domingo, 10 de janeiro de 2010

MIRA CERTA


Você vai viajar e é desrespeitado pelas companhias aéreas. Você vai a uma loja, compra uma coisa e te entregam outra. Você não aguenta mais perder tempo reclamando de sua operadora de telefonia celular. Você não suporta ser enganado por políticos nos quais votou um dia...
O que há de comum nessas situações? Muito e quase nada...
Reclamar seus direitos é um pressuposto básico da cidadania. Está na base do direito. Funciona quase como um regulador da convivência humana.
O problema é como e de quem reclamar. Há gente que se esgoela, mas consegue apenas ficar rouco, quiçá louco.
Há gente que corre direto para a justiça, mas há ações que além de caras, podem durar anos.
Como reclamar?
Há questões que são reguladas pelo poder público. Por causa disso foram criadas agências reguladoras, que visam o necessário equilíbrio entre o interesse público e o lucro privado.
Depois do que ficou conhecido como processo privatista, uma enxurrada de siglas invadiu o vocabulário do brasileiro: Aneel, Anatel, Anac...
Você sabe para que elas servem?
Pouco antes de privatizar algumas áreas essenciais para o cidadão, os governos elevaram as tarifas a um patamar vergonhoso, além de conceder aos empresários compradores créditos generosos e a juros de pai para filho...
Você conhece essa história? Pois é, trate de descobrir, pois você pode estar jogando pedras no muro errado.
O problema é telefonia? Comece pela Anatel. De energia? Entupa os telefones da Aneel. Seu vôo foi cancelado? Reclame com a Anac.
Afinal, estas siglas são mantidas por nosso dinheiro e têm de cumprir sua função. O resto? O resto pode até ser legítimo, mas poderá ser ineficaz. E para um povo que paga uma das maiores cargas tributárias do planeta e de sua história, nada mais justo do que começar a cobrar eficiência de seus governantes. Lembre-se: a maioria dos políticos se elege graças ao dinheiro doado por empresas que eles deveriam fiscalizar em nosso benefício...
Alexandre Pelegi
“A sorte favorece a mente bem preparada.”
Louis Pasteur

sábado, 9 de janeiro de 2010

CINEMA BRASILEIRO


O filme "Lula, o filho do Brasil", sendo uma história real (apesar de estar na ficção), o que se conclui é que o operário Luiz Inácio vai caindo por acaso nas coisas. E o que o forjou na caminhada para os dias atuais foi o fato de ser, sobretudo, um comunicador. Conhecendo a fundo os operários do chão de fábrica, ele soube exatamente como se comunicar, diferentemente dos sindicalistas de então. Repetida e ampliada a fórmula, é hoje o mestre da comunicação, cativando quem quer que seja. Basta conhecer um pouco do público para o qual vai falar, que adula em cheio o ouvido do expectador. O filme mostra que Lula não tinha ideias a defender, nem queria defender nada, caiu de paraquedas na política. Aliás, como mostra o filme, ao invés de debater no sindicato ele preferia assistir a novelas. Daí porque o nome do filme é mais do que adequado : é um homem gerado pelas circunstâncias, fruto das desigualdades, filho de um país com imensas diferenças. E é uma virtude, num país com tantas classes, que alguém conseguisse falar e ser ouvido por todos. Eis o grande mérito de Lula. No filme, isso fica claro quando Lula, diante dos operários revoltados, diz que não se pode brigar com os patrões, "porque são eles que pagam os salários". Lula é, assim, um transigente; incrivelmente capaz de fazer acordos. Quanto ao melodrama, que faria (e faz) as pessoas chorarem, é fato que ele existe (pois realmente sua vida tem seus dramas), mas poderia ser mais carregado nas tintas, fato que revela louvável pudor do cineasta. A mensagem final é de que é possível, " - teime que dá certo". Não parece que vai ajudar em nada sua candidata à presidência, exceto pelo fato de que um santo homem irá apoiá-la. Santo, sim, porque sua figura, de mítica, vai passando a ser santificada. Outro não é o significado da cena dele carregado pelo povo, assim como são os santos nas procissões.
Migalhas 2.300

BEBÊ HARDCORE

THIS YEAR I WILL…

Bacana o site http://moninavelarde.com/newyears/
Ao clicar lá aparece uma frase com algo que você deve fazer em 2010.
A minha mensagem foi DO IT! E a sua?

formspring.me

Ask me anything http://formspring.me/vivianeteobaldo

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

EM MUITOS CARNAVAIS

O ano não começa só depois do Carnaval. Começou pra valer HOJE. 
E até o Carnaval mesmo, no início de março, muita coisa boa vai acontecer.
Uma delas é a prévia EM MUITOS CARNAVAIS, primeiro baile de Carnaval de 2010 no Recife.
É uma festa a fantasia com shows de Almir Rouche, D'Breck, João do Morro, Gerlane Lops, DJ Caverna e ainda André Rio, Marron Brasileiro, Nena Queiroga, Ed Carlos, Gustavo Travassos, enfim, toda a alma do Carnaval pernambucano num mesmo lugar: o Haras Boa Viagem, dia 15 de janeiro.
Pois é, tá em cima. Portanto, corra para aproveitar a pechincha da mesa, que sai por R$ 250 + uma garrafa de Johnnie Red para quatro criaturas. PRA COMEÇAR BEM O REINADO DE MOMO, NÉ, NÃO?



E a agência ConexãoPE, organizadora do evento, vai sortear pares de convites entre os twitteros que retwittarem a mensagem: "Concorra a 2 convites seguindo @conexaope e RT a msg: Baile EM MUITOS CARNAVAIS, dia 15/01 no Haras Boa Viagem: EU VOU! #muitoscarnavais". O sorteio acontece no dia 13 e será retransmitido via Youtube no Twitter e no Perdigueiro também. 

É ou não é bom demais? ;-)

EM 2010... CANTE DO SEU JEITO!

“Não chore ainda não que eu tenho um violão e nós vamos cantar felicidade aqui...”.
Chico Buarque

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

QUE EM 2010...


POP-UP DESBLOQUEADO

Onde é que eu estava mesmo?
Quanto tempo uma pessoa demora para se recuperar de um alarme, ou de uma janela de Internet que pula na frente dela? Até que ponto uma janela de pop-up atrapalha? Dois cientistas da Universidade de Cardiff, Helen Hodgetts e Dylan Jones, organizaram vários testes para medir.
Eles deram uma tarefa simples, para ser cumprida em sete passos, para centenas de pessoas. Cada pessoa usava o computador para cumprir a tarefa. Uma parte dessas pessoas cumpriu toda a tarefa, ou todos os sete passos, sem interrupção. E uma parte cumpriu a tarefa com uma interrupção aqui e ali — um alarme visual, ou um pop-up. Cada interrupção durava 5 segundos.
Resultado: quem pôde trabalhar sem interrupções cumpria a tarefa em 10 minutos, mas quem foi interrompido duas vezes cumpria a tarefa em 11 minutos, mais ou menos; ou seja, gastava 50 segundos extras, além da interrupção de 10 segundos, e isso para retomar uma tarefa simples. Helen diz que, logo depois da interrupção, a pessoa precisa achar de novo dois conjuntos importantes de informações: Em que ponto eu estava? O que eu pretendia fazer mesmo a partir desse ponto?
Plano Editorial
“Os anos ensinam muitas coisas que os dias jamais chegam a conhecer”
Ralph Waldo Emerson

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

QUE EM 2010...


HAPPY XMAS

Ao som desta linda canção de John Lennon, desejo para TOOOOOOOODO MUNDO boas, lindas e felizes festas!

So this is Xmas
And what have you done
Another year over
And a new one just begun
And so this is Xmas
I hope you have fun
The near and the dear one
The old and the young

A very Merry Xmas
And a happy New Year
Let's hope it's a good one
Without any fear

And so this is Xmas
For weak and for strong
For rich and the poor ones
The world is so wrong
And so happy Xmas
For black and for white
For yellow and red ones
Let's stop all the fight

A very Merry Xmas
And a happy New Year
Let's hope it's a good one
Without any fear

And so this is Xmas
And what have we done
Another year over
A new one just begun
And so happy Xmas
We hope you have fun
The near and the dear one
The old and the young

A very Merry Xmas
And a happy New Year
Let's hope it's a good one
Without any fear
War is over, if you want it
War is over now
John Lennon

Deleite-se com a canção aqui.
“Todo dia é um bom dia.”
Yun-Men

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

TEM EXPLICAÇÃO PRA ESSA DERROTA, BRUNO?




Bobagento
"Nem Deus pode mudar o passado".

Agathon

DIA DESLIGADO


NESTE REVEILLON...

Coisas que são difíceis de dizer quando estamos bêbados:
1. Astúcia
2. Preliminar
3. Proliferação
4. Coloração

Coisas que são muito difíceis de dizer quando estamos bêbados:
1. Especificidade
2. Anticonstitucionalismo
3. Transtorno agressivo-passivo
4. Transubstanciar

Coisas que são absolutamente impossível dizer quando estamos bêbados:
1. Obrigado, mas eu não quero fazer sexo.
2. Tequila? De jeito nenhum!
3. Desculpa, mas você não faz o meu tipo.
4. Dogão? Não obrigado, não estou com fome.
5. Bafômetro? Claro, policial, passe ele pra cá!
6. Oh, não, de jeito nenhum. Ninguém quer me ouvir cantar no karaoke.
7. Fique tranquilo, eu não quero brigar com você.
8. Obrigado, mas não vou tentar dançar, não tenho nenhuma coordenação.
9. Onde fica o banheiro mais próximo? Eu não vou mijar neste poste.
10. Chega, vou para casa agora, tenho que trabalhar de manhã.

“O que você tiver de fazer, faça-o depressa.”
João 13,27

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

DIFERENÇA BÁSICA ENTRE DVD E BLU-RAY


A DESPEDIDA

A vida é uma grande despedida, adiável mas sem remédio; fato intrínseco à existência: o início de algo é sempre o começo do fim. Por isso, quanto mais se vive, mais se morre. Deste grilhão, não há fuga eficaz, mas todos correm atrás: viver a mil por hora, cinqüenta anos em cinco. Mas o problema não está em como se morre, e sim no jeito que se vive. O “adeus” só é penoso quando deixa algo para trás.
Nesta crônica, coluna ou qualquercoisameexpresse, o personagem é narrador e tem nome. Em boa parte dos últimos sábados, vocês têm lido e, agora, esse cara precisa ser explícito, sem máscara, sem possibilidades. Resta-lhe o real. O nome dele é Marcel – para vocês Marcel Albuquerque. Vulgo “eu”, para mim mesmo. Escrevo assim, sobre minha vida tão escancaradamente, porque é um assunto que transborda minhas sinapses nervosas, conversas e sonhos. Portanto, sinto a necessidade de compartilhar.
Minha vida, em especial, foi marcada por lágrimas em desencontros. Morei em quatro cidades até parar onde moro hoje, São Gonçalo, aqui no Rio de Janeiro – e você deve ter pensado aí “Mora maaal”…pois é! Acontece que cada vez q’eu mudava de residência havia um aborto do passado. Meus pais, por não serem capazes de lidar com forças contrárias às suas vontades, por administrarem muito mal as finanças domésticas, sempre arruinavam meus círculos sociais. Por isso, me acostumei a viver na iminência de cessar meus relacionamentos; Por conseguinte, acabei desenvolvendo uma característica peculiar e de destaque: não esqueço de quase nada, por dividir os fatos em locais que passei, colégios que estudei e, acima disso, por agregar valor demais a cada uma das minhas ações e pessoas que convivi. Conseqüência irrefutável: me preocupo demais com os resultados – o que me tornou calculista, mas não menos afetuoso. Daí, nenhuma das minhas ex-namoradas deixou de ouvir um “Eu te amo”, porque eu sempre pensei que, sabe-se lá, no dia seguinte eu poderia desamar – ou pior, poderia morrer…afinal, nunca se sabe.
Sobre amores, aprendi uma coisa em particular – resposta q’eu daria no Orkut, se fizesse sentido preencher aqueles campos todos: amor nenhum acaba. Você muda a forma de administrar, você guarda em outro canto do peito – às vezes, escondido. Mas ele fica lá. É como se o coração fosse um papel que ganhasse assinaturas ao longo da vida; Umas, recentes, ainda mancham. Outras, muito fortes, afundam o papel. Como se vê, independente da fôrma, do tamanho e se é escrita por linhas tortas, permanece lá. Trata-se d’uma oposição – um adendo, talvez – a uma alegoria famosíssima de Heráclito. Diz ele que um homem jamais entra no mesmo rio duas vezes, visto que nem o homem nem o rio permanecem iguais, pois existe um constante e ininterrupto processo de mudança. De forma alguma afirmo que estamos prontos e sequer indico que cada indivíduo tem uma essência, pois somos efeitos das interações que nos envolvemos, mas algo é fato: algumas coisas são carregadas conosco e não há nada que possa tirá-las d’a gente.
Há coisas que supomos saber, mas só sabemos de verdade quando experimentamos. Esse ano, não sei se lembram, fui à Paraíba. Viagem da faculdade, fomos de ônibus daqui até lá. Sempre soube da desigualdade no nosso país, sempre percebi a concentração de renda, mas não lembro de algo tão grotesco quanto saber que pessoas moram na rua e existirem tantos latifúndios – a maioria, sem produção. Algumas horas atrás, fiz minha provável última avaliação formal de Matemática na vida. Não que eu seja lá apegado a ela, mas o sentimento de morrer é inquietante.
Muito pior que isso, foi constatar a falta que uma pessoa faz, quando não há mais forma de revê-la. Nessa semana que passou, dia dezoito, completou um ano que meu pai morreu. Coincidência infeliz, aquele que não era meu pai biológico e q’eu chamava, mais do que de “pai de criação”, pai de coração – pois “pai” não é aquele que faz, nem o que cria, mas aquele que identificamos como tal – morreu de infarto. É verdade que já não nos dávamos tão bem quanto quando eu era criança, pois era muito mais fácil. Eu era praticamente um boneco loiro agarrado no pescoço dele. Mas, por um confronto que me entristece, seu conservadorismo na política, na religião e no pensamento social em geral foi criando barreiras na nossa relação. O que nunca implicou eu deixar de admirar o quanto ele se esforçava por mim e o talento que tinha com tudo que não pensava – animais, máquinas e bebês.
Não há mais alguém pra discutir comigo se o começo do século foi em 2000 ou 2001, vir contar uma das histórias de quando era amigo dos Golden Boys, da época de seminarista, de uma ex-namorada ‘macumbeira’. Alguém para fazer alguma piada idosa, q’eu já tinha ouvido mil vezes, mas sempre ria. Ou, então, alguma confidência do Brizola – q’ele foi segurança – ou da Benedita, que freqüentava minha casa quando eu era moleque, pra comprar calcinha com minha mãe. O meu Papai Noel, de cabelos brancos e barba grande morreu. Mas, sem dúvida, não deixou de existir; Estou namorando e dói só de imaginar perdê-la. Contudo, que ela e meus ex-amores compreendam, nada se compara à dor da morte do meu pai, porque, ainda que ele tenha vivido sem mim, eu não sabia o que era a vida sem ele.
Fardo e infortúnio meu, neste caso: sou ateu. Conclusão lógica: não acredito que eu possa falar com meu pai num centro espírita, que deva rezar por sua alma ou que agora ele esteja melhor. Acredito – apesar de não ter certeza – que ele agora só reside naquilo que construiu na vida, em pessoas como eu. Paradoxalmente, não acreditar em Deus me traz uma obrigação: viver todas vidas em uma, compactar a eternidade no calendário.
Minha intenção, com este texto, não é tentar ensinar a vocês o que só é discernível ao viver. Mas eu sei que há coisas que li que mexeram comigo. Se é isso exatamente o que busco aqui, nada mais plausível q’eu dizer, mesmo que usando de uma mensagem clichê: lembrem-se de não deterem controle pleno de suas próprias vidas e que, por isso, vocês precisam construí-la tijolo por tijolo, pois o ‘amanhã’ vem depois do ‘hoje’.
Vislumbro apenas que vocês vivam a mudança, mas saibam valorizar o que lhes é inseparável, por ser parte daquilo que você também chama de “eu”. Nossa casa nunca deixa de ser nossa, mesmo após a mudança. Porque o valor verdadeiro não está na propriedade, mas no lugar do espelho: na auto-imagem. Termino este texto sem fim, porque o sentimento é indizível e porque não me despeço de vocês… Semana que vem, estou de volta. Se possível, um cadin mais presente.
Até!
“Se os frutos produzidos pela terra ainda não são tão doces e polpudos quanto as peras da tua ilusão, amarra o teu arado a uma estrela e os tempos darão safras e safras de sonhos, quilos e quilos de amor”.
Gilberto Gil

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

LEGO, BRILHANTE!

O remix da cena Trinity Help, do filme Matrix, refeita com bonecos da LEGO. O vídeo teve 1 milhão de acessos e é simplesmente BRILHANTE!

A PÓS-MULHER

Esse negócio de dizer minha ex-mulher, ou a ex-mulher do fulano, acabou. Agora se diz minha pós-mulher. A invenção não é minha, muito menos as mulheres. Quem me soprou a inovação foi uma bela mulher de 52 anos, algumas vezes pós e que hoje, pasme!, dá aula para homens sobre o que é uma pós-mulher.
Claro que o surgimento da pós-mulher não elimina as ex-mulheres. Portanto nem todas as ex-mulheres tornam-se, automaticamente, pós-mulheres. Sim, porque tem ex-mulher que nasceu para ser ex-mulher o resto da vida. São aquelas que se dedicam a infernizar a vida do ex, a quem chamam - sempre! - de falecido. Muito embora o falecido seja obrigado a depositar uma grana viva todo mês para que ela se conserve na posição de ex.
Já a pós-mulher descobriu que ser ex a nivela a times de futebol e agências de publicidade. Fulana, ex-DPZ, ex-Salles, ex-W, ex-Julio Ribeiro, ex- Alcântara Machado. Já a pós, pode se orgulhar de ser uma pós-Ricardão.
O ex que a mulher carrega a prende eternamente ao 'falecido'. É como se ela vivesse grudada umbilicalmente a ele. Já a pós, dá a nítida impressão de que já passou pelo sujeito. Que ela avançou na vida, que é, digamos, pós-graduada em homem. Uma pós-mulher entende de homens como ninguém. Uma ex-mulher será definitivamente uma ex, dando a impressão de que ela é quem foi a abandonada.
A ex-mulher leva embora a impressão de ter ficado apenas com as partes ruins do ex. Como se ela não tivesse aproveitado nada da convivência de alguns anos. A pós-mulher sai de cabeça erguida, ciente de ter sugado tudo do antigo amor e estar preparada para outras aventuras e vidas e amores.
A pós-mulher é independente, é claro. Ao contrário da ex que não consegue passar um dia sem imaginar maldades para o coitado.
A pós se orgulha de ser pós. Mesmo que o marido tenha sido um fracasso com ela, ela pode dizer que hoje ela é pós-ele, ou seja, superior, liberta. E, se o cara for legal, mais sentido ainda faz ser pós-dele. Aliás, as grandes pós-mulheres se orgulham de suas condições.
E tem mais: uma pós honesta e esperta é pós apenas uma vez na vida. Torna-se doutora, Ph.D. em homem, senhora de si e orgulho para os filhos.
Vou dar um exemplo de uma pós-mulher. A prefeita de São Paulo. Ela não é ex-mulher do Eduardo. Ela é pós-Eduardo. Cresceu com ele, aprendeu com ele e deve se orgulhar de ser pós-mulher dele. Já a Nicéia é ex-mulher do Pitta. Entendeu a diferença gritante entre uma ex e uma pós? 
E eu, modesto, não tenho nenhuma ex. Tenho duas maravilhosas pós-mulheres.
E você, é ex ou pós?
Não se esqueça que a pós-mulher está acima de qualquer intriga com o antigo marido, costuma resolver problemas para ele e será para sempre não uma ex, mas uma eterna companheira. Uma mulher do pós-futuro.
Mário Prata
"Há nomes que a gente não deve pronunciar sem ter junto de si um copo de água para imediatamente lavar a boca."
Eça de Queiroz

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

A TIM E MINHA TPM


A TIM me paga.
Amanhã vai ter que me explicar direitinho porque me fez abrir uma nova conta em um plano família dentro do plano Infinity pós, com a garantia de que as ligações entre as linhas deste plano seriam gratuitas.
Ontem fiquei sabendo que não. A TIM me paga. Amanhã haverá visitinha a loja da TIM no Shopping Plaza. Com o contrato na mão e em plena TPM, vou abalar bangu.
De lá corro para a primeira loja da Nextel para AÍ SIM falar de graça com o meu amor.
A TIM me pa-ga.
“Chega perto, vem sem medo, chega mais meu coração, vem ouvir este segredo, escondido num choro-canção...”.
Tom Jobim

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

É HOJE


NATAL

Que tal fazer algo diferente, este ano, no Natal? 
Vá uma agência dos Correios e pegue uma das 17 milhões de cartinhas de crianças pobres.
São pedidos inacreditáveis! Tem criança que pede um panetone, uma blusa de frio para a avó...
É só pegar uma carta e entregar o presente em uma agência dos Correios até dia 20 de dezembro. Os próprios Correios se encarregam de fazer a entrega.
Pense que, na vida, a gente passa por três fases: 
- a primeira, quando acreditamos no Papai Noel;
- a segunda, quando deixamos de acreditar
- a terceira, quando nos tornamos Papai Noel!!! ;-)
“Enquanto você não souber para que porto quer ir, nenhum vento será o vento certo.”
Sêneca

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

PAZ ACALORADA

Quando uma porta se fecha, é aberta uma janela. Mas e quando cai um muro, o que sobe? Quando desmorona o escudo, é conhecido o cavaleiro – a realidade é apresentada. A Guerra era fria, só que a coisa esquentou pelo mundo: Bin Laden armado pelos EUA para enfrentar a URSS; em Cuba, mísseis apontados para o norte do continente; Duas Coréias; Duas Alemanhas; Duas ideias – mas uma prática nem tão diferente; Aquela menina que você conhece, com o peito partido tão cedo, queimada no Vietnã; Infelizmente, o Che que partiu, mártir que virou, também não era o que você, leitor, deseja de fato.
Numa coincidência que remexeu Marx no túmulo, o concreto cedeu duplamente: foi derrubado, mais que um muro, a crença num mundo pautado nas necessidades; Efeito em cadeia, peças de dominó em queda sobre outras peças. Alexis, que perdeu sua irmã para o Governo Militar, jamais poderia perdoá-lo, mas exatamente por isso também não tinha coragem para um enfrentamento. Por conseguinte, mesmo com seus olhos temporariamente vermelhos de raiva, seu lugar era a inércia. Com o término da ditadura, talvez houvesse tempo do sonho socialista. Não, não deu. A União das Repúblicas Socialistas Soviéticas se esfacelou e, de repente, tudo ficou muito confuso, não havia mais referências, era uma batalha perdida, sem companheiros. O mundo estava em paz, dizia o telejornal.
Agora, Alex já podia viver para ele mesmo, sem a amargura da Ditadura que o impedia de ser livre. Afinal, o mundo estava em paz e não havia exatamente ao que se contrapor. Nesse cenário, é muito mais difícil apontar os vilões. Alguns anos depois, Alexis voltou ao Brasil, com Doutorado sobre Meio Ambiente. Tornou-se uma referência, pois o novo inimigo era a natureza, visto que o capitalismo é justo…mas, não, a natureza é amiga…então, por que se luta contra ela? Ah, não é contra ela? É contra o que fazemos com ela… hum. Mas então é culpa do capitalismo? Não, não. A culpa é do indivíduo, segundo o que Alexis leu onde mandavam ver.
Apresentava palestras sobre aquecimento global, ilhas de calor, derretimento das calotas polares. Tudo verdadeiro e preocupado com o mundo. Mas qual mundo? O fato é que caiu um muro, mas emergiu uma bolha. Transparente, porém, aparentemente, intransponível. O doutor percebia a pobreza ao seu redor, mas ou não era culpa e responsabilidade dele ou, se era, ele não sabia o que fazer e, na dúvida, nada fazia de fato. Não desperdiçava água, mas jogava fora sua comida – separada para a coleta seletiva, é claro.
Nos últimos anos, tem trabalhado como consultor de uma transnacional, num setor de marketing referente ao ‘Desenvolvimento sustentável’ – uma proposta de um capitalismo menos predador e mais parasita. Entretanto, outro dia, tal empresa demitiu mais de dois mil funcionários, por causa de queda brusca em suas ações na bolsa. O emprego de Alexis, hoje, é colaborar com elementos críticos às conseqüências da produção em massa, mas a empresa nem por isso produz menos.
Alexis comprou outro carro e foi comemorar o sucesso de uma campanha publicitária, num restaurante nada modesto. Pegou o maldito engarrafamento. Fazia tanto calor que era possível ver o vapor tremendo a imagem do mundo. Por ali, veio um menino pedir para lavar o vidro da frente, mas ele estava irritado. Mal olhou pro garoto, quase invisível – seu sucesso fez do peito uma muralha, porque o empregado do futuro deveria estar acima de sentimentalismos, dizia o chefe de seu departamento.
Bebeu um pouco mais, nesse jantar. Saiu de lá com dois amigos a fim de procurar mulheres. Foram a uma boate, beberam um pouco mais do que o a mais. Não conseguiu ninguém, de tão irritantemente fora de si. Pegou o carro, e não discernia que as luzes na Lagoa eram da árvore de Natal e no morro eram tiros de fuzis. Foi atrás de prostitutas, parou na calçada e colocou uma pra dentro do carro. Não conseguiu fazer muita coisa além de demonstrar como aquela mulher deveria largar aquela vida – nada fácil.
Largou ela pela rua, irado com sua contínua impotência que ele chamava de liberdade. Pegou uma rua errada e, sem conhecer o lugar, parou pra ver o que acontecia com um de seus pneus, que parecia furado. Azar, teria de encarar seu algoz. Alguém esperava a chance de conseguir dinheiro pr’uma chuteira como a do Cristiano Ronaldo e um cordão de ouro, com a inicial de seu nome. No peito já havia um “J”, um João Ninguém perto de Alexis; Ele era mais novo que o filho de Alexis, devia ter uns quinze ou dezesseis anos. O menino que não era do tráfico nem nada, apenas queria ter o que via na vitrine, assim como você, que me lê, quer. Eis que apontou a arma para Alexis e gritou “Perdeu, perdeu”. Alexis correu em volta do carro e o menino nervoso, sem saber o que fazer, ficou atrás dele, esdruxulamente correndo em círculos. Alexis foi em direção a uma rua, infelizmente sem saída, e o menino que poderia levar o carro, ainda com a chave na ignição, coberto de adrenalina – talvez também alterado por alguma droga – disparou. Precisou de quatro balas para matar Alexis, o qual em seus momentos derradeiros, teve seus olhos marejados, vermelhos novamente, por saber que ia morrer e por perceber que o culpado de sua morte sabia tanto o que fazer quanto ele. A muralha no peito de Alexis foi destruída, mas era tarde.
A empresa de Alexis fez questão de procurar o garoto, que acabou sendo preso depois do alarde nos jornais. O coitado já tinha dezoito anos, apenas era raquítico devido à má alimentação quando criança. Na cadeia, não haveria reabilitação, pois não seria possível mudar seu comportamento se na prisão a realidade reifica tanto o que há do lado de fora e, quando se está do lado de fora, a realidade é a mesma de antes.
Alexis morreu e a empresa em que trabalhava também derrubou algumas árvores, nesse mesmo dia. Um grupo de ativistas invadiu a cede, pichou paredes e destruiu alguns vidros. Também não sabiam fazer muito mais que isso, porque na verdade todos são responsáveis pela realidade. As coisas só são o que deixamos que sejam e cada um é exatamente aquilo que poderia ser, dentro da gama limitadíssima de possibilidades que a vida proporciona.
E você, leitor, ser híbrido que é, provavelmente de classe média, não sabe com quem concordar, o que pensar e, principalmente, o que fazer. Afinal, é evidente que há injustiça no mundo, só que você não consegue ser contrário na prática, porque é beneficiado por ela, miseravelmente, e se contenta com isso. Mas, estúpido que suponho não ser, sabe que é preciso mudar, só que não a boca. Lembre-se que, neste exato momento, alguém não tem o que colocar nela e você, caso queira mais que comida e palavras tolas para enchê-la, saiba que ideologias não morrem, entram em coma.
Marcel Albuquerque

PARA JIU

“Eu sem você não tenho porquê, porque sem você não sei nem chorar. Sou chama sem luz, jardim sem luar”.
Baden Powell / Vinícius de Moraes

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

terça-feira, 24 de novembro de 2009

RELACIONAMENTO VIRTUAL


AS 10 MELHORES DESCULPAS SE VOCÊ FOR PEGO DORMINDO NO TRABALHO

01. "Quando eu fui doar sangue, eles me disseram que isso podia acontecer."
02. "Isto é só um cochilo de 15 minutos para recuperar as energias.
03. "Eu estava imaginando como é a vida de um cego."
04. "Eu não estava dormindo! Eu estava meditando sobre os destinos da empresa".
05. "Eu estava verificando se meu teclado é resistente a baba."
06. "Eu estava fazendo um exercício de Yoga para aliviar o estresse do trabalho.
07. "Por que você me interrompeu? Eu estava quase chegando numa solução para o nosso maior problema."
08. "A máquina de café está quebrada."
09. "Alguém deve ter posto café descafeinado no pote errado."
E a melhor coisa a se dizer se você for pego dormindo no trabalho é acordar e já ir falando:
10. "... e em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, amém."
“Você faz suas escolhas, e suas escolhas fazem você.”
Steve Beckman

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

CENAS IMPROVÁVEIS

MOMENTO 'MANGUAÇA' CULTURAL

Antigamente, no Brasil, para se ter melado, os escravos colocavam o caldo da cana-de-açúcar em um tacho e levavam ao fogo. Não podiam parar de mexer até que uma consistência cremosa surgisse. Porém, um dia, cansados de tanto mexer e com serviços ainda por terminar, os escravos simplesmente pararam e o melado desandou.
O que fazer agora?
A saída que encontraram foi guardar o melado longe das vistas do feitor. No dia seguinte, encontraram o melado azedo fermentado. Não pensaram duas vezes e misturaram o tal melado azedo com o novo e levaram os dois ao fogo. Resultado: o 'azedo' do melado antigo era álcool que aos poucos foi evaporando e formou no teto do engenho umas goteiras que pingavam constantemente. Era a cachaça já formada que pingava. Daí o nome 'PINGA'. Quando a pinga batia nas suas costas marcadas com as chibatadas dos feitores ardia muito, por isso deram o nome de 'ÁGUA-ARDENTE'. Caindo em seus rostos escorrendo até a boca, os escravos perceberam que, com a tal goteira, ficavam alegres e com vontade de dançar. E sempre que queriam ficar alegres repetiam o processo.

Não basta beber, tem que conhecer! ;-)
"O que mais importa não é viver, mas viver bem".
Platão

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

LEMBRETE

"A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida...
Quando se vê, já passaram-se 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado.
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.
Desta forma, eu digo:
“Não deixe de fazer algo que gosta devido à falta de tempo, pois a única falta que terá, será desse tempo que infelizmente não voltará mais."
Mario Quintana

GET ON MY HORSE

Essa musiquinha gruda quem nem chiclete! Contemple!


Bobagento
“A vida nos foi dada para ser gozada”.
Ovídio

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

METADE

"Eu perco o chão
Eu não acho as palavras
Eu ando tão triste
Eu ando pela sala
Eu perco a hora
Eu chego no fim
Eu deixo a porta aberta
Eu não moro mais em mim..."
Adriana Calcanhoto
“Enquanto adiamos as coisas, a vida passa.”
Sêneca

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

DEUS DE PELÚCIA

Uma dica lúdica de presente para este e todos os Natais de sua vida! ;-) 

VISA

O nome VisaNet vai deixar de existir e em seu lugar entra uma nova marca, a Cielo. A mudança segue a estratégia da companhia em se manter líder do segmento de meios eletrônicos de pagamento e antecipa o fim do contrato de exclusividade da empresa com a Visa, em junho de 2010.
Migalhas nº 2.265
"No futebol não há lugar para a piedade."

Telê Santana

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

QUE FEIO!

Rede Globo impede a Record de entrevistar Secretário de Minas e Energia sobre apagão.
Sou jornalista e a minha faculdade me ensinou coisinhas bem diferentes destas que o assessor de imprensa de Minas e Energia pareceu ter aprendido na faculdade. Minha mãe também me ensinou umas coisinhas bem diferentes do que ele aprendeu recebeu com a dele.
Imagina isso aí SEM diploma! Eita, lá!


ERA SÓ O QUE FALTAVA...


"Só da gente ter direito à vida é o suficiente pra viver sorrindo".
Neguinho da Beija-Flor
Frase que a atriz Mara Manzan, que faleceu hoje, escolheu para publicar no último post de seu blog.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

T-P-M


Afastem-se hoje, por favor.

O DESTINO DOS POMBINHOS

Além dos inevitáveis e permanentes comentários sobre o tempo, o calor e outros fogos nas entranhas, como diria o cabrón Pedro Almodóvar, chegou a hora da maldita pergunta sobre o Réveillon.
Você ali no maior barraco de fim de feira amorosa com a gazela, numa D.R. (a mitológica discussão de relação) que mais parece cinema iraniano, e lá vem uma gaiata, dentes de porcelana à mostra, e manda, na lata:
- E aí, onde os pombinhos vão passar o fim de ano?
Antes que você diga que está em dúvida, o que é normalíssimo, a serelepe, mais falsa do que alegria de celebridade em micareta, conta do pacote que comprou para Buenos Aires, sul da Bahia, Fortaleza ou Porto de Galinhas etc, etc.
Você nem sabe se estará mais junto da cria da sua costela até a última folhinha do ano e a vadia, toda patriçosa, toda planejada, a contar as vantagens do seu destino, do pacote, do hotel, da cascata de fogos, do jantar romântico incluído no preço e todas outras babaquices que nos deixam sem paciência -principalmente durante uma crise no namoro ou casamento.
Claro que é perversão pura da vagaba. Sabe como ninguém que os pombinhos, como ela cinicamente os trata, já não arrulham na mesma sintonia, já não comem o mesmo Pê-Efe com o apetite de quem janta num DOM, num Fasano, para citar apenas dois dos mais caros e metidos restaurantes de São Paulo.
Dá vontade de ser bem grosso, bruto como o amigo Lunga de Juazeiro. Porém, haja porém, você, macho sensível, moderno e civilizado, mantém a calma. Já não bastam as suas discussões internas sobre o assunto, que sempre rendem quiprocós e arranca-rabos, e ainda vem essa desalmada riscar o fósforo da intriga no paiol dos outros?!
Você ali, amigo, ainda concentrado na reta final do campeonato, além de enfrentar a cobrança em casa ainda tem que vacinar-se contra essas peruas-butantãs!? Você nas projeções do seu tricolor, do seu Palmeiras, do Mengo, do Inter, do Galo ou do Cruzeiro, vai ter de fechar todos esses detalhes da viagem logo agora?! O amigo ali fazendo mandinga para evitar o rebaixamento do seu Flu, do seu Náutico, do seu Bota... A pressão a essa altura é das maiores. Até mesmo para os solitários. Lembro de um ano que resolvi, relaxadamente, ficar em São Paulo, na buena, andava meio zen, nada de enfrentar o caos de aeroportos e rodagens.
A cidade foi esvaziando, o prédio da área da rua Augusta idem, aí o Everaldo, nobre porteiro paraibano fã do Metallica, me olhou com aquela cara de piedade, como quem diz "coitado do tiozinho, deve tá duro, sem grana, não pode ir nem ali na Baixada Santista, na Praia Grande".
Aquele olhar implacável me fez correr direto para a rodoviária, peguei um ônibus para o Rio e passei a meia-noite em um táxi, entalado no túnel Rebouças, mas ouvindo o foguetório de Copabacana. Que maravilha, que beleza!
Ah, basta a pressão caseira da nêga fungando no cangote, chega de pergunta sobre Réveillon no social clube dos botequins e outras rodas. Pera lá, num amola, dá-se um jeito, quem sabe para Bora-Bora, como no final daquele filme do Coppola, One from the Heart, sim, aquele mesmo, O Fundo do Coração, como no cartaz nacionalíssimo.
Que tal, e aí, topa?
Xico Sá
"Os credores costumam ter melhor memória do que os devedores".
Benjamim Franklin

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

GAMBIARRA LÚDICA


A MULHER É MESTRE DO HOMEM

A mulher que sabe amar é mestre do homem. Jamais governanta.
A mulher que sabe amar não irrompe nem interrompe. Chega suave.
A mulher que sabe amar conhece a sua superioridade e os limites desta.
A mulher que sabe amar sabe ser mãe e ser um furor na cama.
A mulher que sabe amar jamais se deixa subjugar. Nem subjuga.
A mulher que sabe amar sabe que não basta ter razão. Precisa saber ter razão.
A mulher que sabe amar é o ser mais elevado que há na terra.
A mulher que sabe amar cala quando sabe não ser compreendida e fala na hora certa.
A mulher que sabe amar jamais diz: eu não falei que não ia dar certo?
A mulher que sabe amar compreende os filhos e sem pretender ensina amor ao marido.
A mulher que sabe amar por ser superior não se preocupa em mandar.
A mulher que sabe amar não sabe obedecer cegamente: ou compartilha ou se separa.
A mulher que sabe amar sabe tanto de moda quanto de arte.
A mulher que sabe amar educa sem reprimir e orienta sem impor.
A mulher que sabe amar fala baixo, não usa perfumes exagerados e ama a alma.
A mulher que sabe amar conversa com Deus e partilha com a família,
A mulher que sabe amar sente sua máxima realização quando amamenta.
A mulher que sabe amar tem orgasmo, é abençoada pela bondade.
A mulher que sabe amar não faz alarde de sua superioridade sobre o homem.
A mulher que sabe amar é a responsável pela sobrevivência da espécie humana.
A mulher que sabe amar jamais ouvirá de seu marido a frase:
Eu não tenho opiniões: tenho esposa. 
Artur da Távola
“Se não agora, quando?”
Hillel

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

PASSANDO TEMPO DEMAIS NO AEROPORTO?


Pois veja se esta ideia resolve. É um kit de malas com quatro peças cada uma com um tamanho, mais ou menos como qualquer jogo de bagagem encontrado por aí. Mas este, do designer holandês Erik De Nijs, guarda uma surpresa especial - quando reunidas, as quatro valises transformam-se em um confortável sofá, para aquela providencial soneca enquanto o embarque não acontece.



BEBIDINHAS PARA ADIAR A FOME OU AFASTAR A SEDE


Refrigerante, suco, iogurte e capuccino quebram a monotonia no paladar

Refrigerante Zero
As bebidas gaseificadas com zero açúcar estão na moda. E são a primeira opção de quem deseja cortar calorias da alimentação. O que não se percebe é que nessa tentativa, nutrientes importantes para a boa saúde também são cortados, entre eles, carboidratos, fibras e vitaminas. Por isso, a troca de um suco natural ou fruta por esse tipo de bebida, não é a melhor opção. 
1 copo (240 mL) de refrigerante zero
Sódio: 33,6 mg

Suco de laranja natural
As frutas são conhecidas pela qualidade nutricional. Ricas em vitaminas, minerais, carboidratos e fibras, consumi-las diariamente é fundamental para uma alimentação saudável. Por isso, elas devem ser inseridas e não retiradas da alimentação. A troca do suco natural pelo refrigerante zero não deve ser incentivada.
1 copo (240 mL) de suco de laranja natural
Calorias: 79 Kcal
Fibras: 0,96 g
Proteínas: 1,68 g
Vitamina C: 175,92 mg
Carboidratos: 18,24 g
Gordura: 0,24 g

Iogurte natural com mel
1 unidade = 200 g
Calorias: 213 Kcal
Gorduras saturadas: 3,2 g
Carboidratos: 33 g
Fibras: 1,1 g
Proteínas: 6,6 g
Cálcio: 246 mg
Gorduras totais: 6,0 g
Sódio: 116 mg


Iogurte sabor mamão light
1 unidade = 170 g
Calorias: 53 Kcal
Gorduras saturadas: 0 g
Carboidratos: 7,2 g
Fibras: 0 g
Proteínas: 5,3 g
Cálcio: 197 mg
Gorduras totais: 0 g
Sódio: 73 mg

Cappuccino clássico
Porção: 2 colheres (sopa)
Calorias: 81 Kcal
Carboidratos: 15 g
Proteínas: 2,1 g
Gorduras totais: 1,3 g
Gorduras saturadas: 0,8 g
Sódio: 107 mg

Cappuccino Diet
Porção: 2 colheres (sopa)
Calorias: 64 Kcal
Carboidratos: 6,8 g
Calorias: 49 Kcal
Carboidratos: 8,7 g
Proteínas: 3,1 g
Gorduras totais: 0 g
Gorduras saturadas: 0 g
Sódio: 129 mg
"O excesso de atenção que damos ao perigo faz, na maioria das vezes, cairmos nele"
Jean de la Fontaine

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

A NORMOSE


Todo mundo quer se encaixar num padrão. O sujeito "normal" é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido e está de bem com a vida. Quem não se encaixa nesses padrões, acaba adoecendo. A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões e outras manifestações de não enquadramento. Mas nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado. Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha "presença" através de modelos de comportamento amplamente divulgados. A normose não é brincadeira. Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer ser o que não se precisa ser.
Então, como aliviar os sintomas desta doença? Um pouco de auto-estima basta. Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim, aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo. Criaram o seu padrão "normal" e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante. O normal de cada um tem que ser original. Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros. É fraude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais.
Eu simpatizo cada vez mais com aqueles que lutam para remover obstáculos mentais e emocionais e tentam viver de forma mais íntegra, simples e sincera. Para mim são os verdadeiros normais, porque não conseguem colocar máscaras ou simular situações. Se parecem sofrer, é porque estão sofrendo. E se estão sorrindo, é porque a alma lhes é iluminada.
Por isso divulgue o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes.

NÃO ENTRA MUDO, MAS SAI CALADO

Parece piada de mau gosto, mas existem muitas pessoas que terminam um relacionamento e se esquecem (ou negligenciam de fato este ritual de passagem) de comunicar ao outro sua decisão!
São as típicas peritas na arte de deixar o parceiro com cara de ué... Simplesmente somem sem sequer um tchau oficial pra sinalizar que estão indo embora. A quem fica, resta um imenso e angustiante ponto de interrogação e as repetentes perguntas: o que houve? Será que eu fiz algo de errado?
Em princípio, realmente nada justifica esta atitude. Todo mundo merece ao menos uma declaração explícita de que aquilo que havia já não existe mais. Afinal de contas, se as circunstâncias sempre têm uma lógica, haveremos de considerar que uma pessoa só vai embora porque um dia chegou. E se chegou, passou a fazer parte. Portanto, ao sair, reza a boa educação um ‘aviso prévio’, pois ainda que não estejamos tratando de empregos ou negociações acordadas sob contrato impresso e assinado, toda relação tem seu contrato implícito.
Sobretudo, comunicação faz parte de qualquer relacionamento inteligente e respeitoso. Uma conversa que esclareça sentimentos, desejos e escolhas pode ser uma oportunidade bastante enriquecedora para os dois, pois evidencia pontos falhos, aponta comportamentos que podem ser melhorados e, sobretudo, dá a quem fica a possibilidade de vivenciar o processo de forma inteira, com começo, meio e fim.
Não há nada que consuma mais uma pessoa do que o torturante exercício das suposições para tentar descobrir porque o outro, de uma hora para outra, por pior que pudesse estar a relação, não mais atende ao telefone, não mais responde mensagens, não aparece e nem manda notícias.
O silêncio é mestre em algumas ocasiões; em outras, no entanto, é punhalada na alma, é alfinetada no coração. É certo que nenhuma relação termina da noite para o dia e que muitas situações vão pontuando que algo precisa ser feito para que os sentimentos sejam reciclados, revivescidos e salvos de um agonizante adormecimento. Mas a verdade é que impor uma morte súbita a uma relação pode causar danos desastrosos àquele que é privado do direito de ouvir, de chorar, de argumentar e, enfim, absorver a decisão do outro, compreendendo que por mais que não se queira ou por mais que doa, ninguém é dono de ninguém e somente a cada um cabe a decisão de ir ou vir, ficar ou partir...
Enfim, sugiro aqui uma reflexão a quem tem dificuldade de terminar seus relacionamentos; a quem, por medo de magoar o outro ou para se abster do constrangimento de se expor e revelar suas opções contrárias às opções do outro, desaparece do mapa sem deixar rastros ou pistas.
Que essas pessoas percebam o quão admirável é ser claro, o quão digno é se posicionar, o quão ético é considerar os sentimentos daquele com quem se dividiu dias, meses ou anos de intenções, planos, sonhos e desejos. Sobretudo, o quanto ainda é um ato de amor a simples atitude de fechar a porta ao sair...
Rosana Braga
"Um perigo previsto está metade evitado".
Thomas Fuller

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

terça-feira, 3 de novembro de 2009

TV: CONSUMA COM MODERAÇÃO

Estou longe de ser uma patrulheira contra a TV. Assim como há muita bobagem e baixaria, há também muito programa bem-feito, informativo e divertido. Nesse aspecto, não temos do que nos queixar, nossa televisão é bastante diversificada se comparada ao resto do mundo. Se adicionarmos aí o privilégio daqueles que possuem canais por assinatura, já dá pra dizer que só morre de tédio quem quer.
Lembro de um ex-colega que dizia que era fanático por TV e que, quando não estava trabalhando, estava em casa grudado na telinha, que era como ele absorvia o mundo e enriquecia sua vida. Nunca mais ouvi falar dele, e não é de se estranhar.
Tevê não é cultura. Entretém, informa, diverte, mas a cultura está um degrau acima. Se eu estiver forçando a barra em dizer que não é cultura, troco a frase: TV não impacta, não eleva a imaginação, não corrompe fórmulas prontas, não arrisca, não provoca, não incomoda, não arrebata. Quem faz isso é a arte.
Foi o que pensei ao assistir ao espetáculo Quartett, montagem do dramaturgo americano Bob Wilson com a estupenda atriz Isabelle Huppert, que encerrou a programação do Porto Alegre em Cena semana passada. Envolvida pelo que estava vendo, pensava: diacho, como a TV tomou conta das nossas vidas.
Um dia antes, eu havia assistido no cinema a Os Normais 2, que é praticamente um episódio de TV. O filme baseado no meu livro Divã também traz uma estética, um elenco e uma linguagem de TV. Ambos são bons e cumpriram o que se esperava deles, e hoje o que se espera é bilheteria e risadas. Nada contra. Mas isso não pode ser tudo o que se espera de uma obra.
José Alvarenga, que dirigiu os dois filmes, é um profissional competente e odeia quando se fazem essas distinções, e por um lado concordo: se é filmado em película e passa no cinema, é cinema. Mas a TV está no cangote. Assim como ela está no cangote de muito do que se faz em teatro hoje, muito do que se faz em literatura, muito do que se faz em música. A TV é um totem. Sacralizou sua linguagem. E tornou-se tão eficiente quanto uma anestesia geral.
Não só gosto, como respeito a TV. Sem ela, muita gente estaria à deriva, achando que o mundo não vai além da porta da vizinha. Mas a TV não pode ser nossa única ponte com o subjetivo, até porque ela não entende nada de subjetividade. A TV é recreação caseira, não desperta o deslumbre diante daquilo que a gente não explica, apenas sente. Ela não pode, sozinha, fazer nossa cabeça. Na nossa cabeça há espaço para muito mais.
Quartett poderia ser descrita como uma ópera contemporânea que homenageia a musicalidade das palavras, a expressão corporal, a luz, a poesia. É um sonhar acordado, um convite a visitar outra dimensão do amor, da sedução, das relações humanas, essas coisas que a gente vive de forma tão objetiva e, por isso, tanto tropeça. Tivéssemos um olhar mais louco, mais criativo, mais sensorial, mais qualquer coisa que não lembre o comezinho cotidiano, a vida teria mais graça, estilo e mistério.
Quartett foi uma chapação legalizada. A TV é boa, mas não te chapa: consuma com moderação.
Martha Medeiros

VALE TRABALHAR PARA MANTER O ALTO PADRÃO DE VIDA?

Trabalhar para manter o alto padrão de vida vale a pena? A resposta depende de fatores como a forma como você gasta este dinheiro e se seu salário é compatível com seu estilo de vida.
Então vamos aos questionamentos. Ao final do dia, você se sente tão cansado que nem mesmo consegue ajudar seus filhos com a lição de casa, o cônjuge com as dúvidas sobre o orçamento doméstico e os problemas de sua família?
Será que você não está trabalhando demais e destinando pouco tempo à família? Será que ganhar tanto dinheiro para manter um padrão alto de vida vale a pena? A resposta depende muito do estilo de vida que gosta de levar.
Antes de refletir se vale a pena, é preciso que você pense se o consumo não está sendo privilegiado, ao invés de sua família e sua saúde física e mental. Se você somente trabalha bastante para ganhar dinheiro, o melhor é rever seus hábitos de consumo.
Olhe para seu orçamento e veja se não existe nenhum tipo de desperdício. Isso mesmo: será que não está trabalhando demais, ganhando bem, mas gastando de maneira errada? Se a resposta for positiva, saiba que não vale a pena continuar levando este estilo de vida que lhe afasta do contato familiar.
Agora, se não dá pra diminuir o consumo porque o orçamento está apertado, mesmo com o alto padrão de vida, é hora de rever suas necessidades. Você está sendo remunerado adequadamente? A resposta você terá se comparando com as pessoas que ocupam o mesmo cargo que o seu, com o teto estipulado para sua categoria e com o trabalho que está realizando.
Trabalhar muito e ganhar pouco, depois de analisados esses três pontos, pode significar que o ritmo que está levando não compensa. Mas, muita calma, pois existe saída para essa situação: ou você negocia com a empresa ou então procura uma outra vaga no mercado de trabalho.
Algumas pessoas acreditam que viver para trabalhar, ganhar muito e ter menos tempo para a vida pessoal é vantajoso e compensa porque a família tem um bom padrão de vida. Já outras, como o escritor escocês Carl Honoré, acreditam que a velocidade a que a população mundial chegou para cumprir suas atividades mais atrapalha do que ajuda. Afinal, certas coisas não podem ser aceleradas só porque você está com pressa. Pense nisso.
Portal Infomoney
“A experiência é uma chama que só ilumina queimando.”
Benito Pérez Galdós