sexta-feira, 27 de novembro de 2009

PAZ ACALORADA

Quando uma porta se fecha, é aberta uma janela. Mas e quando cai um muro, o que sobe? Quando desmorona o escudo, é conhecido o cavaleiro – a realidade é apresentada. A Guerra era fria, só que a coisa esquentou pelo mundo: Bin Laden armado pelos EUA para enfrentar a URSS; em Cuba, mísseis apontados para o norte do continente; Duas Coréias; Duas Alemanhas; Duas ideias – mas uma prática nem tão diferente; Aquela menina que você conhece, com o peito partido tão cedo, queimada no Vietnã; Infelizmente, o Che que partiu, mártir que virou, também não era o que você, leitor, deseja de fato.
Numa coincidência que remexeu Marx no túmulo, o concreto cedeu duplamente: foi derrubado, mais que um muro, a crença num mundo pautado nas necessidades; Efeito em cadeia, peças de dominó em queda sobre outras peças. Alexis, que perdeu sua irmã para o Governo Militar, jamais poderia perdoá-lo, mas exatamente por isso também não tinha coragem para um enfrentamento. Por conseguinte, mesmo com seus olhos temporariamente vermelhos de raiva, seu lugar era a inércia. Com o término da ditadura, talvez houvesse tempo do sonho socialista. Não, não deu. A União das Repúblicas Socialistas Soviéticas se esfacelou e, de repente, tudo ficou muito confuso, não havia mais referências, era uma batalha perdida, sem companheiros. O mundo estava em paz, dizia o telejornal.
Agora, Alex já podia viver para ele mesmo, sem a amargura da Ditadura que o impedia de ser livre. Afinal, o mundo estava em paz e não havia exatamente ao que se contrapor. Nesse cenário, é muito mais difícil apontar os vilões. Alguns anos depois, Alexis voltou ao Brasil, com Doutorado sobre Meio Ambiente. Tornou-se uma referência, pois o novo inimigo era a natureza, visto que o capitalismo é justo…mas, não, a natureza é amiga…então, por que se luta contra ela? Ah, não é contra ela? É contra o que fazemos com ela… hum. Mas então é culpa do capitalismo? Não, não. A culpa é do indivíduo, segundo o que Alexis leu onde mandavam ver.
Apresentava palestras sobre aquecimento global, ilhas de calor, derretimento das calotas polares. Tudo verdadeiro e preocupado com o mundo. Mas qual mundo? O fato é que caiu um muro, mas emergiu uma bolha. Transparente, porém, aparentemente, intransponível. O doutor percebia a pobreza ao seu redor, mas ou não era culpa e responsabilidade dele ou, se era, ele não sabia o que fazer e, na dúvida, nada fazia de fato. Não desperdiçava água, mas jogava fora sua comida – separada para a coleta seletiva, é claro.
Nos últimos anos, tem trabalhado como consultor de uma transnacional, num setor de marketing referente ao ‘Desenvolvimento sustentável’ – uma proposta de um capitalismo menos predador e mais parasita. Entretanto, outro dia, tal empresa demitiu mais de dois mil funcionários, por causa de queda brusca em suas ações na bolsa. O emprego de Alexis, hoje, é colaborar com elementos críticos às conseqüências da produção em massa, mas a empresa nem por isso produz menos.
Alexis comprou outro carro e foi comemorar o sucesso de uma campanha publicitária, num restaurante nada modesto. Pegou o maldito engarrafamento. Fazia tanto calor que era possível ver o vapor tremendo a imagem do mundo. Por ali, veio um menino pedir para lavar o vidro da frente, mas ele estava irritado. Mal olhou pro garoto, quase invisível – seu sucesso fez do peito uma muralha, porque o empregado do futuro deveria estar acima de sentimentalismos, dizia o chefe de seu departamento.
Bebeu um pouco mais, nesse jantar. Saiu de lá com dois amigos a fim de procurar mulheres. Foram a uma boate, beberam um pouco mais do que o a mais. Não conseguiu ninguém, de tão irritantemente fora de si. Pegou o carro, e não discernia que as luzes na Lagoa eram da árvore de Natal e no morro eram tiros de fuzis. Foi atrás de prostitutas, parou na calçada e colocou uma pra dentro do carro. Não conseguiu fazer muita coisa além de demonstrar como aquela mulher deveria largar aquela vida – nada fácil.
Largou ela pela rua, irado com sua contínua impotência que ele chamava de liberdade. Pegou uma rua errada e, sem conhecer o lugar, parou pra ver o que acontecia com um de seus pneus, que parecia furado. Azar, teria de encarar seu algoz. Alguém esperava a chance de conseguir dinheiro pr’uma chuteira como a do Cristiano Ronaldo e um cordão de ouro, com a inicial de seu nome. No peito já havia um “J”, um João Ninguém perto de Alexis; Ele era mais novo que o filho de Alexis, devia ter uns quinze ou dezesseis anos. O menino que não era do tráfico nem nada, apenas queria ter o que via na vitrine, assim como você, que me lê, quer. Eis que apontou a arma para Alexis e gritou “Perdeu, perdeu”. Alexis correu em volta do carro e o menino nervoso, sem saber o que fazer, ficou atrás dele, esdruxulamente correndo em círculos. Alexis foi em direção a uma rua, infelizmente sem saída, e o menino que poderia levar o carro, ainda com a chave na ignição, coberto de adrenalina – talvez também alterado por alguma droga – disparou. Precisou de quatro balas para matar Alexis, o qual em seus momentos derradeiros, teve seus olhos marejados, vermelhos novamente, por saber que ia morrer e por perceber que o culpado de sua morte sabia tanto o que fazer quanto ele. A muralha no peito de Alexis foi destruída, mas era tarde.
A empresa de Alexis fez questão de procurar o garoto, que acabou sendo preso depois do alarde nos jornais. O coitado já tinha dezoito anos, apenas era raquítico devido à má alimentação quando criança. Na cadeia, não haveria reabilitação, pois não seria possível mudar seu comportamento se na prisão a realidade reifica tanto o que há do lado de fora e, quando se está do lado de fora, a realidade é a mesma de antes.
Alexis morreu e a empresa em que trabalhava também derrubou algumas árvores, nesse mesmo dia. Um grupo de ativistas invadiu a cede, pichou paredes e destruiu alguns vidros. Também não sabiam fazer muito mais que isso, porque na verdade todos são responsáveis pela realidade. As coisas só são o que deixamos que sejam e cada um é exatamente aquilo que poderia ser, dentro da gama limitadíssima de possibilidades que a vida proporciona.
E você, leitor, ser híbrido que é, provavelmente de classe média, não sabe com quem concordar, o que pensar e, principalmente, o que fazer. Afinal, é evidente que há injustiça no mundo, só que você não consegue ser contrário na prática, porque é beneficiado por ela, miseravelmente, e se contenta com isso. Mas, estúpido que suponho não ser, sabe que é preciso mudar, só que não a boca. Lembre-se que, neste exato momento, alguém não tem o que colocar nela e você, caso queira mais que comida e palavras tolas para enchê-la, saiba que ideologias não morrem, entram em coma.
Marcel Albuquerque

PARA JIU

“Eu sem você não tenho porquê, porque sem você não sei nem chorar. Sou chama sem luz, jardim sem luar”.
Baden Powell / Vinícius de Moraes

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

terça-feira, 24 de novembro de 2009

RELACIONAMENTO VIRTUAL


AS 10 MELHORES DESCULPAS SE VOCÊ FOR PEGO DORMINDO NO TRABALHO

01. "Quando eu fui doar sangue, eles me disseram que isso podia acontecer."
02. "Isto é só um cochilo de 15 minutos para recuperar as energias.
03. "Eu estava imaginando como é a vida de um cego."
04. "Eu não estava dormindo! Eu estava meditando sobre os destinos da empresa".
05. "Eu estava verificando se meu teclado é resistente a baba."
06. "Eu estava fazendo um exercício de Yoga para aliviar o estresse do trabalho.
07. "Por que você me interrompeu? Eu estava quase chegando numa solução para o nosso maior problema."
08. "A máquina de café está quebrada."
09. "Alguém deve ter posto café descafeinado no pote errado."
E a melhor coisa a se dizer se você for pego dormindo no trabalho é acordar e já ir falando:
10. "... e em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, amém."
“Você faz suas escolhas, e suas escolhas fazem você.”
Steve Beckman

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

CENAS IMPROVÁVEIS

MOMENTO 'MANGUAÇA' CULTURAL

Antigamente, no Brasil, para se ter melado, os escravos colocavam o caldo da cana-de-açúcar em um tacho e levavam ao fogo. Não podiam parar de mexer até que uma consistência cremosa surgisse. Porém, um dia, cansados de tanto mexer e com serviços ainda por terminar, os escravos simplesmente pararam e o melado desandou.
O que fazer agora?
A saída que encontraram foi guardar o melado longe das vistas do feitor. No dia seguinte, encontraram o melado azedo fermentado. Não pensaram duas vezes e misturaram o tal melado azedo com o novo e levaram os dois ao fogo. Resultado: o 'azedo' do melado antigo era álcool que aos poucos foi evaporando e formou no teto do engenho umas goteiras que pingavam constantemente. Era a cachaça já formada que pingava. Daí o nome 'PINGA'. Quando a pinga batia nas suas costas marcadas com as chibatadas dos feitores ardia muito, por isso deram o nome de 'ÁGUA-ARDENTE'. Caindo em seus rostos escorrendo até a boca, os escravos perceberam que, com a tal goteira, ficavam alegres e com vontade de dançar. E sempre que queriam ficar alegres repetiam o processo.

Não basta beber, tem que conhecer! ;-)
"O que mais importa não é viver, mas viver bem".
Platão

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

LEMBRETE

"A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida...
Quando se vê, já passaram-se 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado.
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.
Desta forma, eu digo:
“Não deixe de fazer algo que gosta devido à falta de tempo, pois a única falta que terá, será desse tempo que infelizmente não voltará mais."
Mario Quintana

GET ON MY HORSE

Essa musiquinha gruda quem nem chiclete! Contemple!


Bobagento
“A vida nos foi dada para ser gozada”.
Ovídio

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

METADE

"Eu perco o chão
Eu não acho as palavras
Eu ando tão triste
Eu ando pela sala
Eu perco a hora
Eu chego no fim
Eu deixo a porta aberta
Eu não moro mais em mim..."
Adriana Calcanhoto
“Enquanto adiamos as coisas, a vida passa.”
Sêneca

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

DEUS DE PELÚCIA

Uma dica lúdica de presente para este e todos os Natais de sua vida! ;-) 

VISA

O nome VisaNet vai deixar de existir e em seu lugar entra uma nova marca, a Cielo. A mudança segue a estratégia da companhia em se manter líder do segmento de meios eletrônicos de pagamento e antecipa o fim do contrato de exclusividade da empresa com a Visa, em junho de 2010.
Migalhas nº 2.265
"No futebol não há lugar para a piedade."

Telê Santana

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

QUE FEIO!

Rede Globo impede a Record de entrevistar Secretário de Minas e Energia sobre apagão.
Sou jornalista e a minha faculdade me ensinou coisinhas bem diferentes destas que o assessor de imprensa de Minas e Energia pareceu ter aprendido na faculdade. Minha mãe também me ensinou umas coisinhas bem diferentes do que ele aprendeu recebeu com a dele.
Imagina isso aí SEM diploma! Eita, lá!


ERA SÓ O QUE FALTAVA...


"Só da gente ter direito à vida é o suficiente pra viver sorrindo".
Neguinho da Beija-Flor
Frase que a atriz Mara Manzan, que faleceu hoje, escolheu para publicar no último post de seu blog.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

T-P-M


Afastem-se hoje, por favor.

O DESTINO DOS POMBINHOS

Além dos inevitáveis e permanentes comentários sobre o tempo, o calor e outros fogos nas entranhas, como diria o cabrón Pedro Almodóvar, chegou a hora da maldita pergunta sobre o Réveillon.
Você ali no maior barraco de fim de feira amorosa com a gazela, numa D.R. (a mitológica discussão de relação) que mais parece cinema iraniano, e lá vem uma gaiata, dentes de porcelana à mostra, e manda, na lata:
- E aí, onde os pombinhos vão passar o fim de ano?
Antes que você diga que está em dúvida, o que é normalíssimo, a serelepe, mais falsa do que alegria de celebridade em micareta, conta do pacote que comprou para Buenos Aires, sul da Bahia, Fortaleza ou Porto de Galinhas etc, etc.
Você nem sabe se estará mais junto da cria da sua costela até a última folhinha do ano e a vadia, toda patriçosa, toda planejada, a contar as vantagens do seu destino, do pacote, do hotel, da cascata de fogos, do jantar romântico incluído no preço e todas outras babaquices que nos deixam sem paciência -principalmente durante uma crise no namoro ou casamento.
Claro que é perversão pura da vagaba. Sabe como ninguém que os pombinhos, como ela cinicamente os trata, já não arrulham na mesma sintonia, já não comem o mesmo Pê-Efe com o apetite de quem janta num DOM, num Fasano, para citar apenas dois dos mais caros e metidos restaurantes de São Paulo.
Dá vontade de ser bem grosso, bruto como o amigo Lunga de Juazeiro. Porém, haja porém, você, macho sensível, moderno e civilizado, mantém a calma. Já não bastam as suas discussões internas sobre o assunto, que sempre rendem quiprocós e arranca-rabos, e ainda vem essa desalmada riscar o fósforo da intriga no paiol dos outros?!
Você ali, amigo, ainda concentrado na reta final do campeonato, além de enfrentar a cobrança em casa ainda tem que vacinar-se contra essas peruas-butantãs!? Você nas projeções do seu tricolor, do seu Palmeiras, do Mengo, do Inter, do Galo ou do Cruzeiro, vai ter de fechar todos esses detalhes da viagem logo agora?! O amigo ali fazendo mandinga para evitar o rebaixamento do seu Flu, do seu Náutico, do seu Bota... A pressão a essa altura é das maiores. Até mesmo para os solitários. Lembro de um ano que resolvi, relaxadamente, ficar em São Paulo, na buena, andava meio zen, nada de enfrentar o caos de aeroportos e rodagens.
A cidade foi esvaziando, o prédio da área da rua Augusta idem, aí o Everaldo, nobre porteiro paraibano fã do Metallica, me olhou com aquela cara de piedade, como quem diz "coitado do tiozinho, deve tá duro, sem grana, não pode ir nem ali na Baixada Santista, na Praia Grande".
Aquele olhar implacável me fez correr direto para a rodoviária, peguei um ônibus para o Rio e passei a meia-noite em um táxi, entalado no túnel Rebouças, mas ouvindo o foguetório de Copabacana. Que maravilha, que beleza!
Ah, basta a pressão caseira da nêga fungando no cangote, chega de pergunta sobre Réveillon no social clube dos botequins e outras rodas. Pera lá, num amola, dá-se um jeito, quem sabe para Bora-Bora, como no final daquele filme do Coppola, One from the Heart, sim, aquele mesmo, O Fundo do Coração, como no cartaz nacionalíssimo.
Que tal, e aí, topa?
Xico Sá
"Os credores costumam ter melhor memória do que os devedores".
Benjamim Franklin

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

GAMBIARRA LÚDICA


A MULHER É MESTRE DO HOMEM

A mulher que sabe amar é mestre do homem. Jamais governanta.
A mulher que sabe amar não irrompe nem interrompe. Chega suave.
A mulher que sabe amar conhece a sua superioridade e os limites desta.
A mulher que sabe amar sabe ser mãe e ser um furor na cama.
A mulher que sabe amar jamais se deixa subjugar. Nem subjuga.
A mulher que sabe amar sabe que não basta ter razão. Precisa saber ter razão.
A mulher que sabe amar é o ser mais elevado que há na terra.
A mulher que sabe amar cala quando sabe não ser compreendida e fala na hora certa.
A mulher que sabe amar jamais diz: eu não falei que não ia dar certo?
A mulher que sabe amar compreende os filhos e sem pretender ensina amor ao marido.
A mulher que sabe amar por ser superior não se preocupa em mandar.
A mulher que sabe amar não sabe obedecer cegamente: ou compartilha ou se separa.
A mulher que sabe amar sabe tanto de moda quanto de arte.
A mulher que sabe amar educa sem reprimir e orienta sem impor.
A mulher que sabe amar fala baixo, não usa perfumes exagerados e ama a alma.
A mulher que sabe amar conversa com Deus e partilha com a família,
A mulher que sabe amar sente sua máxima realização quando amamenta.
A mulher que sabe amar tem orgasmo, é abençoada pela bondade.
A mulher que sabe amar não faz alarde de sua superioridade sobre o homem.
A mulher que sabe amar é a responsável pela sobrevivência da espécie humana.
A mulher que sabe amar jamais ouvirá de seu marido a frase:
Eu não tenho opiniões: tenho esposa. 
Artur da Távola
“Se não agora, quando?”
Hillel

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

PASSANDO TEMPO DEMAIS NO AEROPORTO?


Pois veja se esta ideia resolve. É um kit de malas com quatro peças cada uma com um tamanho, mais ou menos como qualquer jogo de bagagem encontrado por aí. Mas este, do designer holandês Erik De Nijs, guarda uma surpresa especial - quando reunidas, as quatro valises transformam-se em um confortável sofá, para aquela providencial soneca enquanto o embarque não acontece.



BEBIDINHAS PARA ADIAR A FOME OU AFASTAR A SEDE


Refrigerante, suco, iogurte e capuccino quebram a monotonia no paladar

Refrigerante Zero
As bebidas gaseificadas com zero açúcar estão na moda. E são a primeira opção de quem deseja cortar calorias da alimentação. O que não se percebe é que nessa tentativa, nutrientes importantes para a boa saúde também são cortados, entre eles, carboidratos, fibras e vitaminas. Por isso, a troca de um suco natural ou fruta por esse tipo de bebida, não é a melhor opção. 
1 copo (240 mL) de refrigerante zero
Sódio: 33,6 mg

Suco de laranja natural
As frutas são conhecidas pela qualidade nutricional. Ricas em vitaminas, minerais, carboidratos e fibras, consumi-las diariamente é fundamental para uma alimentação saudável. Por isso, elas devem ser inseridas e não retiradas da alimentação. A troca do suco natural pelo refrigerante zero não deve ser incentivada.
1 copo (240 mL) de suco de laranja natural
Calorias: 79 Kcal
Fibras: 0,96 g
Proteínas: 1,68 g
Vitamina C: 175,92 mg
Carboidratos: 18,24 g
Gordura: 0,24 g

Iogurte natural com mel
1 unidade = 200 g
Calorias: 213 Kcal
Gorduras saturadas: 3,2 g
Carboidratos: 33 g
Fibras: 1,1 g
Proteínas: 6,6 g
Cálcio: 246 mg
Gorduras totais: 6,0 g
Sódio: 116 mg


Iogurte sabor mamão light
1 unidade = 170 g
Calorias: 53 Kcal
Gorduras saturadas: 0 g
Carboidratos: 7,2 g
Fibras: 0 g
Proteínas: 5,3 g
Cálcio: 197 mg
Gorduras totais: 0 g
Sódio: 73 mg

Cappuccino clássico
Porção: 2 colheres (sopa)
Calorias: 81 Kcal
Carboidratos: 15 g
Proteínas: 2,1 g
Gorduras totais: 1,3 g
Gorduras saturadas: 0,8 g
Sódio: 107 mg

Cappuccino Diet
Porção: 2 colheres (sopa)
Calorias: 64 Kcal
Carboidratos: 6,8 g
Calorias: 49 Kcal
Carboidratos: 8,7 g
Proteínas: 3,1 g
Gorduras totais: 0 g
Gorduras saturadas: 0 g
Sódio: 129 mg
"O excesso de atenção que damos ao perigo faz, na maioria das vezes, cairmos nele"
Jean de la Fontaine

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

A NORMOSE


Todo mundo quer se encaixar num padrão. O sujeito "normal" é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido e está de bem com a vida. Quem não se encaixa nesses padrões, acaba adoecendo. A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões e outras manifestações de não enquadramento. Mas nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado. Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha "presença" através de modelos de comportamento amplamente divulgados. A normose não é brincadeira. Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer ser o que não se precisa ser.
Então, como aliviar os sintomas desta doença? Um pouco de auto-estima basta. Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim, aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo. Criaram o seu padrão "normal" e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante. O normal de cada um tem que ser original. Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros. É fraude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais.
Eu simpatizo cada vez mais com aqueles que lutam para remover obstáculos mentais e emocionais e tentam viver de forma mais íntegra, simples e sincera. Para mim são os verdadeiros normais, porque não conseguem colocar máscaras ou simular situações. Se parecem sofrer, é porque estão sofrendo. E se estão sorrindo, é porque a alma lhes é iluminada.
Por isso divulgue o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes.

NÃO ENTRA MUDO, MAS SAI CALADO

Parece piada de mau gosto, mas existem muitas pessoas que terminam um relacionamento e se esquecem (ou negligenciam de fato este ritual de passagem) de comunicar ao outro sua decisão!
São as típicas peritas na arte de deixar o parceiro com cara de ué... Simplesmente somem sem sequer um tchau oficial pra sinalizar que estão indo embora. A quem fica, resta um imenso e angustiante ponto de interrogação e as repetentes perguntas: o que houve? Será que eu fiz algo de errado?
Em princípio, realmente nada justifica esta atitude. Todo mundo merece ao menos uma declaração explícita de que aquilo que havia já não existe mais. Afinal de contas, se as circunstâncias sempre têm uma lógica, haveremos de considerar que uma pessoa só vai embora porque um dia chegou. E se chegou, passou a fazer parte. Portanto, ao sair, reza a boa educação um ‘aviso prévio’, pois ainda que não estejamos tratando de empregos ou negociações acordadas sob contrato impresso e assinado, toda relação tem seu contrato implícito.
Sobretudo, comunicação faz parte de qualquer relacionamento inteligente e respeitoso. Uma conversa que esclareça sentimentos, desejos e escolhas pode ser uma oportunidade bastante enriquecedora para os dois, pois evidencia pontos falhos, aponta comportamentos que podem ser melhorados e, sobretudo, dá a quem fica a possibilidade de vivenciar o processo de forma inteira, com começo, meio e fim.
Não há nada que consuma mais uma pessoa do que o torturante exercício das suposições para tentar descobrir porque o outro, de uma hora para outra, por pior que pudesse estar a relação, não mais atende ao telefone, não mais responde mensagens, não aparece e nem manda notícias.
O silêncio é mestre em algumas ocasiões; em outras, no entanto, é punhalada na alma, é alfinetada no coração. É certo que nenhuma relação termina da noite para o dia e que muitas situações vão pontuando que algo precisa ser feito para que os sentimentos sejam reciclados, revivescidos e salvos de um agonizante adormecimento. Mas a verdade é que impor uma morte súbita a uma relação pode causar danos desastrosos àquele que é privado do direito de ouvir, de chorar, de argumentar e, enfim, absorver a decisão do outro, compreendendo que por mais que não se queira ou por mais que doa, ninguém é dono de ninguém e somente a cada um cabe a decisão de ir ou vir, ficar ou partir...
Enfim, sugiro aqui uma reflexão a quem tem dificuldade de terminar seus relacionamentos; a quem, por medo de magoar o outro ou para se abster do constrangimento de se expor e revelar suas opções contrárias às opções do outro, desaparece do mapa sem deixar rastros ou pistas.
Que essas pessoas percebam o quão admirável é ser claro, o quão digno é se posicionar, o quão ético é considerar os sentimentos daquele com quem se dividiu dias, meses ou anos de intenções, planos, sonhos e desejos. Sobretudo, o quanto ainda é um ato de amor a simples atitude de fechar a porta ao sair...
Rosana Braga
"Um perigo previsto está metade evitado".
Thomas Fuller

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

terça-feira, 3 de novembro de 2009

TV: CONSUMA COM MODERAÇÃO

Estou longe de ser uma patrulheira contra a TV. Assim como há muita bobagem e baixaria, há também muito programa bem-feito, informativo e divertido. Nesse aspecto, não temos do que nos queixar, nossa televisão é bastante diversificada se comparada ao resto do mundo. Se adicionarmos aí o privilégio daqueles que possuem canais por assinatura, já dá pra dizer que só morre de tédio quem quer.
Lembro de um ex-colega que dizia que era fanático por TV e que, quando não estava trabalhando, estava em casa grudado na telinha, que era como ele absorvia o mundo e enriquecia sua vida. Nunca mais ouvi falar dele, e não é de se estranhar.
Tevê não é cultura. Entretém, informa, diverte, mas a cultura está um degrau acima. Se eu estiver forçando a barra em dizer que não é cultura, troco a frase: TV não impacta, não eleva a imaginação, não corrompe fórmulas prontas, não arrisca, não provoca, não incomoda, não arrebata. Quem faz isso é a arte.
Foi o que pensei ao assistir ao espetáculo Quartett, montagem do dramaturgo americano Bob Wilson com a estupenda atriz Isabelle Huppert, que encerrou a programação do Porto Alegre em Cena semana passada. Envolvida pelo que estava vendo, pensava: diacho, como a TV tomou conta das nossas vidas.
Um dia antes, eu havia assistido no cinema a Os Normais 2, que é praticamente um episódio de TV. O filme baseado no meu livro Divã também traz uma estética, um elenco e uma linguagem de TV. Ambos são bons e cumpriram o que se esperava deles, e hoje o que se espera é bilheteria e risadas. Nada contra. Mas isso não pode ser tudo o que se espera de uma obra.
José Alvarenga, que dirigiu os dois filmes, é um profissional competente e odeia quando se fazem essas distinções, e por um lado concordo: se é filmado em película e passa no cinema, é cinema. Mas a TV está no cangote. Assim como ela está no cangote de muito do que se faz em teatro hoje, muito do que se faz em literatura, muito do que se faz em música. A TV é um totem. Sacralizou sua linguagem. E tornou-se tão eficiente quanto uma anestesia geral.
Não só gosto, como respeito a TV. Sem ela, muita gente estaria à deriva, achando que o mundo não vai além da porta da vizinha. Mas a TV não pode ser nossa única ponte com o subjetivo, até porque ela não entende nada de subjetividade. A TV é recreação caseira, não desperta o deslumbre diante daquilo que a gente não explica, apenas sente. Ela não pode, sozinha, fazer nossa cabeça. Na nossa cabeça há espaço para muito mais.
Quartett poderia ser descrita como uma ópera contemporânea que homenageia a musicalidade das palavras, a expressão corporal, a luz, a poesia. É um sonhar acordado, um convite a visitar outra dimensão do amor, da sedução, das relações humanas, essas coisas que a gente vive de forma tão objetiva e, por isso, tanto tropeça. Tivéssemos um olhar mais louco, mais criativo, mais sensorial, mais qualquer coisa que não lembre o comezinho cotidiano, a vida teria mais graça, estilo e mistério.
Quartett foi uma chapação legalizada. A TV é boa, mas não te chapa: consuma com moderação.
Martha Medeiros

VALE TRABALHAR PARA MANTER O ALTO PADRÃO DE VIDA?

Trabalhar para manter o alto padrão de vida vale a pena? A resposta depende de fatores como a forma como você gasta este dinheiro e se seu salário é compatível com seu estilo de vida.
Então vamos aos questionamentos. Ao final do dia, você se sente tão cansado que nem mesmo consegue ajudar seus filhos com a lição de casa, o cônjuge com as dúvidas sobre o orçamento doméstico e os problemas de sua família?
Será que você não está trabalhando demais e destinando pouco tempo à família? Será que ganhar tanto dinheiro para manter um padrão alto de vida vale a pena? A resposta depende muito do estilo de vida que gosta de levar.
Antes de refletir se vale a pena, é preciso que você pense se o consumo não está sendo privilegiado, ao invés de sua família e sua saúde física e mental. Se você somente trabalha bastante para ganhar dinheiro, o melhor é rever seus hábitos de consumo.
Olhe para seu orçamento e veja se não existe nenhum tipo de desperdício. Isso mesmo: será que não está trabalhando demais, ganhando bem, mas gastando de maneira errada? Se a resposta for positiva, saiba que não vale a pena continuar levando este estilo de vida que lhe afasta do contato familiar.
Agora, se não dá pra diminuir o consumo porque o orçamento está apertado, mesmo com o alto padrão de vida, é hora de rever suas necessidades. Você está sendo remunerado adequadamente? A resposta você terá se comparando com as pessoas que ocupam o mesmo cargo que o seu, com o teto estipulado para sua categoria e com o trabalho que está realizando.
Trabalhar muito e ganhar pouco, depois de analisados esses três pontos, pode significar que o ritmo que está levando não compensa. Mas, muita calma, pois existe saída para essa situação: ou você negocia com a empresa ou então procura uma outra vaga no mercado de trabalho.
Algumas pessoas acreditam que viver para trabalhar, ganhar muito e ter menos tempo para a vida pessoal é vantajoso e compensa porque a família tem um bom padrão de vida. Já outras, como o escritor escocês Carl Honoré, acreditam que a velocidade a que a população mundial chegou para cumprir suas atividades mais atrapalha do que ajuda. Afinal, certas coisas não podem ser aceleradas só porque você está com pressa. Pense nisso.
Portal Infomoney
“A experiência é uma chama que só ilumina queimando.”
Benito Pérez Galdós