUBLICITÁRIA DE TODDY – 1958

Vídeo da primeira campanha publicitária de toddy lançada no ano de 1958. O imigrante espanhol Pedro Santiago, que trabalhava nas lavouras de cacau de Porto Rico, criou em 1930 o achocolatado em pó Toddy. Ele desenvolveu um produto com as características de duas bebidas: a escocesa Toddy, à base de mel, creme de leite, gema de ovo e uísque; e a caribenha Rum Toddy, feita com melaço de cana, rum e cacau. O Brasil foi o quarto país do mundo a receber o produto: em 15 de março de 1933 Pedro Santiago recebeu a permissão do governo de Getúlio Vargas para comercializar o Toddy. A lata de aço que acondicionava o achocolatado aparecia nos anúncios da época, que destacavam o apelo à saúde.

FAÇA BIKINI NÃO FAÇA GUERRA

Eu não li, mas um amigo meu leu e disse que é ou são muito(s) bom(ns) o(s) texto(s) onde Jung fala sobre coincidências. Segundo o meu amigo, nada mais é do que a forma que você encara e armazena a informação. Coincidentemente, ele me disse isso em uma semana que eu pesquisava coincidências, induzidas ou não, jungnianamente aceitas ou não.
Então, velho Jung, chupa essa:
Bikini antes de ser uma peça de roupa que fica muito bem nas brasileiras, era o nome de um atol no Pacífico. Elas só entraram no mapa quando o governo americano as transformou em campo de testes para seus artefatos nucleares - como podemos ver no vídeo abaixo, onde o coral é transformado em poeira radioativa:
Tais explosões tiraram a núvem de dúvida que se tinha nos anos 50 sobre a tecnologia das bombas, e ajudaram a desenhar como seria o horror de um conflito global nas feridas dos habitantes das ilhas. Mesmo evacuados com antecedência, a população de parte da Micronésia foi exposta a radiação em níveis elevados e todas as cracas que isso gera. A ilha principal do arquipélogo está inabitável para todo o sempre.
Por isso, a palavra Bikini virou sinônimo de guerra atômica.
Outro sinônimo para a mesma hecatombe que você já pode ter escutado por ai é DEFCON, sigla para Defense Readiness Condition. Como o nome quase diz, o termo é uma graduação do quão as defesas norte-americanas estão ameaçadas, e se estamos perto de uma Terceira Guerra Mundial.
O termo conta com um apêndice numérico que denota o grau de alerta. A contagem começa em DEFCON 5, usado em periodos de paz, e vai até o DEFCON 1, que jamais foi acionado.
O nível mais punk já assinalado foi DEFCON 2, durante a crise dos mísseis de Cuba. Até onde sei, o nível é decidido a acionado na Sala de Guerra do Pentágono, aquele puxadinho com computadores e mapas que sempre vemos em filmes de guerra (pausa para rir com Dr. Fantástico).
Inspirado no sistema americano, os britânicos também criaram seu alerta com códigos de Guerra. Não longe do conflito e perto da Russia, as forças armadas da raínha estabeleceram um sistema de graduação semelhante ao DEFCON, só que com 5 níveis coloridos. São eles, em ordem crescente de alerta: branco, preto, preto especial, ambar e vermelho.
Tinham tudo, cores, painéis e armas, só careciam de um nome. Então, em 1970 resolvem fazer um sorteio entre todos os substantivos da língua inglesa para escolher o nome do sistema. E o computador sorteou, entre os milhares de termos do dicionário, a palavra Bikini.
Resumidamente, o caminho da coincidência seria assim:
- Testes nucleares em Bikini nos anos 50.
- A palavra Bikini vira nome de uma roupa de banho, por ser explosivo e chocante.
- A palavra deixa de ser um nome próprio e vira substantivo.
- A palavra é sorteada para designar o estado de Guerra nuclear.
Apenas acaso e estatística, mas bom de contar.
“Se tivéssemos na juventude a sabedoria da velhice, não teríamos cometido os erros maravilhosos do passado.”
Alberto Tames

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

PARA JIU


A MELHOR HORA PARA O SEU CORPO

A escritora científica Jennifer Ackerman lançou nos Estados Unidos o livro Sex Sleep Eat Drink Dream (Sexo Dormir Comer Beber Sonhar), sobre a cronologia, que é a agenda do corpo humano, como o nosso corpo se comporta durante o dia.
Estudos nessa área mostram que se o corpo dependesse apenas da carga genética, o ciclo de fome e sono seria de 25 horas. Ou seja, os dias são curtos para o corpo fazer tudo que necessita, por isso estamos sempre atrasados ou com pressa, culpa desses dias de 24 horas.
Pela manhã, o nariz escorre mais, a pressão arterial é maior, os ataques cardíacos são mais freqüentes, a coagulação sanguínea é maior e o nível de testosterona nos homens atinge seu ápice às 8:00. Os jovens adultos se distraem mais facilmente, enquanto os adultos mais velhos estão mais concentrados. A manhã é mais propícia a exercícios físicos que exijam equilíbrio e equidade.
À tarde a qualidade do sêmen é melhor, a produção de espermatozóides é 35 milhões de vezes maior, a sensibilidade à dor nos dentes é menor e a temperatura do corpo atinge o seu ápice. Os jovens adultos se concentram mais, enquanto os adultos mais velhos são mais vulneráveis á distração.
No horário do happy-hour a cervejinha é bem vinda, o fígado é mais eficiente na desintoxicação do organismo entre 17 e 18 horas. A percepção da exaustão é menor, as juntas estão mais flexíveis e as vias aéreas mais abertas, é possível ter um ganho muscular até 20% maior do que de manhã para a prática de exercícios físicos.
De noite a resposta da pele à alergia é maior, e de madrugada as crises de asmas são mais fortes, porque as passagens bronquiais diminuem em 8% os seus diâmetros.
Crianças e idosos tendem a ser matutinos. Cerca de 10% a 12% da população são matutinos; 8% a 10% são vespertinos. A maioria, 80%, está numa situação intermediária e seu corpo reage como comentamos acima.
Já vimos nesse blog que você deve conhecer o seu corpo, agora vemos também que é preciso conhecê-lo para agendá-lo da melhor maneira possível.
Como deve ser o seu dia:
Acorde, assoe o nariz, relaxe, não se estresse para não aumentar mais ainda a sua pressão. Almoce, se quiser ter um filho, a hora é agora, depois vá ao dentista, pratique esportes e beba uma cervejinha (prática saudável o esporte e a cerveja, já vista aqui no blog). Antes de dormir, não esqueça do repelente para evitar a chegada de seres nocivos à pele (esses seres são notívagos, experiência própria) e mantenha o local arejado para ajudar na circulação, já que as passagens bronquiais serão menores.
Pronto, a agenda do seu corpo está feita.
"A honra perdida e reconquistada, não há bem nenhum na terra que se lhe iguale."
Miguel de Cervantes

domingo, 24 de janeiro de 2010

O PRECIOSO (E IGNORADO) MOMENTO DO “OI, PRAZER…”

A maioria das pessoas passa despercebida pelo momento da apresentação. Quando aproximamos dois desconhecidos, falamos o nome, às vezes a profissão, às vezes de onde o conhecemos, e só. Para quem é apresentado, a referência inicial do outro, assim, reside quase totalmente em seus preconceitos e impressões iniciais, que se tornam a base para o desenvolvimento da relação.
Não é sem razão que colecionamos tantas relações sem sal, de onde não sai quase nada… Isso não se deve à ausência de possibilidades nos outros, mas ao modo restrito com que nos conectamos.
Somos cegos para um processo que sempre ocorre em todos as apresentações: o outro nasce em nosso mundo e nós pisamos numa terra até então desconhecida, surgimos num novo universo. Às vezes com novas identidades (numa empresa, por exemplo), às vezes com novas qualidades – diante de uma namorada generosa que nos estimula a crescer.

SURPRESA!

“Nenhum de nós sabe de onde veio. Portanto não há nada que nos obrigue a limitar nossas metas.”
Nasrudim

domingo, 17 de janeiro de 2010

TEXTÍCULO

Às vezes, do nada, paro pra pensar em qual ponto da minha vida eu estou. Mas negligente que sou, tento me avaliar em um período de no máximo 365 dias, pros menos informados, o equivalente a um ano. Ontem, durante uma cagada que analisava as vertentes da minha vida de merda (hat-trick – a escatologia do Ronald Rios, a vertente do Felipe Neto e a piada out-of-time do Antônio Tabet) lembrei que nessa mesma época do ano anterior traçava planos para o ano próximo (no caso, esse que estamos agora) com minha ex-namorada.
Entre um suspiro e outro (de alívio, que fique claro, afinal estava defecando), lembrei-me que um dos meus primeiros planos era casar. Sabendo da dificuldade de dois recém-formados, queríamos uma cerimônia simples, aqui na praia de água suja, porém morna, do norte do Espírito, para família e alguns amigos íntimos. Aquela cerimônia idealizada por 75% das meninas mineiras que encontram um caiçara e querem casar descalças, mas se esquecem que a cerimônia na praia é alvo de muitas intempéries, e o vento é apenas uma delas.
Subseqüente a idéia do casamento, planejava construir uma casa. Dois pombinhos morando com os sogros não rola. Teríamos que ter nosso canto e a idéia ia se tornando mais viável à medida que analisamos as facilidades que teríamos. Como sou engenheiro civil, partes dos custos seriam supridos por mão-de-obra própria e já possuía o terreno para construir. Assim sendo, poderia investir mais do meu suado dinheiro em luxo e em uma mesa de sinuca sala. Só pra você ter idéia, no projeto que dei início a casa seria meio que um loft, aquelas casas abertonas onde só teria a divisão dos quartos, que no caso seriam três, o do casal, o da filha da ex-namorada e o de visitas.
E por último, mas não menos importante, tinha a idéia de trocar de carro. Já que boa parte do meu orçamento seria carcomida pela construção do lar e despesas das bodas, delineei apenas uma atualização no meu velho gol 1.0 porque não poderia me dar o luxo de ter um veículo para trabalho distinto do meu veículo de passeio.
Depois de todo devaneio, terminei o ato que havia começado (defecar, lembram?) fiz todo o ritual que a Secretaria de Saúde e o Pr. Jajá recomendam e fui deitar. Durante aquele período pré-sono resolvi fazer o balanço da minha vida atual em contraste com os planos que eu havia feito. E a analise foi a seguinte:
Não dei um update no meu gol. Comprei outro carro. Hoje tenho um carro absurdamente melhor. Tudo bem que não é nenhuma BMW, mas não é um carro que você sugere que eu uso a trabalho. Tirando que não tem vômito de criança, nem arranhão de chave, nem fedor de leite derramado. Ponto para mim.
Possível situação do meu carro após uma briga qualquer.
Não construí uma casa. Moro com meus pais e não tenho gastos como faxineira, alimentação, luz, telefone, TV a cabo, internet entre outros. Em contrapartida não tenho a liberdade de promover noites de sexo com gêmeas suecas e regadas a Absolut, mas se analisarmos bem, pagar esporadicamente um hotel/motel sai muito mais barato e eu não tenho que arrumar nada no dia seguinte. Sem contar que não tem parede riscada, brinquedos espalhados pela casa nem tenho que deixar de assistir ESPN pra ver Discovery Kids. Ah, tenho minha mesa de bilhar e minhas fichas de pôquer. Dois pontos pra mim.
Não casei, mas comprei um Playstation 3 e uma TV de LCD. Infinitos pontos pra mim.
Pensando bem os suspiros que dei logo acima foi de alívio, mas não por estar defecando.

PARA JIU

"Às vezes te odeio por quase um segundo
Depois te amo mais
Teus pêlos, teu gosto, teu rosto, tudo
Que não me deixa em paz"

Quase um segundo, por Herbert Vianna. Veja e escute aqui.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

"TUBARÃO" EM 60 SEGUNDOS

Uma paródia em animação do filme Tubarão, de Steven Spielberg, em 60 segundos. Muito bom!

HERÓIS DERROTADOS

Heroes explodiu na sua estreia, muitas pessoas repetiram mundo afora o bordão “Save the Cheerleader Save the World” e todos esperavam muito, mas muito mais desta série. A produção foi a mais aguardada no ano de 2007. Heroes é uma aventura que gira em torno de pessoas comuns de diferentes partes do mundo que se descobrem portadores de habilidades extraordinárias.
Os poderes se manifestam nos “heróis” depois de um eclipse total. Um professor de genética, que investiga o desaparecimento do pai, descobre uma teoria secreta que lhe revela a existência de pessoas com poderes especiais vivendo entre nós. Como em toda produção, o bem e o mal disputam espaço, um planeja dominar o mundo enquanto o outro tenta a todo custo salvá-lo.
Sylar é o principal vilão, perverso e com sangue frio, mata outros portadores de habilidades para se apossar dos poderes. Contra ele existe uma turma de mocinhos. Hiro é um simples funcionário de escritório no Japão, até que descobriu que pode controlar o tempo. Parker exerce a carreira de policial, mas passa por um momento turbulento em sua vida e é então que começa a ouvir o pensamento das pessoas ao seu redor. Peter e Nathan são irmãos, o último é um congressista que tem a habilidade de voar, já Peter absorve os poderes daqueles que encontra, sem tirá-los de seus donos, é capaz de voar, ouvir pensamentos, controlar o tempo, etc. Claire tem a capacidade de se regenerar, Micah é um garoto que manipula tecnologia e a lista continua. Esses personagens estão um passo à frente na evolução da humanidade e seus destinos já foram traçados. O objetivo da série é desvendar os mistérios e segredos dos heróis a cada episódio, mas a audiência atual da quarta temporada indica que não tiveram sucesso.
Recentemente Heroes entrou para a lista das piores séries da década. Não bastasse entrar na lista, ficou com o primeiro lugar. Séries que geram muitas expectativas tendem a decepcionar. Confesso que sou uma das decepcionadas, parei na terceira temporada e não consigo assistir mais, sempre coloco outra série na frente.
São inúmeros personagens, que geram inúmeras tramas e mistérios. Essa soma tem como resultado a confusão. As histórias já não fazem sentido e os pobres personagens estão perdidos. Uma produção que estreou para mais de 15 milhões de pessoas nos Estados Unidos, hoje não é vista por seis milhões de telespectadores. Tamanha baixa na audiência provocou burburinhos de cancelamento. Boatos dizem que o canal que veicula a atração já conversou com os produtores da série, para que eles preparem a finalização da série para maio de 2010.
“O homem não teria alcançado o possível se, repetidas vezes, não tivesse tentado o impossível.”
Max Weber

domingo, 10 de janeiro de 2010

GATO NINJA

Acabou-se a paz.



Ela tá de xico

MIRA CERTA


Você vai viajar e é desrespeitado pelas companhias aéreas. Você vai a uma loja, compra uma coisa e te entregam outra. Você não aguenta mais perder tempo reclamando de sua operadora de telefonia celular. Você não suporta ser enganado por políticos nos quais votou um dia...
O que há de comum nessas situações? Muito e quase nada...
Reclamar seus direitos é um pressuposto básico da cidadania. Está na base do direito. Funciona quase como um regulador da convivência humana.
O problema é como e de quem reclamar. Há gente que se esgoela, mas consegue apenas ficar rouco, quiçá louco.
Há gente que corre direto para a justiça, mas há ações que além de caras, podem durar anos.
Como reclamar?
Há questões que são reguladas pelo poder público. Por causa disso foram criadas agências reguladoras, que visam o necessário equilíbrio entre o interesse público e o lucro privado.
Depois do que ficou conhecido como processo privatista, uma enxurrada de siglas invadiu o vocabulário do brasileiro: Aneel, Anatel, Anac...
Você sabe para que elas servem?
Pouco antes de privatizar algumas áreas essenciais para o cidadão, os governos elevaram as tarifas a um patamar vergonhoso, além de conceder aos empresários compradores créditos generosos e a juros de pai para filho...
Você conhece essa história? Pois é, trate de descobrir, pois você pode estar jogando pedras no muro errado.
O problema é telefonia? Comece pela Anatel. De energia? Entupa os telefones da Aneel. Seu vôo foi cancelado? Reclame com a Anac.
Afinal, estas siglas são mantidas por nosso dinheiro e têm de cumprir sua função. O resto? O resto pode até ser legítimo, mas poderá ser ineficaz. E para um povo que paga uma das maiores cargas tributárias do planeta e de sua história, nada mais justo do que começar a cobrar eficiência de seus governantes. Lembre-se: a maioria dos políticos se elege graças ao dinheiro doado por empresas que eles deveriam fiscalizar em nosso benefício...
Alexandre Pelegi
“A sorte favorece a mente bem preparada.”
Louis Pasteur

sábado, 9 de janeiro de 2010

CINEMA BRASILEIRO


O filme "Lula, o filho do Brasil", sendo uma história real (apesar de estar na ficção), o que se conclui é que o operário Luiz Inácio vai caindo por acaso nas coisas. E o que o forjou na caminhada para os dias atuais foi o fato de ser, sobretudo, um comunicador. Conhecendo a fundo os operários do chão de fábrica, ele soube exatamente como se comunicar, diferentemente dos sindicalistas de então. Repetida e ampliada a fórmula, é hoje o mestre da comunicação, cativando quem quer que seja. Basta conhecer um pouco do público para o qual vai falar, que adula em cheio o ouvido do expectador. O filme mostra que Lula não tinha ideias a defender, nem queria defender nada, caiu de paraquedas na política. Aliás, como mostra o filme, ao invés de debater no sindicato ele preferia assistir a novelas. Daí porque o nome do filme é mais do que adequado : é um homem gerado pelas circunstâncias, fruto das desigualdades, filho de um país com imensas diferenças. E é uma virtude, num país com tantas classes, que alguém conseguisse falar e ser ouvido por todos. Eis o grande mérito de Lula. No filme, isso fica claro quando Lula, diante dos operários revoltados, diz que não se pode brigar com os patrões, "porque são eles que pagam os salários". Lula é, assim, um transigente; incrivelmente capaz de fazer acordos. Quanto ao melodrama, que faria (e faz) as pessoas chorarem, é fato que ele existe (pois realmente sua vida tem seus dramas), mas poderia ser mais carregado nas tintas, fato que revela louvável pudor do cineasta. A mensagem final é de que é possível, " - teime que dá certo". Não parece que vai ajudar em nada sua candidata à presidência, exceto pelo fato de que um santo homem irá apoiá-la. Santo, sim, porque sua figura, de mítica, vai passando a ser santificada. Outro não é o significado da cena dele carregado pelo povo, assim como são os santos nas procissões.
Migalhas 2.300

BEBÊ HARDCORE

THIS YEAR I WILL…

Bacana o site http://moninavelarde.com/newyears/
Ao clicar lá aparece uma frase com algo que você deve fazer em 2010.
A minha mensagem foi DO IT! E a sua?

formspring.me

Ask me anything http://formspring.me/vivianeteobaldo

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

EM MUITOS CARNAVAIS

O ano não começa só depois do Carnaval. Começou pra valer HOJE. 
E até o Carnaval mesmo, no início de março, muita coisa boa vai acontecer.
Uma delas é a prévia EM MUITOS CARNAVAIS, primeiro baile de Carnaval de 2010 no Recife.
É uma festa a fantasia com shows de Almir Rouche, D'Breck, João do Morro, Gerlane Lops, DJ Caverna e ainda André Rio, Marron Brasileiro, Nena Queiroga, Ed Carlos, Gustavo Travassos, enfim, toda a alma do Carnaval pernambucano num mesmo lugar: o Haras Boa Viagem, dia 15 de janeiro.
Pois é, tá em cima. Portanto, corra para aproveitar a pechincha da mesa, que sai por R$ 250 + uma garrafa de Johnnie Red para quatro criaturas. PRA COMEÇAR BEM O REINADO DE MOMO, NÉ, NÃO?



E a agência ConexãoPE, organizadora do evento, vai sortear pares de convites entre os twitteros que retwittarem a mensagem: "Concorra a 2 convites seguindo @conexaope e RT a msg: Baile EM MUITOS CARNAVAIS, dia 15/01 no Haras Boa Viagem: EU VOU! #muitoscarnavais". O sorteio acontece no dia 13 e será retransmitido via Youtube no Twitter e no Perdigueiro também. 

É ou não é bom demais? ;-)

EM 2010... CANTE DO SEU JEITO!

“Não chore ainda não que eu tenho um violão e nós vamos cantar felicidade aqui...”.
Chico Buarque